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Até ao fim

por Sofia Loureiro dos Santos, em 26.06.19

morte fronteira mexico.jpeg

Rio Grande

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publicado às 23:03

Da jovem esperança

por Sofia Loureiro dos Santos, em 16.03.19

Parece que estamos todos adormecidos, atarantados, gaseados pelos horrores que vão acontecendo por esse mundo. O ataque terrorista na Nova Zelândia, anteriormente o de Pittsbrugh, o vandalismo destruidor dos coletes amarelos em França, nomeadamente em Paris, Trump, Bolsonaro e semelhantes, a crise da Venezuela, o Brexit, enfim, todo um corolário quotidiano de precipitação para abismos que nos gelam e que não sabemos como parar.

 

Por isso é uma frescura de alma e uma esperança dar conta de algumas pérolas, inesperadas e surpreendentes, como este movimento:

 

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publicado às 19:48

Obejctivo - destruir

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.12.18

Acredito na boa fé de muitos dos que se juntaram às primeiras manifestações dos coletes amarelos, em Paris.

 

Agora ninguém tem qualquer dúvida sobre o objectivo que move a continuação da destruição e do vandalismo das novas manifestações. É vandalismo e terrorismo, com o objectivo imediato de roubar e lucrar e outro mais subterrâneo, aproveitado e incentivado pela extrema direita e pela extrema esquerda de destruir a confiança no regime democrático.

 

Por cá tenta-se copiar. A extensa e permanente cobertura pelos media dão motivos para aumentar a violência, pela divulgação do medo a nível nacional e internacional. É muito difícil tentar perceber qual o equilíbrio entre a informação e a propaganda gratuita. 

 

Macron foi eleito há pouco mais de um ano. A extrema-direita está exultante perante as últimas vitórias, nomeadamente em Espanha. E nós todos, por acção ou omissão, vamos deixando que o abismo se aproxime.

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publicado às 10:28

Terrorismo no Brasil

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.03.18

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“A morte de Marielle abre um precedente muito grave na política brasileira”

Mulher, negra, ativista, “filha da Maré”. Mataram Marielle

Brasil sai à rua indignado com assassínio de vereadora

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publicado às 21:07

Um louco na Casa Branca

por Sofia Loureiro dos Santos, em 06.12.17

trump.jpg

Reuters / Jonathan Ernst

 

É difícil imaginar que alguém possa ser eleito para um cargo com o poder e a importância da Presidência dos Estados Unidos da América sem um mínimo de bom-senso, de conhecimento histórico e de razoabilidade, sem se rodear de gente competente e cautelosa, gente que pense e se importe com um pouco mais do mundo do que aquele que corresponde ao espaço vital que ocupa.

 

Mas aconteceu, e continuará a acontecer. Donald Trump vai ultrapassando todos o limites que julgávamos intransponíveis. O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel é uma decisão com consequências imprevisíveis.

 

Há um louco perigoso à solta na Casa Branca.

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publicado às 14:00

O misterioso caso das manchetes do El Mundo

por Sofia Loureiro dos Santos, em 23.06.17

Parece que há um jornalista chamado Sebastião Pereira, que se ofereceu ao El Mundo para cobrir o incêndio de Pedrógão Grande, em Portugal, cujos artigos são incendiários e mentirosos e replicados, como é hábito, pelos media nacionais.

 

Parece ainda que não se encontra rasto desse jornalista, nem em Portugal nem em Espanha.

 

Não é preciso espantarmo-nos com as manipulações de outros países em épocas eleitorais, por exemplo nas Presidenciais norte americanas ou no referendo do Reino Unido. Temos as nossas manipulações domésticas, com fabricação de notícias falsas com a cumplicidade (por acção ou omissão) dos meios tradicionais. Nem é necessário recorrer às redes sociais. Basta ter à vontade e desplante para criar casos e factos políticos.

 

Assim vai a nossa democracia.

