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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Venham mais cinco

Manuel de Oliveira

 

Venham mais cinco
Duma assentada
Que eu pago já
Do branco ou tinto
Se o velho estica
Eu fico por cá

 

Se tem má pinta
Dá-lhe um apito
E põe-no a andar
De espada à cinta
Já crê que é rei
Dàquém e Dàlém Mar

 

Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar

 

A gente ajuda
Havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira
Deitar abaixo
O que eu levantei

 

A bucha é dura
Mais dura é a razão
Que a sustem
Só nesta rusga
Não há lugar
Pr'ós filhos da mãe

 

Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar

 

Bem me diziam
Bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra
Quem trepa
No coqueiro
É o rei

 

José Afonso

A música fica-nos tão bem

Um dia solar e frio, um começo de ano que será continuidade, a música.

 

Já há uns anos reflecti sobre a hipótese de se inovar os Concertos de Ano Novo do CCB. Nada tenho contra valsas e polkas, muito menos contra os vários Strauss, mas parece-me que os temas poderiam mudar. Com tanta e tão maravilhosa música que há, de autores e compositores portugueses e não só, era mais divertido se os concertos fossem diferentes todos os anos. Imagino até que ada maestro poderia divulgar o programa só in loco, para que a surpresa fosse completa.

 

Bem sei que é difícil mudar e alterar hábitos, mas acho que seria um luxo.

 

Este ano, apesar de pouca, houve alguma diferença, pois o maestro é mais delicado e introduziu valsas de Dmítri Shostakóvitch, que adoro. Foi um excelente começo de ano, que se adivinha difícil, trabalhoso e imprevisível.

 

Concerto de Ano Novo (CCB)

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Evgeny Bushkov.jpg

direcção musical de Evgeny Bushkov

 

J. Strauss II Nova Polca Pizzicato, do 3.º ato da Opereta Princesa Ninette

D. Schostakovich Pizzicato Allegretto da suite do bailado A Ribeira Brilhante, op. 39a

D. Schostakovich Valsa do filme Michurin, op. 78

D. Schostakovich Valsa do filme Pirogov, op. 76

 

Bom 2019!

Minha namorada

Miúcha

 

Meu poeta eu hoje estou contente

Todo mundo de repente ficou lindo, ficou lindo de morrer

Eu hoje estou me rindo, nem eu mesma sei de que

Porque eu recebi uma cartinhazinha de você

 

Se você quer ser minha namorada

Ah, que linda namorada você poderia ser

Se quiser ser somente minha

Exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha

Que ninguém mais pode ser

Você tem que me fazer um juramento

De só ter um pensamento, ser só minha até morrer

E também de não perder esse jeitinho de falar devagarinho

Essas histórias de você

E de repente me fazer muito carinho

E chorar bem de mansinho sem ninguém saber porquê

 

E se mais do que minha namorada

Você quer ser minha amada, minha amada, mas amada pra valer

Aquela amada pelo amor predestinada

Sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer

Você tem que vir comigo em meu caminho

E talvez o meu caminho seja triste pra você

Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos

Os seus braços o meu ninho no silêncio de depois

E você tem que ser a estrela derradeira

Minha amiga e companheira

No infinito de nós dois

 

Vinicius de Moraes

Alteração de planos

Rabanadas-do-convento.jpg

 

Mourejar, sim, trabalhos forçados, também, mas não se procedeu à operação filhoses mas sim à operação rabanadas.

 

Todos os anos fazemos rabanadas, é mesmo o tiro de partida para a Consoada. Mas este ano, eu que tanto me apetecia fazer filhoses, acordei muito esmorecida, e só a ante-visão da farinha para amassar, retirou-me qualquer ambição doméstica de índole natalícia.

 

Mas as rabanadas estão com um aspecto fantástico. Já temos uma prática quase ancestral, uma linha de montagem perfeita, entre molhar as fatias de pão no leite, passá-las no ovo batido, fritá-las e polvilhá-las de açúcar e canela, que nem uma verdadeira pastelaria em hora de ponta.

