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Manjericos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 13.06.21

sardinhas 2021.jpg

Se eu cheirasse a manjerico

Como bem cheira Lisboa

Dispensava o abanico

Que o calor desabotoa

 

Vou passando para a frente

E depois já volto atrás

Tenho uma pressa dormente

Alergia que o Sol trás

 

Nesta dança de rodar

Entra mão e entra pé

Não reparto com meu par

O meu bule de café

 

Vou marchar de manjerico

De mão dada com meu par

Pois que este namorico

Mal chegou que vai ficar

 

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publicado às 17:01

Mais ou menos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 13.06.21

Claude_Monet_-_Champ_de_coquelicots_près_de_Véth

Champ de coquelicots près de Vétheuil

Claude Monet

 

As imagens vão passando como um ruído de fundo. De vez em quando levanto os olhos e vejo um rosto, um olhar, um movimento de árvores, um barco que afunda, abelhas, alguém a vociferar. Baixo-os de novo para um qualquer canto do meu cérebro que cada vez se isola mais, se abstrai do mundo à volta e mergulha numa autossugestão, numa autodigestão, num lodo mais ou menos mole mais ou menos pardo, tudo mais ou menos.

Assim se está mais ou menos.

Ouço, vou ouvindo a cacofonia de opiniões estridentes. É tudo muito estridente, muito assertivo, muito repentino, muito oco. Tudo muito igual a sempre embora pareça muito diferente.

O que é mesmo diferente é o meu corpo, a forma como aprecio o silêncio e o aconchego de quem se ama.

Exatamente envelhecida. Apenas me renovo nas ideias que me contam, nas surpresas dos mundos por onde viajo, no surpreendente do que nos outros cuida e acarinha, no que os outros dão e se dão a tanta gente anónima, só porque sim, só porque é isso que sabem fazer, sem alarde nem publicidade, mas certo e certeiros, dia a dia, mês a mês, vida a vida.

As vidas que nos passam e nos tocam, outras que arranham, outras que passam ao largo.

As aventuras são contínuas mesmo na mediania do quotidiano. De vez em quando um sobressalto cósmico que muda tudo, mesmo sem mudar muito.

E assim se está mais do que menos, quando não menos que mais. Mas está-se.

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publicado às 16:48

Epigrama

... lá dizia Bocage

por Sofia Loureiro dos Santos, em 11.04.21

bocage.jpg

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publicado às 18:27

Da obesidade dos confortos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 20.03.21

cama com almofadas.jpg

 

Depois de tanta pesquisa e procura detectivescas, incessantes visões de almofadas, mantas e travesseiros, em todas as lojas de decoração online, tenho, neste momento, uma cama muitíssimo confortável, com inúmeros almofadões, um rolo e cobertas fantásticas.

Muitíssimo fashion e confortável, a minha cama está fantástica, digna de qualquer MasterChef decorativo.

Não sobra é muito espaço para me deitar. Tenho que espalhar as confortáveis e lindas almofadas por todo o lado.

Não há fome que não dê em fartura.

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publicado às 19:21

Para contornar a fadiga pandémica

por Sofia Loureiro dos Santos, em 28.02.21

forged-in-fire.png

A fartura de ouvir falar da pandemia, dos casos, dos mortos, dos hospitais, dos internamentos, das UCI, dos virologistas, dos jornalistas, é tanta, tanta, tanta, tanta, que estou fã dos mais inusitados programas televisivos.

É verdade. Descobri algumas pérolas que não perco.

Papo tudo o que tem a ver com obras e remodelações de casas. Estou catedrática em open concepts e em destruir paredes, daquelas de madeira e papelão, que fazem as delícias dos Property Brothers, do Love it or List it, ou de qualquer outro dos infindáveis modelos de mudar uma casa do dia para a noite – bem, é mais em 4 semanas – e fazer com que os felizes vendedores ou moradores se sintam em casas de revistas de decoração. Penso mesmo que nunca conseguirão usar tão fantásticas cozinhas, tão maravilhosos jardins e tão luxuosos ensuite bathrooms, para não estragarem nada.

