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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Lost On You

LP

Lost On You

 

When you get older, plainer, saner

When you remember all the danger we came from

Burning like embers, falling, tender

Long before the days of no surrender

Years ago and well you know

 

Smoke 'em if you got 'em

'Cause it's going down

All I ever wanted was you I'll never get to heaven

'Cause I don't know how

 

Let's raise a glass or two

To all the things

I've lost on you

Oh oh

Tell me are they lost on you?

Oh oh

Just that you could cut me loose

Oh oh

After everything I've lost on you

Is that lost on you?

Oh oh

Is that lost on you?

Oh oh

Baby, is that lost on you?

Is that lost on you?

 

Wishing I could see the machinations

Understand the toil of expectations in your mind

Hold me like you never lost your patience

Tell me that you love me more than hate me all the time

And you're still mine

 

So smoke 'em if you've got 'em

'Cause it's going down

All I ever wanted was you

Let's take a drink of heaven

This can turn around

 

Let's raise a glass or two

To all the things

I've lost on you

Oh oh

Tell me are they lost on you?

Oh oh

Just that you could cut me loose

Oh oh

After everything I've lost on you

Is that lost on you?

Oh oh

Is that lost on you?

Oh oh, oh oh

Bab, is that lost on you?

Is that lost on you?

 

Let's raise a glass or two

To all the things

I've lost on you

Oh oh

Tell me are they lost on you?

Oh oh

Just that you cold cut me loose

Oh oh

After everything

I've lost on you

Is that lost on you?

Is that lost on you?

 

Sem saber

Vasco da Graça Moura & Carlos Paredes

Mísia

 

Sem saber

Porque te amei assim

Porque chorei por mim

 

Sem saber

Com que punhais tu feres

Magoas mais e queres

 

Sem saber

Onde é que estás, nem como

O que te traz sem rumo

 

Sem saber

Se tanto amor devora

Mais do que a dor que chora

 

Sem saber

Se vais mudar, se então

Podes voltar ou não

 

Sem saber

Se em mim mudou a vida

Se em ti ficou perdida

 

Sem saber

Da solidão depois

No coração dos dois

 

Sem saber

Quanto me dóis na voz

Ou se há heróis em nós

 

Let's Do It

Ella Fitzgerald & Duke Ellington

Cole Porter

 

 

Birds do it, bees do it

Even educated fleas do it

Let's do it, let's fall in love

 

In Spain, the best upper sets do it

Lithuanians and let's do it

Let's do it, let's fall in love

 

The dutch in old Amsterdam do it

Not to mention the fins

Folks in Siam do it, think of Siamese twins

Some Argentines, without means, do it

People say in Boston even beans do it

Let's do it, let's fall in love

 

Romantic sponges, they say, do it

Oysters down in oyster bay do it

Let's do it, let's fall in love

 

Cold cape cod clams, 'gainst their wish, do it

Even lazy jellyfish, do it

Let's do it, let's fall in love

 

Electric eels I might add do it

Though it shocks em I know

Why ask if shad do it, waiter bring me

"shad roe"

In shallow shoals english soles do it

Goldfish in the privacy of bowls do it

Let's do it, let's fall in love

 

In old Japan, all the Japs do it

Up in Lapland little laps do it

Let's do it, let's fall in love

 

The chimpanzees in the zoos do it

Some courageous kangaroos do it

Let's do it, let's Fall in love

 

I'm sure giraffes on the sly do it

Even eagles as they fly do it

Let's do it, let's fall In love

 

Electric eels I might add do it

Though it shocks em I know

Why ask if shad do it, garcon de

"shad roe"

The world admits bears in pits do it

Even pekingeses at the Ritz do it

Let's do it, let's Fall in love

 

The royal set sans regret did it

And they considered it fun

Marie Antoinette did it

With or without napoleon

Venham mais cinco

Manuel de Oliveira

 

Venham mais cinco
Duma assentada
Que eu pago já
Do branco ou tinto
Se o velho estica
Eu fico por cá

 

Se tem má pinta
Dá-lhe um apito
E põe-no a andar
De espada à cinta
Já crê que é rei
Dàquém e Dàlém Mar

 

Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar

 

A gente ajuda
Havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira
Deitar abaixo
O que eu levantei

 

A bucha é dura
Mais dura é a razão
Que a sustem
Só nesta rusga
Não há lugar
Pr'ós filhos da mãe

 

Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar

 

Bem me diziam
Bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra
Quem trepa
No coqueiro
É o rei

 

José Afonso

A música fica-nos tão bem

Um dia solar e frio, um começo de ano que será continuidade, a música.

