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Cada um cumpre o destino que lhe cumpre. / E deseja o destino que deseja; / Nem cumpre o que deseja, / Nem deseja o que cumpre. [Ricardo Reis]
Não houve surpresas, nem em Portugal nem na Europa.
A abstenção foi gigante, como era de prever, por razões nossas e europeias. A derrota da Aliança Portugal, apesar de expressiva, soube-me a pouco. A vitória do PS foi uma estrondosa derrota. O PS, depois de 3 anos de uma governação que empobreceu o país, que mentiu de forma desavergonhada, que tem desmantelado o Estado, os serviços públicos e a segurança social, que aumentou as desigualdades sociais, não consegue uma diferença superior a 4%. É, de facto, muito mau.
É altura de, no PS, se tirarem as devidas conclusões - com esta liderança há a possibilidade de o PS perder, inclusivamente, as próximas eleições legislativas.
O LIVRE não conseguiu eleger Rui Tavares, infelizmente. Gostaria muito que o tivesse conseguido.
O BE está a esfarelar-se, o que é uma boa notícia.
O PCP e o Marinho Pinto foram os grandes vencedores da noite. É, de facto, um artefacto do artesanato português a existência e a pujança de um partido tão anquilosado como o PCP. Marinho Pinto é um fenómeno populista, como acontece nestes períodos de grande crise das instituições.
Em França ganhou a extrema-direita, se bem que concordo com Sócrates - houve uma penalização dos partidos que contribuíram para esta Europa, como se percebe pela vitória do partido de extrema esquerda na Grécia.
Aguardemos as repercussões dos resultados eleitorais. Espero sinceramente que tenham algum efeito, nomeadamente a substituição da liderança do PS.
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