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Respeito

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.11.20

virus.jpg

 

Vivemos tempos muito difíceis, a todos os níveis. A pandemia veio agravar e reacender problemas anteriores, colocando as populações perante dilemas impossíveis.

A cacofonia de opiniões, interpretações, descobertas reais ou fictícias, a disseminação da certeza de que todos sabemos de tudo e o fenómeno da proliferação de meios de manipulação, desde os tradicionais aos futuristas, transforma a decisão individual e colectiva numa tarefa hercúlea.

Por outro lado, a politização da pandemia vem baralhar ainda mais os cidadãos. Em vez de uma troca de informações e opiniões baseadas nas evidências científicas assistimos à divisão entre os bons e os maus, os certos e os errados, colando cada sector a uma área ideológica, o que é, por si só, a negação da evidência científica.

Acrescem as revoltas e incertezas quanto ao futuro, que se nos afigura triste e longínquo, o aumento das desigualdades, da pobreza, da marginalização dos mais fracos e indefesos e o crescer dos populismos e das tentações autoritárias. Trump é anterior a tudo isto, mas é bem o corolário da loucura instalada.

Por isso mesmo é preciso que tenhamos a noção daquilo que, apesar de tudo, mesmo com muitos erros e indecisões, mudanças de atitude e de orientações, nos é pedido. Vivemos numa democracia representativa e num Estado de Direito. Todas as decisões sobre confinamentos, recolheres obrigatórios, máscaras, etc., por muito penosas e discordantes das nossas próprias opiniões e (in)certezas, são tomadas pelos representantes das instituições que livremente elegemos, que mandatámos excatamente para estes fins.

Esta é uma crise global, que nos assusta e desafia a todos. Não nos devemos impedir de pensar e de partilhar as nossas opiniões e dúvidas, de debater as medidas uma a uma, de questionar e os poderes sobre as suas decisões e de os julgar, nas urnas. É assustador o espírito pidesco e de pensamento único que se está a impor nas nossas sociedades, apelidando todos os que não concordam com a linha oficial de negacionistas e divulgadores de fake news.

Mas nada disto deve diminuir a nossa vontade de fazer aquilo que está determinado pelo governo, assente nas promulgações do Presidente da República e pela aprovação do Parlamento. Nada disto deve colocar em causa a confiança na competência da DGS nem no SNS. Não há milagres e as mudanças nas orientações gerais são o espelho do que ainda há a descobrir sobre esta doença e este vírus, e do andamento das investigações internacionais que, comparando com outros momentos semelhantes, tem sido de uma rapidez notável.

Tenho imenso respeito por todos aqueles que, neste momento, têm nos ombros a tarefa de nos orientar. Imagino as infindáveis horas de reuniões, discussões, trocas de argumentos, indecisões, desespero, as insónias e as angústias antes de decisões com custos tão elevados.

Respeito por todos eles, um enorme respeito. Mesmo que não concorde, que me irrite, que me espante e me revolte, cumprirei as regras.

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publicado às 09:23

"Vigiar e Punir"

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.11.20

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Expresso - 07/11/2020

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publicado às 19:32

Os novos inquisidores

por Sofia Loureiro dos Santos, em 22.10.20

Condenada por la Inquisicion.jpg

Eugenio Lucas Velázquez

 

Fiquei a saber da existência de um grupo de médicos, enfermeiros e psicólogos que se intitula Médicos pela Verdade Portugal ao ler este artigo do Público, que dá conta do levantamento de processos disciplinares a 7 médicos pela Ordem dos Médicos, o que me deixou indignada.

Independentemente de concordar ou não com muito do que lá se diz, não consigo acreditar que no nosso país se levantem processos disciplinares contra quem discorde da linha oficial do combate à pandemia, com muitos e bons argumentos científicos.