 

Hoje, se tudo correr conforme planeio, ainda farei a calda para sonhos e rabanadas.

 

Amanhã será a a vez da aletria e do bacalhau, cozido com couves, mais tradicional é mesmo impossível. E eu, que tenho uma PT que parece uma assombração, e que me promete mundos de horríficos treinos para recuperar as graminhas que ganhar durante esta quadra, vou bebericando chá para resistir à tentação e ouvindo cantos celestiais, enquanto congemino as melhores formas de prevaricar sem dar muito nas vistas...

 

Anne-Sophie von Otter

Koppangen (Holy Night)

música de Per-Erik Moraeus

letra de Py Bäkman

Libertango

Astor Piazzolla

Aydar Gaynullin - acordeão

Artyom Dervoed - guitarra

Sergey Shamov - cajón

David Robert Coleman - maestro

Orquestra Filarmónica de Berlim (2014)

R - E - S - P - E - C - T

Aretha_Franklin_1968.jpg

Billboard, 17 February 1968

 

Aretha Franklin

Ottis Redding

 

 

What you want

Baby, I got it

What you need

Do you know I got it

All I'm askin'

Is for a little respect when you get home (just a little bit)

Hey baby (just a little bit) when you get home

(Just a little bit) mister (just a little bit)

I ain't gonna do you wrong while you're gone

Ain't gonna do you wrong cause I don't wanna

All I'm askin'

Is for a little respect when you come home (just a little bit)

Baby (just a little bit) when you get home (just a little bit)

Yeah (just a little bit)

I'm about to give you all of my money

And all I'm askin' in return, honey

Is to give me my propers

When you get home (just a, just a, just a, just a)

Yeah baby (just a, just a, just a, just a)

When you get home (just a little bit)

Yeah (just a little bit)

Ooo, your kisses

Sweeter than honey

And guess what?

So is my money

All I want you to do for me

Is give it to me when you get home (re, re, re ,re)

Yeah baby (re, re, re ,re)

Whip it to me (respect, just a little bit)

When you get home, now (just a little bit)

R-E-S-P-E-C-T

Find out what it means to me

R-E-S-P-E-C-T

Take care, TCB

Oh (sock it to me, sock it to me, sock it to me, sock it to me)

A little respect (sock it to me, sock it to me, sock it to me, sock it to me)

Whoa, babe (just a little bit)

A little respect (just a little bit)

I get tired (just a little bit)

Keep on tryin' (just a little bit)

You're runnin' out of fools (just a little bit)

And I ain't lyin' (just a little bit)

(Re, re, re, re) when you come home

(Re, re, re ,re) 'spect

Or you might walk in (respect, just a little bit)

And find out I'm gone (just a little bit)

I got to have (just a little bit)

A little respect (just a little bit)

En France, avec lui

C'est vrai, je serais en France, avec lui, toujours avec lui.

 

 

 Douce France

Anne Sofie von Otter

Leo Chauliac & Charles Trenet

 

Il revient à ma mémoire

Des souvenirs familiers

Je revois ma blouse noire

Lorsque j'étais écolier

Sur le chemin de l'école

Je chantais à pleine voix

Des romances sans paroles

Vieilles chansons d'autrefois

 

Douce France

Cher pays de mon enfance

Bercée de tendre insouciance

Je t'ai gardée dans mon cœur!

Mon village au clocher aux maisons sages

Où les enfants de mon âge

Ont partagé mon bonheur

Oui je t'aime

Et je te donne ce poème

Oui je t'aime

Dans la joie ou la douleur

 

Douce France

Cher pays de mon enfance

Bercée de tendre insouciance

Je t'ai gardée dans mon cœur

Oui je t'aime

Et je te donne ce poème

Oui je t'aime

Dans la joie ou la douleur

 

Douce France

Cher pays de mon enfance

Bercée de tendre insouciance

Je t'ai gardée dans mon cœur

Je t'ai gardée dans mon cœur