Isto para não falar dos já velhos e ultrapassados programas de culinária – MasterChef, 24Kitchen e que mais haja, para miúdos e graúdos, que eu fico horas a aprender a fazer variados e espampanantes cozinhados, luxuriantes, sedosos, saudáveis, vegetarianos, asiáticos, portugueses, japoneses, italianos, tailandeses, mesmo que depois não ponha nada em prática. É só para me deliciar com os sabores e os aspectos, alguns truques que já incorporei (na cozinha tudo se incorpora), mas na maioria das vezes é apenas a sublimação de uma escrava de dietas.

Mas agora estou mais voltada para facas, facalhões, espadas, machados, setas, enfim, tudo o que corta, fere e mata.

Descobri, ou sejam deram-me a descobrir, um programa no canal História, que se chama Forged in Fire. O que tem isto a ver com História é um mistério, mas isso são ninharias e picuinhices, portanto ser do canal História, Odisseia ou Hollywood é a mesma coisa.

Ora esse programa não é mais que um MasterChef, mas de ferreiros.

O concurso consta de um grupo de ferreiros, profissionais ou amadores, ainda não percebi muito bem, que têm um determinado número de horas para fabricar uma faca. Há um júri, composto por 3 indivíduos, tanto quanto percebi experts em tudo o que corte, fira ou estripe, um com uns bigodes retorcidos, outro com um sorriso assustador e outro magrinho e com olhos alucinados. Há ainda o apresentador, que foi militar, com umas orelhas bastante proeminentes e uma pose marcial espectacular.

Habitualmente os concorrentes têm aspecto e arcaboiço condicentes com ferreiros: enormes nas várias dimensões corporais, muito frequentemente com adornos pilosos exuberantes, outras vezes de cabeças bastante rapadas. Mas o mais divertido é que são extremamente dóceis e polidos, aceitando sempre com grande urbanidade e desportivismo as críticas do júri e debandam depois das eliminações a que são sujeitos, sem usarem as ditas armas brancas que acabaram de fazer.

E muito espantada fico com a ciência e a enorme trabalheira por detrás de qualquer simples navalha. Há imensos tipos de metal, que se podem ir buscar a correntes de bicicleta ou a restos de tanques de guerra, que se misturam, aquecem e batem como o Cétautomatix do Astérix. Depois há a têmpera, que é o mergulho do metal incandescente em óleo, para que a lâmina fique dura. E ainda o cabo, todo um outro manancial de conhecimento e preparação, importantíssimo para o manejo da arma.

São habitualmente 4 concorrentes que vão sendo eliminados até ficarem 2. Esses têm depois uma semana para, na sua própria casa (forja), fabricarem uma arma icónica e histórica – talvez daí ser no canal História, quem sabe - que vai desde uma espada chinesa de tempos imemoriais a um machado com cachimbo dos índios americanos.

A final é entre esses 2 ferreiros e as suas obras são submetidas às provas mais inconcebíveis: bater em blocos de gelo, em troncos de madeira, cortar carcaças de porcos, furar e estripar bonecos feitos de gel balístico, cortar canos de água, enfim, tudo para ver se o gume aguenta, se o corte é limpo e se, no fim, como diz o jurado de sorriso assustador – your blade will kill.

Portanto para me afastar da paranóia da pandemia estou a transformar-me numa maníaca de facas – só espero que me mantenha tão contemplativa como com as opíparas refeições servidas e degustadas apenas com a imaginação.

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publicado às 16:02

Dos travesseiros, almofadas e almofadões

por Sofia Loureiro dos Santos, em 21.02.21

organic house.PNGJavier Senosiain

 

Por muito que a decoração esteja na moda, há sempre artigos que estão mais na moda que outros. E designs e concepts, tal como o afamado e omnipresente open concept que agora é apanágio de todas as obras de remodelação, em Nashville, Canadá, Austrália ou Portugal.