O debate científico tem que ser isso mesmo - ciência e não ideologia. A politização da pandemia é de tal forma disparatada que não se consegue ter uma conversa normal e produtiva sobre o assunto. Se se concorda com o uso indiscriminado de máscaras, nomeadamente ao ar livre, confinamentos e restrições sociais, é-se de esquerda e do lado certo. Se se tenta discutir e levantar dúvidas a esta estratégia, está-se do lado errado e é-se de ultra-direita.

De vez em quando aparecem entrevistas que tentam remar contra a maré do pânico e do desnorte, como a de Jorge Torgal e a de Henrique de Barros. É indispensável que o governo se foque em desdramatizar e acalmar a população, de forma a tentar que as consequências do combate à pandemia sejam o mais possível minimizadas. O regresso à actividade é premente, numa tentativa de recuperar tudo o que ficou suspenso durante estes últimos meses. As cirurgias, tratamentos, rastreios, consultas de acompanhamento dos vários tipos de patologias, desde as oncológicas às cardio-vasculares, têm que ser retomadas sob pena de assistirmos à degradação dos indicadores de saúde do país.

Não desvalorizo a importância do combate à pandemia. Mas não podemos esquecer tudo o resto - outras patologias, o deslaçar dos laços sociais, a degradação do emprego, da economia, o aumento da pobreza e da desigualdade com o consequente e previsível aumento da conflitualidade social. Felizmente a realidade da gravidade do vírus é menor do que a que se previa, no início.

Não quero acreditar que, no meu país, esteja de volta a Inquisição, portadora da verdade indesmentível e indiscutível, calando a voz de quem, honesta e cientificamente, tenta dar alternativas.

Após este texto, ninguém precisa de me delatar nem de me acusar. Aguardo serenamente a ideia de ter um processo disciplinar à minha espera.

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publicado às 11:32

Dos recursos humanos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 18.10.20

"Não conseguindo descortinar o propalado reforço de recursos humanos médicos, o SIM está a dar orientações aos médicos seus associados para apresentarem o seu protesto e declaração de exclusão de responsabilidade", dirigida "aos seus superiores hierárquicos diretos".

Em 02 de setembro, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou a publicação dos concursos para a contratação de 950 novos médicos para o Serviço Nacional de Saúde (911 da área hospitalar e 39 da saúde pública).

Gostava muito de saber quantos dos médicos que estão a concorrer a estes concursos, atrasados, não estão de facto a trabalhar já no SNS, ou seja, no local da vaga para onde vão concorrer. É que suspeito que em cerca de 99% dos casos é a formalização - importante e imprescindível, sem dúvida - de uma situação que não teve interrupções entre o fim do Internato Médico e a tomada de posse como Especialista.

Mas este tipo de informações nunca são prestadas.

Também gostaria muito de saber aonde os Bastonários - o presente e os passados - e os Sindicatos sugerem que se vá recrutar médicos - requisição civil aos privados?

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publicado às 21:20

Controlo da epidemia e aplicações

por Sofia Loureiro dos Santos, em 16.10.20

Através deste artigo da Susana Peralta, cheguei a este estudo do The Lancet Digital Health:

LANCET.jpg

A informação e a CIÊNCIA são as melhores armas na defesa de todo o tipo de ameaças aos cidadãos.

 

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publicado às 12:02

Há que reagir

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.10.20

Declaração De Great Barrington

"Como epidemiologistas de doenças infecciosas e cientistas da saúde pública, temos sérias preocupações sobre os impactos prejudiciais para a saúde física e mental das políticas prevalecentes da COVID-19, e recomendamos uma abordagem a que chamamos Protecção Focalizada.

Viemos tanto da esquerda como da direita, e de todo o mundo, e temos dedicado as nossas carreiras à protecção das pessoas. As actuais políticas de confinamento estão a produzir efeitos devastadores na saúde pública a curto e longo prazo. Os resultados (para citar alguns) incluem taxas mais baixas de vacinação infantil, agravamento dos prognósticos das doenças cardiovasculares, menos exames oncológicos e deterioração da saúde mental – levando a um maior excesso de mortalidade nos próximos anos, com a classe trabalhadora e os membros mais jovens da sociedade a carregar um fardo mais pesado. Manter os alunos fora da escola é uma grave injustiça.

