Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Há que ter esperança

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.11.20

Cantemos e dancemos, pois.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 10:38

Just Breathe

por Sofia Loureiro dos Santos, em 26.09.20

 

Yes I understand
That every life must end
As we sit alone
I know someday we must go

Oh, I'm a lucky man
To count on both hands
The ones I love
Some folks just have one
Yeah, others they got none

Stay with me
Let's just breathe

Practiced on our sins
Never gonna let me win
Under everything
Just another human being

Yeah, I don't want to hurt
There's so much in this world
To make me bleed

Stay with me
You're all I see

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
What if I did and I'm a fool you see
No one knows this more than me
'Cause I come clean

I wonder everyday
As I look upon your face
Everything you gave
And nothing you would take
Nothing you would take
Everything you gave

Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
What if I did and I'm a fool you see
No one knows this more than me
'Cause I come clean

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me 'til I die
Meet you on the other side

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 17:05

Com que voz

por Sofia Loureiro dos Santos, em 23.07.20

Amália Rodrigues & Alain Oulman

Luís Vaz de Camões

Camané & Mário Laginha

 

Makaya

 

Com que voz chorarei meu triste fado,

que em tão dura paixão me sepultou,

que mor não seja a dor que me deixou

o tempo, de meu bem desenganado?

 

Mas chorar não se estima neste estado,

onde suspirar nunca aproveitou;

triste quero viver, pois se mudou

em tristeza a alegria do passado.

 

De tanto mal a causa é amor puro,

devido a quem de mi tenho ausente

por quem a vida, e bens dela, aventuro.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:31

La Catedral

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.07.20

Agustín Barrios

Yamandu Costa e Ricardo Gallén

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 21:50

Amigo é casa

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.05.20

Hermínio Bello de Carvalho & Capiba

Zélia Duncan & Nelson Faria

 

Amigo é feito casa, que se faz aos poucos
e com paciência, pra durar pra sempre.
Mas é preciso ter muito tijolo e terra,
preparar reboco, construir tramelas.
Usar a sapiência de um João-de-barro
que constrói com arte a sua residência.
Ah, que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger.

E há que fincar muito jequitibá
e vigas de jatobá,
e adubar o jardim e plantar muita flor, toiceiras de resedás...
Não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar,
que os cabelos brancos vão surgindo
que nem mato na roceira
que mal dá pra capinar...
E há que ver os pés de manacá cheios de sabiás,
sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis.
Choro de imaginar!

Pra festa da cumieira não faltem os violões!
Muito milho ardendo na fogueira
e quentão farto em gengibre,
aquecendo os corações.

A casa é amizade construída aos poucos
e que a gente quer com beira e tribeira,
com gelosia feita de matéria rara
e altas platibandas, com portão bem largo
que é pra se entrar sorrindo
nas horas incertas,
sem fazer alarde, sem causar transtorno.
Amigo que é amigo, quando quer estar presente
faz-se quase transparente, sem deixar-se perceber.

Amigo é pra ficar. Se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer...
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer.
Amigo que é amigo não puxa tapete,
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem.
Quando não tem, finge que tem,
faz o que pode. E o seu coração... reparte que nem pão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 20:40

25 Abril 2020

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.20

Zeca Afonso & Manuel de Oliveira

 

Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já

Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá

Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar

De espada à cinta, já crê que é rei d'aquém e além-mar

 

Não me obriguem a vir para a rua gritar

Que é já tempo d'embalar a trouxa e zarpar

 

Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, Tiiiiiiiiiiiiii paraburibaie ...

 

A gente ajuda, havemos de ser mais eu bem sei

Mas há quem queira, deitar abaixo o que eu levantei

A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustem

Só nesta rusga, não há lugar prós filhos da mãe

 

Não me obriguem a vir para a rua gritar

Que é já tempo d' embalar a trouxa e zarpar

 

Bem me diziam, bem me avisavam como era a lei

Na minha terra, quem trepa no coqueiro é o rei

A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustem

Só nesta rusga, não há lugar prós filhos da mãe

 

Não me obriguem a vir para a rua gritar

Que é já tempo d'embalar a trouxa e zarpar

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:09

Samba da utopia

por Sofia Loureiro dos Santos, em 31.03.20

Jonathan Silva

 

Se o mundo ficar pesado

Eu vou pedir emprestado

A palavra POESIA

 

Se o mundo emburrecer

Eu vou rezar pra chover

Palavra SABEDORIA

 

Se o mundo andar pra trás

Vou escrever num cartaz

A palavra REBELDIA

 

Se a gente desanimar

Eu vou colher no pomar

A palavra TEIMOSIA

 

Se acontecer afinal

De entrar em nosso quintal

A palavra tirania

 

Pegue o tambor e o ganza

Vamos pra rua gritar

A palavra UTOPIA

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 15:48

Lascia Ch'io Pianga

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.03.20

Handel

Farinelli

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 18:53

The best is yet to come

por Sofia Loureiro dos Santos, em 31.12.19

Ella Fitzgerald

 

Frank Sinatra

 

Out of the tree of life I just picked me a plum

You came along and everything's startin' to hum

Still, it's a real good bet, the best is yet to come

Best is yet to come and babe, won't that be fine?

You think you've seen the sun, but you ain't seen it shine

Wait till the warm-up's underway

Wait till our lips have met

And wait till you see that sunshine day

You ain't seen nothin' yet

The best is yet to come and babe, won't it be fine?

Best is yet to come, come the day you're mine

Come the day you're mine

I'm gonna teach you to fly

We've only tasted the wine

We're gonna drain the cup dry

Wait till your charms are right for these arms to surround

You think you've flown before, but baby, you ain't left the ground

Wait till you're locked in my embrace

Wait till I draw you near

Wait till you see that sunshine place

Ain't nothin' like it here

The best is yet to come and babe, won't it be fine?

The best is yet to come, come the day you're mine

Come the day you're mine

And you're gonna be mine

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:07

Ir ao Teatro

por Sofia Loureiro dos Santos, em 21.09.19

mascara-mortuaria-de-beethoven.jpg

Máscara mortuária de Beethoven

 

Sempre acabo a dizer o mesmo. Não percam a peça Kiki Van Beethoven, não deixem para os últimos dias. Façam um favor a vós mesmos e vão ouvir o monólogo de Kiki, brilhantemente interpretado por Teresa Faria, à melhor sala de espectáculos do Poço do Bispo.

 

O autor da peça é Eric-Emmanuel Schmitt, a encenação de Natália Luísa. Sóbrio, simples, na luz, nos objectos em palco, no ambiente, na música que se ouve. Do riso às lágrimas, o encontro connosco, que nos perdemos.

 

E Beethoven.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:33


Mais sobre mim

foto do autor



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D

Maria Sofia Magalhães

prosas biblicas 1.jpg

À venda na livraria Ler Devagar



caminho dos ossos.jpg

 

ciclo da pedra.jpg

 À venda na Edita-me e na Wook

 

da sombra que somos.jpg

À venda na Derva Editores e na Wook

 

a luz que se esconde.jpg