Cores garridas, toques de modernidade e de personalidade (o que significa deixar alguma coisa que lembre o clássico de há 30 anos), enfim, uma revolução total naquilo que era o nosso concept, normalmente mais close que open.

Pelo menos para mim. Aqui há dias espreitei um programa que se chama Casa Nova Vida Nova, em que um exuberante e feliz designer transformou uma sala totalmente clássica numa outra às riscas azuis, com cores tipo fato de marinheiro que, se fosse comigo, me levaria a um enfarte do miocárdio fulminante.

Além disso os open concept fazem-me sempre lembrar os grelhados a permanecer em toda a sala, a roupa a secar como decoração interior pós moderna e as vassouras e baldes como (pouco) atractivos adereços, para não falar na louça espalhada pelas bancadas e pelas ilhas.

Sou retrógrada, certo. Pelo menos para certas coisas.

Mas vou-me adaptando a algumas necessidades mais imediatas e mais práticas, tendendo cada vez mais para o minimalista. Em confinamento, no entanto, tudo tem acrescidos desafios. Desde que me montaram o bendito sommier que procuro incessantemente travesseiros, sejam eles de rolo ou mais achatados, para colocar à cabeceira da cama, ocupando o espaço entre o colchão e a parede.

Muito difícil está a tarefa. Há pouquíssimos travesseiros, mesmo que os sommiers sejam inúmeros. E os hotéis estão repletos de travesseiros e almofadões enormes. Mas online não consigo encontrar nada que me satisfaça. Ou há travesseiros sem fronha, ou as fronhas são muito maiores que os travesseiros, ou os almofadões não têm a dimensão correcta.

Obras, remodelações e mudanças dão cabo de mim. Nunca me apetece arrumar nada. Descobrem-se coisas que pensávamos perdidas, perdem-se outras que achávamos a salvo. A minha mesa de cabeceira, que não foi substituída, contém uns porta-retratos de há séculos que não consigo guardar. Vão ali ficando e pegando de estaca. Mas a verdade é que, por muito que pense que é desleixo, se calhar é o meu subconsciente a implorar-me para que alguma coisa faça a ponte entre o que era e o que agora é.

E não é nada fácil – ver o que fui, perceber o que sou e tentar encontrar um fio condutor entre ambas.

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publicado às 19:02

Branco

por Sofia Loureiro dos Santos, em 21.02.21

black and white.jpg

Ishibashi Yui

Não tenho por hábito olhar-me ao espelho. Não sei muito bem porquê, mas a pressa e o desinteresse são sempre dominantes. Por outro lado, nunca me achei bonita, por isso a motivação também não é grande.

Quando me olho atentamente é porque há alguma coisa próxima de preocupação de saúde – tenho algumas alergias e supervisiono manchas que se vão tornando mais notórias. Quando me vejo inadvertidamente há sempre uns segundos em que me pergunto quem é a pessoa à minha frente e, à medida que os anos passam, mais estranheza encontro nesse olhar.

Outro dia aconteceu um desses encontros de mim comigo. Após as obras de remodelação, a luz da casa de banho é muito melhor, mais branca e mais intensa. Descobri admirada que havia qualquer coisa brilhante que cintilava, espalhada pelo meu cabelo, que parecia um pó. Depois de ter sacudido rapidamente com a mão, percebi que não era pó cintilante, nem qualquer bocado de estuque que estivesse a desmoronar-se. Apenas os cabelos brancos que, num curto intervalo de tempo, se multiplicaram e se generalizam na minha cabeça.

Tornei a sacudir, com as duas mãos, alisando com os dedos o penteado despenteado que sempre uso, tentando disciplinar a finura e a revolução que quotidianamente se travam. Os brilhantes mudaram de lugar, mas lá continuam. Mesmo sem querer, durante uns meses parecerei penteada para festas inexistentes, até que haja mais branco e menos brilho na minha pessoa.

