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Da política em tempo de COVID-19

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.03.20

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Mensagem do Presidente da República ao País sobre a declaração do estado de emergência

Marcelo Rebelo de Sousa quis retomar a iniciativa política após a sua auto infligida quarentena um bocado extemporânea, que muitos louvaram e outros criticaram por não se justificar nas circunstâncias em que ocorreu.

Nesse sentido, e sempre com o Expresso como porta-voz oficioso, lançou-se imediatamente a imensa e irreversível emergência de decretar o estado da dita, dando ressonância à resistência do Primeiro-ministro.

Após o Conselho de Estado, e depois da amplificação da vontade do Presidente da República em decretar o Estado de Emergência, a decisão tornou-se irreversível até pelo alarme social a que se assistia. A atitude de António Costa só podia ser a de apoiar o Presidente, tal como aconteceu com o Parlamento, numa demonstração de grande responsabilidade institucional e de coesão entre os vários órgãos de soberania e poder.

Marcelo assumiu a responsabilidade e assumiu o protagonismo, essencial em tempo da crise já instalada e da que há-de vir, até porque as eleições presidenciais aí estão.

A convocatória a Mário Centeno para ir a Belém, com o Expresso a propagandear que Marcelo queria garantir que Centeno não abandonava o barco, imediatamente seguida pela insinuação de que teria sido a reunião com o Presidente a convencer Centeno a ficar e a assumir a sua responsabilidade, são exemplos gritantes de notícias plantadas. No mínimo essa insinuação é ofensiva. Nunca Mário Centeno assumiu que ia abandonar o governo e seria um suicídio político se o fizesse numa altura destas.

A confiança nos nossos governantes é essencial para que possamos atravessar esta grave situação. É indispensável que o escrutínio continue, através dos órgãos próprios e do jornalismo, ele próprio um órgão de controlo dos poderes quando não se transforma numa correia de transmissão de um qualquer projecto político, com é o caso.

Não quero ser mal interpretada. Como já aqui referi considero que no meio de tanta desgraça temos a felicidade de contar com um Presidente, um Governo e um Parlamento, com especial destaque para Rui Rio que tem tido uma postura de grande responsabilidade. Por isso me custam estas manobras, que me parecem dispensáveis.

Ou se calhar não. Pelo menos há um arremedo de que a vida continua.

E tem mesmo de continuar.

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publicado às 10:35

Finalmente acabou a novela

por Sofia Loureiro dos Santos, em 20.09.18

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Lucília Gago

 

 

Presidente da República nomeia Procuradora-Geral da República

O Presidente da República, sob proposta do Governo, decidiu nomear Procuradora-Geral da República a Senhora Procuradora-Geral Adjunta, Dra. Lucília Gago, com efeitos a partir de 12 de outubro de 2018.

Fê-lo por duas razões determinantes:

1.ª - Sempre defendeu a limitação de mandatos, em homenagem à vitalidade da Democracia, à afirmação da credibilidade das Instituições e à renovação de pessoas e estilos, ao serviço dos mesmos valores e princípios.

2.ª - Considera que a Senhora Dra. Lucília Gago garante, pela sua pertença ao Ministério Público, pela sua carreira e pela sua atual integração na Procuradoria-Geral da República - isto é, no centro da magistratura - a continuidade da linha de salvaguarda do Estado de Direito Democrático, do combate à corrupção e da defesa da Justiça igual para todos, sem condescendências ou favoritismos para com ninguém, tão dedicada e inteligentemente prosseguida pela Senhora Dra. Joana Marques Vidal.

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publicado às 21:46

De uma essência

por Sofia Loureiro dos Santos, em 31.07.18

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O protocolo permitia apenas um escasso número de pessoas a acompanhar cada agraciado. Atentamente e com os murmurinhos das antecipações cerimoniais, fez-se silêncio à entrada do Presidente da República.

 

Marcelo Rebelo de Sousa foi conciso, agradecendo em nome de Portugal (da Pátria, palavra em desuso e mal amada, mas razão de ser de qualquer militar) aos nove agraciados que deram de si o melhor pelo País.

 

O nome foi chamado alta e claramente, pronunciado de forma a percebermos todas as sílabas. O meu pai deu dois passos em frente e recebeu, das mãos do Presidente, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, colocada com cuidado, respeito e carinho. As fotografias da praxe. E ele, com um aprumo que faz parte da sua essência, da sua mais funda memória de militar, perfilou-se.

 

Tão pouco que somos. E tanto que alguns de nós são. Aquela figura frágil, quase etérea, perfilada e orgulhosa, segura pelo núcleo da sua vida, de frente para o destino.

