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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Reinventando a tradição...

preguica.jpg

 ... que, como todos sabemos, já não é o que era.

 

A manhã passou-se a arrumar a desarrumação da véspera e a preparar o almoço. Resolvi aproveitar as sobras das couves, das batatinhas pequeninas e novas e do grão cozidos para fazer sopa, que será o meu alimento para os próximos dias, recuperando lentamente das calorias ingeridas.

 

Para esquecer as pernas de peru que costumam assombrar os nossos natais, o Pai Natal cá de casa investiu numa massada de tamboril com camarão, berbigão e vieiras, muito saudável, com muito tomate, pimentos, cebola, alho e salsa, "tudo em cru" (expressão assumidamente disparatada que muito se usa). Estava muito bom!

 

Respiremos, portanto, e deixemos que a preguiça nos restaure as forças. Para o ano há mais!

Somebody to love

 

Can anybody find me somebody to love?

Each morning I get up I die a little

Can barely stand on my feet

Take a look in the mirror and cry

Lord what you're doing to me

I have spent all my years in believing you

But I just can't get no relief, Lord!

Somebody, somebody

Can anybody find me somebody to love?

 

I work hard every day of my life

I work till I ache my bones

At the end I take home my hard earned pay all on my own –

I get down on my knees

And I start to pray

Till the tears run down from my eyes

Lord - somebody – somebody

Can anybody find me - somebody to love?

 

(He works hard)

 

Everyday - I try and I try and I try –

But everybody wants to put me down

They say I'm goin' crazy

They say I got a lot of water in my brain

Got no common sense

I got nobody left to believe

Yeah - yeah yeah yeah

 

Oh Lord

Somebody – somebody

Can anybody find me somebody to love?

 

Got no feel, I got no rhythm

I just keep losing my beat

I'm ok, I'm alright

Ain't gonna face no defeat

I just gotta get out of this prison cell

Someday I'm gonna be free, Lord!

 

Find me somebody to love

Can anybody find me somebody to love?

Dos desejos de Festas Felizes

natal 2017.jpg

 

Quase a iniciar as hostilidades natalícias, pois de uma guerra se trata entre nós e o bacalhau, as couves e o grão, a massa de aletria e respectivos ovos, as ditas rabanadas com o seu caldo, enfim, e tudo o resto que entretanto irá acompanhar - gente, conversa, confusão, barulho, bem-estar e harmonia - carrego as baterias calmamente aconchegada numa manta.

 

Já os laços estão atados e o silêncio conforta. Foi um ano difícil, em carrossel permanente, com o país político cheio de casos e golpes baixos, de que o último é a perseguição a Vieira da Silva, de má gestão mediática e erros por parte da Geringonça, total ausência de oposição a sério, omnipresença do Presidente da República que há-de tropeçar na própria hiperactividade e hiperverborreia. Os cidadãos encolhem os ombros e suspiram de medo, de tristeza, de impotência, e gritam de alegria, de alívio, de orgulho e de esperança.

 

O próximo ano desenha-se trabalhoso mas promissor. Acredite-se ou não na Divina Providência, o carinho e o mimo que damos e recebemos faz de nós gente mais completa, inteira e solidária. Que todos possamos assim crescer.

Dos atrasadíssimos inícios das festividades natalícias

Mesmo quase em cima dos acontecimentos afadigo-me nos preparativos da época natalícia. Este ano, ainda por cima, tenho o compromisso de preparar iguarias saudáveis e hipocalóricas que, como bem sabemos, são a negação da volúpia e do prazer da degustação gastronómica, e o contrário do espírito peganhento e decadente do Natal.

 

Mas nada me faz desistir. Sendo assim, aproveitando uma cabazada de abacates que amavelmente me ofereceram, com o recado de que era isso que poderia comer por estes dias, com o compromisso de abater as calorias em fartos e penosos treinos pós pantagruélicas refeições (sem açúcar, sem farinha, sem frituras, etc., coisas a que será deveras difícil obedecer), rumei a destinos desconhecidos no que diz respeito à confecção de compotas.

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Inventei uma. Pela cara de um dos habitantes cá de casa não terá sido um êxito retumbante, mas come-se.

 

Cortam-se as passas aos bocadinhos para dentro de um tacho; a seguir junta-se a raspa de 2 limas; depois cortam-se os abacates ao meio (cerca de 8), retiram-se os caroços e, com uma colher, a polpa que se desfaz à garfada, regando com o sumo das 2 limas, aos poucos; faz-se o mesmo com 3 bananas e põe-se tudo ao lume. Misturam-se umas colheradas de mel (no meu caso 3), a gosto, e deixa-se cozinhar, pelo menos uns 45 minutos, mexendo sempre. No fim reduz-se a puré com a varinha mágica.

 

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Ideal para comer com iogurte (daqueles sem açúcar, sem gordura, sem sabor, enfim), flocos de aveia integrais e sementes de sésamo.

 

O licor de folha de figueira é a parte herdada da vida de deboche gastronómico, feito com a verdadeira aguardente, as folhas de figueira e açúcar. Maravilhoso.

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Amanhã será a vez do ritual do bacalhau, da aletria, das rabanadas, do Natal com gente, conversa e tradição. Tudo é já tradicional, desde o pequeno almoço saboreado na cama, a bonança antes da tempestade, à azáfama de uma tarde passada na cozinha e à noite entre a família e os amigos.

 

Que todos possam passar um excelente Natal.