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publicado às 15:22

Dos corriqueiros acidentes confinados

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.02.21

sommier.jpg

Este confinamento, que a todos põe os nervos em franja, tem sido fértil em pequenos acidentes e desastres que parecem insolúveis, ou muito mais difíceis de resolver quando apenas podemos usar o computador.

Vem este desabafo a propósito de uma irritação doméstica que me acometeu, há uns dias, e que me levou a constatar que coisas muito pouco importantes têm o condão de nos deixar al borde de un ataque de nervios*.

A mobília do meu quarto (cama, mesas de cabeceira, cómoda e roupeiro) foi a primeira coisa que comprámos para a nossa casa, antes de nos casarmos. Daquelas rústicas, de madeira, grande, pesada e fidedigna, uma metáfora para o que se esperava do próprio casamento. Foi comprada na Rebordosa, depois de uns dias de visitas a várias casas (de fábricas) de móveis com uma prima muito querida que nos acompanhou e ajudou nesses primeiros passos pré casório.

Mas a verdade é que já passaram vários (muitos, mais precisamente 32, quase 33) anos. E a mobília começa a dar conta do seu (e nosso) envelhecimento. E a cama primeiro rangia horrorosamente: descobrimos que era do estrado, que foi substituído. Depois foi-se abaixo de uma das pernas, tendo-se partido o encaixe de uma das tábuas (nessa altura éramos ambos bastante elegantes). Um vizinho velhote mas que sabia arranjar tudo tirou-nos do aperto. Depois tivemos que trocar de colchão, o que resultou numa escalada diária ao Everest, visto que não me lembrei de medir a altura do dito. Desde então sou fã de banquinhos que ajudam a chegar mais alto, o que muito me mortifica porque é bastas vezes aproveitado para as torturas diárias do treino (agora que é feito em casa tudo serve para me fazer sofrer).

Há quase um ano, em pleno confinamento e a meio de obras de remodelação, foi-se abaixo de outra das pernas, tendo dado azo a um episódio de rir até às lágrimas, quando recuperei do susto de ter visto o meu querido esposo a desaparecer pela cama, fazendo saltar o tabuleiro com o pequeno almoço que eu, extremosa esposa, tinha trazido para a manhã de sábado (ou domingo, já não me lembro). Dessa vez fomos salvos pelo carpinteiro que tinha arranjado a estante do meu escritório, em perigo por suster tanto livro. Felizmente foi muito simpático e  disponível e resolveu o assunto em três tempos.

Mas há umas semanas, depois de várias ameaças perceptíveis apenas para os ouvidos mais receosos (eu), com alguns sons de protesto quando nos virávamos mais bruscamente, resolveu partir-se de novo. Desta vez estávamos atentos e não fomos apanhados de surpresa. Mas a cama deixou de o ser para passar a tripé periclitante.

A solução gritava – tínhamos de trocar a cama. Só que com todas as lojas de móveis e decoração encerradas, o objectivo não era fácil de atingir. Resolvemos optar por um sommier (confesso que só agora percebi o que era). Mas qual, com que altura, se sem pés se com pés, baixos ou altos, foi todo um emaranhar de decisões difíceis e cheias de armadilhas, pois uma coisa é apreciar ao vivo outra muito diferente é ver fotografias no ecrã dos computadores.

Outra novela foi a entrega e a montagem. Sim, porque arriscarmo-nos a montar uma cama depois do fraquejo dos pés da outra, nem pensar.

Resumindo e concluindo: tivemos que dormir uns dias com o colchão em cima do estrado directamente no chão, o que me obrigou a treinos suplementares de sentar e levantar (com a barriga encolhida e as omoplatas juntas) sempre que pretendia levantar-me da cama. Andava deprimida, confesso.