Manter estas medidas em vigor até que uma vacina esteja disponível causará danos irreparáveis, com os mais desfavorecidos a serem desproporcionadamente prejudicados.

Felizmente, a nossa compreensão do vírus está a crescer. Sabemos que a vulnerabilidade à morte da COVID-19 é mil vezes maior nos idosos e doentes do que nos jovens. De facto, para as crianças, a COVID-19 é menos perigosa do que muitos outras doenças, incluindo a gripe.

À medida que a imunidade se desenvolve na população, o risco de infecção para todos – incluindo os vulneráveis – diminui. Sabemos que todas as populações acabarão por atingir a imunidade de grupo – ou seja, o ponto em que a taxa de novas infecções é estável – e que isto pode ser assistido por (mas não depende de) uma vacina. O nosso objectivo deve ser, portanto, minimizar a mortalidade e os danos sociais até atingirmos a imunidade de grupo.

Uma abordagem mais compassiva que equilibra os riscos e benefícios de alcançar a imunidade de grupo, é permitir que aqueles que estão em risco mínimo de morte vivam normalmente a sua vida para construir imunidade ao vírus através da infecção natural, ao mesmo tempo que protege melhor aqueles que estão em maior risco. Chamamos a isto Protecção Focalizada.

A adopção de medidas para proteger os vulneráveis deve ser o objectivo central das respostas de saúde pública à COVID-19. A título de exemplo, os lares devem utilizar pessoal com imunidade adquirida e realizar testes PCR frequentes a outro pessoal e a todos os visitantes. A rotação do pessoal deve ser minimizada. Os reformados que vivem em casa devem mandar entregar alimentos e outros bens essenciais ao seu domicílio. Quando possível, devem encontrar-se com membros da família no exterior e não no interior. Uma lista abrangente e detalhada de medidas, incluindo abordagens a famílias de várias gerações, pode ser implementada, e está bem dentro do âmbito e da capacidade dos profissionais de saúde pública.

Aqueles que não são vulneráveis devem ser imediatamente autorizados a retomar a vida normal. Medidas simples de higiene, tais como a lavagem das mãos e a permanência em casa quando estão doentes devem ser praticadas por todos para reduzir o limiar de imunidade de grupo. As escolas e universidades devem estar abertas ao ensino presencial. As actividades extracurriculares, como o desporto, devem ser retomadas. Os jovens adultos de baixo risco devem trabalhar normalmente, e não a partir de casa. Restaurantes e outras empresas devem ser abertos. As artes, música, desporto e outras actividades culturais devem ser retomadas. As pessoas que estão mais em risco podem participar se o desejarem, enquanto a sociedade como um todo goza da protecção conferida aos vulneráveis por aqueles que acumularam imunidade de grupo."

Dr. Martin Kulldorff, Dr. Sunetra Gupta, Dr. Jay Bhattacharya

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publicado às 08:45

Discordo frontalmente...

por Sofia Loureiro dos Santos, em 14.10.20

... da obrigatoriedade do uso da aplicação StayAway COVID, da obrigatoriedade do uso de máscaras na via pública, e da hipótese de um novo confinamento.

É óbvio que estamos no meio de um aumento do número de casos positivos para SARS-Cov-2, o que não é o mesmo de um aumento de casos de COVID-19. É claro que teremos todos que reforçar a nossa responsabilidade pessoal de prevenção e cuidado, com distanciamento social, higienização das mãos, etiqueta respiratória, para reduzir ao máximo o número de contágios.

Mas não podemos continuar a condenar a sociedade a uma crise sanitária gravíssima no que diz respeito a todas as outras patologias não COVID-19, à continuação de uma crise económica gravíssima de cujas consequências ainda não nos apercebemos bem, a um desmantelamento das redes sociais e familiares que são a essência da vivência dos seres humanos.