 

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publicado às 10:27

Das demonstrações banalizadas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 26.12.17

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Expresso

 

Tanta palavra, tanto abraço, tanto afecto, tanto amor, tanto mel, tanto amasso, tanto sorriso, tanta lágrima. Tudo se banaliza, até o que de mais íntimo e genuíno temos. E tudo acaba por perder significado e importância.

 

O Presidente da República transformou-se no fiel da balança dos afectos e dos compromissos – tudo o resto se lhe compara, o tom, os olhares, a voz, a compaixão – ele é sempre o melhor e é com ele que todos se têm de medir.

 

Depois de uma irrelevância de Presidência protagonizada por Cavaco Silva, pelo azedume, pela escassez de empatia, pela arrogância e pelas intervenções rancorosas, Marcelo arrisca-se a desfazer aquilo que o transformou num excelente Presidente, pelo constante transbordar de discursos, comentários, aparições e avaliações. É, de facto, uma pena e um desperdício.

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publicado às 10:21

Da hiperactividade presidencial

por Sofia Loureiro dos Santos, em 05.11.17

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Quem vai seguindo este blogue sabe que eu comecei por não acreditar que Marcelo Rebelo de Sousa se candidatasse à Presidência, depois não votei nele, depois fui elogiando várias facetas do seu mandato, que muito me têm surpreendido e agradado. E também já tenho comentado a hiperactividade e a filosofia da política dos afectos, que me tem parecido excessiva e que, mais tarde ou mais cedo, se vai virar contra o próprio (bem sei que nunca acerto nas minhas previsões, mas continuo a tentar).

 

Vem este intróito a propósito de vários comentários críticos sobre a minha apreciação ao discurso do Presidente após os incêndios de 15 de Outubro. Mantenho tudo o que disse e ainda o que penso sobre a reacção de algumas figuras do PS (segundo o próprio Jorge Coelho, na Quadratura do Círculo, sem verdadeira expressão no partido). Foi António Costa que não soube interpretar a situação e deixou a iniciativa política para Marcelo.

 

Mas isso não é sinónimo de aplaudir tudo o que o Presidente diz e faz e sim, também me parece que está a raiar o populismo e a demagogia, neste caso porque a oposição não existe e deixa espaço a Marcelo para o ocupar. Não é obviamente possível resolver o problema dos incêndios nos 2 anos que faltam de legislatura. Além disso Marcelo inaugurou um estilo que, mais tarde ou mais cedo, vais banalizar as suas atitudes, se não começar a escolher mais as suas intervenções, sejam elas de afecto político ou de política sem afecto.

 

Mas não se enganem nem o Governo nem os partidos que o suportam. Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de ser Marcelo Rebelo de Sousa após a eleição presidencial. E António Costa sabe com certeza que é com os actos e com a governação que convence e ganha a confiança do País.

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publicado às 15:28

Da intriga canhestra

por Sofia Loureiro dos Santos, em 29.10.17

Não consigo compreender o objectivo de alguém, dentro do governo ou no PS, com eco partidário posterior, arranjar uma querela com Marcelo Rebelo de Sousa, ainda por cima centrado no problema dos incêndios.

 

Não me interessa se o Presidente sabia ou não, muito provavelmente sabia. Mas o que ficou abertamente evidente foi a falta de capacidade de liderança de António Costa e do governo imediatamente após a segunda tragédia, com a desastrada comunicação ao País de António Costa, que Marcelo Rebelo de Sousa esperou. O Presidente, e muitíssimo bem, ocupou um vazio deixado pelo Primeiro-ministro e colou, com severidade e com empatia, e com excelente sentido e faro político, dando às pessoas aquilo que elas esperavam – liderança.

 

Por isso a tentativa canhestra e estúpida de tentar enrolar Marcelo Rebelo de Sousa numa intrigalhada apenas penalizou ainda mais o governo.

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publicado às 15:47

Um Senhor Presidente

por Sofia Loureiro dos Santos, em 22.10.17

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No meio de tanto azar, incúria e desgraça, temos a sorte de, neste momento, contar com um Presidente como Marcelo Rebelo de Sousa. Como um mastro no meio da tempestade, tem sido aquele para quem todos olham, a quem todos respeitam e, mais importante que tudo isso, de quem todos gostam e em quem todos confiam.

 

No meio de tanta aflição, de tanta inimaginável desvergonha, oportunismo e demagogia, o Presidente exige a quem tem de exigir e conforta quem tem que ser confortado. António Costa, inexplicavelmente, cavou bem fundo o seu afastamento com os atónitos cidadãos, que perderam a vida, a família, a casa, o emprego, os meios de subsistência. Colocou o governo numa dificílima situação, com a sua insuficiente e atabalhoada leitura da forma como liderar após a tragédia.