No dia em que chegou a encomenda fiquei aterrada porque as embalagens não pareciam corresponder ao sommier (com estrado e pés) que vira no site onde o tinha comprado. Concluí de imediato que me tinha enganado na encomenda, o que me deixou ainda mais deprimida. Mas afinal não, tudo estava certo. No dia seguinte a eficaz montagem devolveu-nos a dormida a uma altura muito mais simpática e confortável.

O problema é que agora temos de pensar numa cabeceira, ou em almofadas, ou em travesseiros com fronhas etc., e nada disso é fácil de encontrar online. Enfim, uma enorme trabalheira por tão corriqueiro acidente.

*do título de um filme de Pedro Amodóvar

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publicado às 17:40

Prenda de Natal

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.12.20

maria-helena-vieira-da-silva-le-piano.jpg

Le piano

Maria Helena Vieira da Silva

 

Entrei em obras imediatamente antes do confinamento de Março, tendo de as interromper após 2 semanas. Mas no prédio ao lado alguém continuou teimosamente a martelar, a brocar, a berbekinar, pelo confinamento fora, esquecendo teletrabalhos e outros trabalhos em volta, endoidecendo a vizinhança.

De tal forma que vários desgraçados foram protestar junto dos trabalhadores, pois estar em casa obrigados a trabalhar, sem descanso de poluição sonora, era de enlouquecer.

Penosamente lá conseguimos superar a tortura. E pouco a pouco fomos sendo surpreendidos por música filtrada pelas paredes, mais precisamente piano. Quando menos esperamos, somos presenteados com concertos de piano, provavelmente treinos para os verdadeiros concertos.

Não conheço o/a virtuoso/a mas a verdade é que hoje, neste frio e luminoso dia de Natal, nada me sabe melhor do que, aconchegada numa manta, ouvir o piano do vizinho do lado. Que bela prenda de Natal.

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publicado às 15:35

Dos modernos e tecnológicos contos do Vigário

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.11.20

conto vigario.jpg

 

Ontem coloquei umas coisas a vender no OLX. Mal tinha acabado de publicar os anúncios recebo um telefonema de alguém com voz e sotaque bastante rústicos, para me dizer que estava interessado em comprar as peças. Muito surpreendida com a rapidez da decisão de compra, confirmei a minha disposição de venda não tendo sido questionado o preço, o eventual estado mais ou menos depauperado. Prometeu-me o levantamento das ditas peças em minha casa, no dia seguinte. Mais disse que queria pagar de imediato por MB WAY.

Apesar da rapidez e da aparente facilidade de tão inédita transacção, perguntei porque não pagava depois de ter as peças. A resposta veio despachada, dizendo-me que só precisava dos números para completar o pagamento.

Depois de perguntar várias vezes a que números se referia lá acabou por dizer que era o PIN.

Transacção de imediato cancelada com interrupção abrupta da ligação, da minha parte, depois de perguntar se estava a brincar comigo.

Imediatamente a seguir telefona outro rústico, dizendo que se tinha enganado no número do telemóvel para o pagamento, e que precisava dos números do PIN. Aí já não achei tanta piada.

Depois de desligar o telemóvel vi que tinha um sms do serviço MB WAY, avisando-me que tinha havido 2 tentativas de uso do PIN que estava errado e que me restava uma tentativa.

Ou seja, os rústicos tinham usado o meu número de telemóvel para tentar pagamentos com MB WAY e usaram um qualquer PIN, tentando engodar-me para lho dar.

Depois de uma pesquisa pela internet com as palavras burlas e MB WAY, lá estava bem visível o esquema. Para quem não esteja familiarizado com o MB WAY, a rapidez e o despacho dos burlões podem baralhar os incautos e induzi-los a colaborar. Mesmo assim o pedido do PIN deve acender todas as campainhas e despertar todos os alarmes.

Mais um conto do Vigário. Esta nunca me tinha acontecido.

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publicado às 09:35


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