Não é possível manter as comunidades transidas de medo, procurando afincadamente notícias de alarme. A letalidade da COVID-19 está a descer (hoje é de 2,32), mesmo com o aumento dos casos positivos; o período de quarentena pode ser reduzido de 14 para 10 dias (caso os sintomas não existam ou sejam ligeiros); embora esteja a aumentar, e são precisos planos de contingência, o número de internamentos (principalmente em UCI) mantém-se controlado.

Espero que o Parlamento tenha calma e bom senso. É tudo o que se pede. Calma e bom senso.

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publicado às 16:09

Expressamente manipulados

por Sofia Loureiro dos Santos, em 23.07.20

expresso 23_07_2020.jpg

Expresso (23/07/2020)

 

Atentemos neste artigo do Expresso (não tenho acesso à notícia completa). Ficamos a saber que a DGS tem uma nota NEGATIVA de 33,4%. Mas não sabemos qual é a nota POSITIVA - será de 66,6%?

Marta Temido também tem uma nota NEGATIVA de 29,4%. Mas ficamos a saber que a maioria (52,4%) acha que esteve bem (nota POSITIVA) e 14% acham até que esteve muito bem - POSITIVA também. Ou seja, 66,4% deu-lhe nota POSITIVA!

Pois, mas é muito mais interessante realçar, no caso da DGS e da Ministra Marta Temido, as notas negativas.

expresso 2 23_07_2020.jpg

Já no caso de Marcelo Rebelo de Sousa o destaque é feito pela percentagem que lhe deu nota MÁXIMA (25,6%), mas ficamos sem perceber qual a percentagem dos que acharam a sua acção NEGATIVA.

Pois eu, usando os mesmos critérios do Expresso, dou-lhe uma nota NEGATIVA.

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publicado às 15:05

Concursos fictícios

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.07.20

rita rato.jpeg

Rita Rato, licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, não conhecia, em 2009, a realidade dos atropelos aos Direitos Humanos na China, nomeadamente a existência de presos políticos, e nunca tinha estudado nem lido nada sobre os gulags, as purgas e o terror do estalinismo.

Rita Rato decidiu concorrer ao lugar de direcção do Museu do Aljube Resistência e Liberdade. Para o perfil pedia-se

  • Formação superior adequada à função (preferencialmente na área de história política e cultural contemporânea);
  • Experiência em funções similares (preferencialmente na área dos museus);
  • Experiência em programação e produção de exposições;
  • Experiência em gestão de pessoal e equipas;
  • Domínio da língua portuguesa falada e escrita;
  • Proficiência em inglês e francês;
  • Domínio das ferramentas do Microsoft Office;
  • Elevadas competências de relacionamento interpessoal;
  • Elevado sentido de responsabilidade e de confidencialidade.

Pelos vistos Rita Rato não preenchia os 3 primeiros requisitos. Mas isso não impediu o júri de lhe dar o lugar, pelos vistos pela forma como decorreram as entrevistas realizadas durante o concurso.

Tentar transformar o espanto e a indignação de várias entidades e pessoas quanto a esta escolha, dificilmente compreensível não só face ao perfil requerido como à evidente ignorância e / ou cegueira da candidata, num ataque misógino e anti-comunista, é triste e constrangedor.

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publicado às 15:07

Justiça quatro anos depois

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.07.20

Quatro anos depois o Tribunal Judicial de Lisboa decidiu condenar José António Saraiva pelo crime de devassa de vida privada.

É muito importante que a sentença tenha sido essa. No entanto, 4 anos depois, já ninguém se importa, liga ou sequer se lembra do que se passou, com excepção dos directamente visados. Para além da morosidade do processo, o custo associado é seguramente muito superior ao financeiro.

Defendi e defendo que estes assuntos sejam decididos na justiça e acredito que tenha sido uma vitória da lei e da decência, mas com um sabor mais acre que doce. É preciso ser-se muito corajosa e resiliente, para suportar tudo isto.

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publicado às 14:06


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