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publicado às 11:05

Variações sobre a violência

por Sofia Loureiro dos Santos, em 31.05.17

 

cabul.jpg

Cabul

 

 

Explosões ao domicílio:

fragmentos de carne a peso

e sangue sem medida conhecida.

As almas serão apenas derramadas

nos cartazes da publicidade oferecida.

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publicado às 20:40

O único acidente é o nosso esquecimento

por Sofia Loureiro dos Santos, em 19.12.16

berlim.jpg

Atentado em Berlim

 

Vamo-nos habituando ao horror, retomamos as nossas vidinhas. Há guerra na Síria, no Iraque, na Palestina, atentados em África, na Ásia e na Europa.

 

E é na Europa que mais nos dói, não porque não nos doam todas as outras mortes, todas as outras atrocidades, mas porque é dentro da nossa casa, dentro das nossas portas.

 

Sobressalto, horror, desfalecimento psicológico, depois a rotina, Isto já é rotina.

 

Mas teimamos em manter as portas abertas, não podemos ceder ao medo. Teimamos em ir vivendo, atentado após atentado, assassinato após assassinato.

 

E é da liberdade que não podemos prescindir. Da liberdade, do direito a uma vida digna e em segurança, da liberdade de ser respeitado e respeitar.

 

Agora foi em Berlim.

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publicado às 21:22

Da necessidade absoluta de cuidado e contenção

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.07.16

Nestas horas de horror, em que todos nos interrogamos como é possível e que motivações poderão estar por detrás de semelhantes carnificinas, o que leva um homem a lançar um camião para cima de uma multidão de gente com a vontade e o objectivo de as matar, procuramos, mesmo sem querer, culpados. Aplaca-nos o sentido de justiça ter alguém a quem acusar, julgar e condenar.

 

Por isso me custam as várias notícias que poderão ser extemporâneas sobre a ineficácia e a incapacidade da polícia e/ ou de outras autoridades francesas no combate ao terrorismo. Não fazemos ideia do que se passou nem do número de vezes que terão sido prevenidos outros ataques, tão ou mais sangrentos que este.

 

Por outro lado também não me parece que se possa concluir já que este foi um ataque do DAESH ou da AL QAEDA ou de outro qualquer grupo terrorista. Até agora, que saibamos, ainda não foi reivindicado por nenhum dos grupos que o celebram e aplaudem. A acreditar nas notícias, o homem estaria acompanhado por armas falsas e por uma granada inutilizada. Parece-me muito bizarro, tudo isto.

 

Por isso penso que todos devemos ter cautelas redobradas perante conclusões que poderão ser apressadas e erradas. O horror e a solidariedade que sentimos assim como o desejo de esclarecimento não devem sobrepor-se à frieza e capacidade de análise, de forma a não sermos arrastados para mais ódios e mais medo.

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publicado às 19:05

Nice, 14 de Julho de 2016

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.07.16

Edward Munch promenade des anglais 1891.jpg

Nice, Promenade des Anglais (1891)

Edward Munch

 

A tudo nos habituamos e ao que de pior temos também. A multiplicação da morte e da violência, sem se perceber exactamente em nome de quê, de quem, para quê ou para quem, por muitas explicações mais ou menos informadas, mais ou menos realistas, mais ou menos apaixonadas que ouçamos, transforma a barbárie na norma e nós em seres sem palavras, sem lágrimas, sem paixão para a revolta.

 

Talvez por isso e paradoxalmente a nossa melhor arma seja o silêncio e a indiferença, tratando todo este horror e ignomínia como mais uma distracção de verão.

 

Talvez os mentores de toda esta carnificina em todo o mundo, privados do melhor instrumento terrorista que é a divulgação e a manutenção do medo, percebam que continuaremos a viver e a trabalhar, a passear e a aplaudir, a dançar e a sofrer diariamente com aquilo que nos é mais precioso – a nossa liberdade.

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publicado às 12:13


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