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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Visitas guiadas

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Visita Guiada

 

 

Temos muitos canais de televisão, a enorme maioria deles desinteressantíssimos.

 

Os de informação têm alinhamentos noticiosos idênticos, sem rasgos nem diferenças, com os mesmos comentários e comentadores. Os de cinema repetem os mesmos filmes indefinidamente. Os de séries são todos iguais. E há uma plétora generalizada de debates futebolísticos verdadeiramente ridículos, e de programas de comida com uma multiplicidade de chefes que praticam uma culinária cada vez mais divorciada da alimentação dos comuns mortais.

 

No entanto há alguns oásis de que nos apercebemos quase por acaso, como o Visita Guiada, de Paula Moura Pinheiro, que já vai na sexta temporada.

 

Em episódios de cerca de 30 minutos, Paula Moura Pinheiro leva-nos a visitar quadros, peças de arte, mosteiros, altares, igrejas, bibliotecas, jardins, onde tudo é devidamente enquadrado e acompanhado por alguém que explica e conta a história do que estamos a ver, levando-nos a conhecer e a compreender a época, o artista, o acontecimento.

 

De uma elegância contida e de uma sobriedade sem solenidade, Paula Moura Pinheiro consegue interessar os espectadores sem falsas erudições nem condescendências com o popularucho ou discursos facilitistas, percorrendo o País e os seus vários tesouros, mais ou menos desconhecidos.

 

Felizmente podemos ver e rever os programas na RTP Play. Muitos parabéns a toda a equipa que o pensa, produz e realiza.

A PIDE antes da PIDE

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Para quem não teve oportunidade de ver já estão disponíveis na RTP Play os primeiros episódios deste excelente documentário - A PIDE antes da PIDE - realizado por Jacinto Godinho, com coordenação científica de Irene Pimentel.

 

Muito bem enquadrado e com a preocupação de rigor e entretenimento, aproveitando imagens de arquivo da RTP e de séries que cobriram vários episódios ali mencionados - o processo dos Távoras, Bocage, o regicídio, etc. E percebemos que somos um povo que desde há muitos séculos convive com informadores e repressão da liberdade de expressão do pensamento.

Do prazer de viajar

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Viajar é das coisas que mais gosto de fazer. O absoluto prazer de ver outras paragens, outras pessoas, outras realidades, misturar-me com as culturas locais, ver as ruas, os rios, os barcos, os automóveis, os trajes, as casas, as comidas e bebidas, os hábitos, a língua, enfim, experimentar bocadinhos do resto do mundo.

 

Confesso, no entanto que, à medida que os anos passam, me vou transformando numa viajante mais exigente e mais burguesa, pois a aventura de dormir ao deus dará, sem certezas nem conforto, são-me cada vez menos apelativas.

 

Sabendo desse meu gosto inesgotável, fui presenteada com duas séries de viagem efectuadas e narradas por Michael Palin, interessantíssimas, leves e bem dispostas, com o picante do inesperado, de coisas que foram correndo menos bem e outras dentro ou acima do esperado. A volta ao mundo em 80 dias, em que se procurou reproduzir a viagem de Phileas Fogg, herói de Júlio Verne, inaugurou um determinado tipo de documentários sobre viagens e viajantes, penso eu. Em relação a Himalaias, estou a rever a série porque esta já passou num dos canais da televisão, não me lembro qual, e é deslumbrante.

 

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Não podendo eu mesma fazer este tipo de viagens, sabe-me imensamente bem partilhar as aventuras de quem as arriscou e aproveitou. Só tenho pena que a minha fluência em Inglês não me permita comprar mesmo as séries não legendadas que, mesmo em inglês, ajudam bastante.