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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Pátria

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. O que será que significa para quem proferiu os discursos solenes, para quem condecorou personalidades, para quem repetiu muitas vezes a palavra pátria?

 

Ninguém é dono das palavras, muito menos do que elas significam. Portugal e patriotismo não são ferretes nem emblemas, bandeiras desfraldadas para ferir. Portugal é uma mescla de sons e de cores, de sentimentos e de poesia, muita, verde, amarela ou castanha, de olhos azuis ou negros, de cabelos ruivos ou de carapinha.

 

Onde estão aqueles que de Portugal fizeram pátria, quem homenageou os imigrantes, os novos cultores da língua, os pais e mães de novos filhos, os que misturam e e fazem evoluir o canto, a melodia, a significado de ser português?

 

Vivemos em Portugal, com as nossas vitórias e as nossas misérias, com uma bipolaridade singular, que nos entristece e nos impulsiona para mais longe. Portugueses somos todos os que ainda não desistimos dele e de nós. Somos todos que o queremos ser, sem paternalismos nem novos moralistas.