 

Já há uns anos reflecti sobre a hipótese de se inovar os Concertos de Ano Novo do CCB. Nada tenho contra valsas e polkas, muito menos contra os vários Strauss, mas parece-me que os temas poderiam mudar. Com tanta e tão maravilhosa música que há, de autores e compositores portugueses e não só, era mais divertido se os concertos fossem diferentes todos os anos. Imagino até que ada maestro poderia divulgar o programa só in loco, para que a surpresa fosse completa.

 

Bem sei que é difícil mudar e alterar hábitos, mas acho que seria um luxo.

 

Este ano, apesar de pouca, houve alguma diferença, pois o maestro é mais delicado e introduziu valsas de Dmítri Shostakóvitch, que adoro. Foi um excelente começo de ano, que se adivinha difícil, trabalhoso e imprevisível.

 

Concerto de Ano Novo (CCB)

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Evgeny Bushkov.jpg

direcção musical de Evgeny Bushkov

 

J. Strauss II Nova Polca Pizzicato, do 3.º ato da Opereta Princesa Ninette

D. Schostakovich Pizzicato Allegretto da suite do bailado A Ribeira Brilhante, op. 39a

D. Schostakovich Valsa do filme Michurin, op. 78

D. Schostakovich Valsa do filme Pirogov, op. 76

 

Bom 2019!

Minha namorada

Miúcha

 

Meu poeta eu hoje estou contente

Todo mundo de repente ficou lindo, ficou lindo de morrer

Eu hoje estou me rindo, nem eu mesma sei de que

Porque eu recebi uma cartinhazinha de você

 

Se você quer ser minha namorada

Ah, que linda namorada você poderia ser

Se quiser ser somente minha

Exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha

Que ninguém mais pode ser

Você tem que me fazer um juramento

De só ter um pensamento, ser só minha até morrer

E também de não perder esse jeitinho de falar devagarinho

Essas histórias de você

E de repente me fazer muito carinho

E chorar bem de mansinho sem ninguém saber porquê

 

E se mais do que minha namorada

Você quer ser minha amada, minha amada, mas amada pra valer

Aquela amada pelo amor predestinada

Sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer

Você tem que vir comigo em meu caminho

E talvez o meu caminho seja triste pra você

Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos

Os seus braços o meu ninho no silêncio de depois

E você tem que ser a estrela derradeira

Minha amiga e companheira

No infinito de nós dois

 

Vinicius de Moraes

Alteração de planos

Rabanadas-do-convento.jpg

 

Mourejar, sim, trabalhos forçados, também, mas não se procedeu à operação filhoses mas sim à operação rabanadas.

 

Todos os anos fazemos rabanadas, é mesmo o tiro de partida para a Consoada. Mas este ano, eu que tanto me apetecia fazer filhoses, acordei muito esmorecida, e só a ante-visão da farinha para amassar, retirou-me qualquer ambição doméstica de índole natalícia.

 

Mas as rabanadas estão com um aspecto fantástico. Já temos uma prática quase ancestral, uma linha de montagem perfeita, entre molhar as fatias de pão no leite, passá-las no ovo batido, fritá-las e polvilhá-las de açúcar e canela, que nem uma verdadeira pastelaria em hora de ponta.

 

Hoje, se tudo correr conforme planeio, ainda farei a calda para sonhos e rabanadas.

 

Amanhã será a a vez da aletria e do bacalhau, cozido com couves, mais tradicional é mesmo impossível. E eu, que tenho uma PT que parece uma assombração, e que me promete mundos de horríficos treinos para recuperar as graminhas que ganhar durante esta quadra, vou bebericando chá para resistir à tentação e ouvindo cantos celestiais, enquanto congemino as melhores formas de prevaricar sem dar muito nas vistas...

 

Anne-Sophie von Otter

Koppangen (Holy Night)

música de Per-Erik Moraeus

letra de Py Bäkman