 

No entanto é minha convicção que se alguém tem capacidade para, de facto, reformar e devolver a esperança ao País que vive sem que se dê por ele, se alguém tem possibilidade, ambição e resiliência para revolucionar a floresta e fazer o que durante décadas ninguém fez, é este governo e António Costa.

 

Espero, sinceramente, que não esteja enganada. Ouvi ontem, durante o dia, as várias intervenções dos membros do governo e do Primeiro-ministro. Pareceu-me tudo bem fundamentado, digno e rigoroso. Falta cumprir, acompanhar e avaliar. A vida de quem tanto perdeu é o mais importante.

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publicado às 21:01

Um ano depois

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.11.16

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Um ano depois a Geringonça continua a funcionar, melhor do que muitos de nós, eu em primeiro lugar, poderíamos imaginar.

 

Não fui uma defensora desta solução. A decisão de António Costa e do PS apanharam-me de surpresa e não me agradaram pois penso que a legitimidade política para ser Primeiro-ministro, depois da forma como, com o meu aplauso, ocupou o lugar de António José Seguro, não existia.

 

Mas a verdade é que a atitude inédita do PCP, em primeiro lugar, do BE e do próprio António Costa, abriram as portas a uma solução inédita na democracia portuguesa, logrando o alcance de uma maioria parlamentar de esquerda como sustento de um governo minoritário. E os resultados estão bem à vista.

 

Não estaremos financeiramente ou economicamente melhor, mas recuperámos a esperança. Há uma descompressão na sociedade portuguesa que é muito bem vinda após 4 anos de chumbo; o discurso optimista do governo e da maioria que o apoia é um bálsamo para as perspectivas de futuro, a postura digna e reivindicativa perante a Europa devolve um pouco de orgulho à comunidade.

 

Não estaremos melhor, mas seguramente não estamos pior. Foram devolvidos rendimentos e direitos a quem os perdeu e as contas do Estado não estão piores do que estavam durante os 4 anos da crise revanchista da direita. A crise continua, mas deslocou-se o ónus de quem a paga para outros sectores da população, mais privilegiados.

 

Fomos sabendo os problemas que estavam cobertos pelo pano da cumplicidade com Bruxelas, os problemas com a banca, as privatizações a todo o custo e ao desbarato. Alterou-se o foco da sociedade - das finanças para as pessoas. Descobrimos que havia e há sempre alternativas ao empobrecimento, ao aumento da desigualdade, à desprotecção dos cidadãos, à mediocridade e à tristeza.

 

Um ano depois a direita cria factos sobre factos para condiciona as pessoas, como o caso dos contratos de associação das escolas, como o problema da CGD que não sai das notícias.

 

Convém, no entanto, não concluir que está tudo bem e satisfeito, acreditando nas sondagens que, de forma crescente, vão mostrando o apoio popular a este governo. Cada vez mais desconfio destes estudos, pois parece que as pessoas decidiram ludibriar os inquéritos.

 

Por outro lado foi eleito um verdadeiro Presidente da República, também ao contrário do que eu vaticinava. Apesar de demasiado interveniente, Marcelo Rebelo de Sousa tem contribuído definitiva e decisivamente para a recuperação da imagem institucional da Presidência da República e trabalhado com António Costa no apaziguamento nacional.  

 

Da minha parte, com ou sem sondagens, reconheço que estou mais descansada, mais esperançosa e mais confiante. Que continue a Geringonça, que é bem melhor que qualquer calhambeque constituído pelo PSD e pelo CDS.

 

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publicado às 21:26

O drama, a tragédia, o horror...

por Sofia Loureiro dos Santos, em 01.10.16

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Depois de um ano a prever tragédias que ainda não ocorreram, as aves agoirentas tentam explorar todas as abundantes afirmações, declarações e opiniões do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa que poderão indicar desaguisados com o governo.

 

Eis senão quando Marcelo veta um diploma. Aí está - a guerra estala, António Costa resvalará pela indignação dos portugueses que comungam de tudo o que o Presidente diz, pensa, sonha.

 

O drama, a tragédia, o horror... Toca a encher o espaço público de fotos e de indícios da tão almejada instabilidade política. O ridículo não mata, mas faz mossa.

 

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publicado às 09:32

Novidades florais

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.16

marcelo cravo.jpg

A partir de Pedro Ribeiro Ferreira

 

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publicado às 10:25


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