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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Das inaceitáveis desautorizações

Felizmente somos uma democracia e, apesar do declarado estado de emergência, a liberdade de expressão e a inexistência de censura são uma realidade.

Nas conferências de imprensa diárias, a DGS e um representante do governo, para além de outras pessoas de outras instituições, prestam contas e respondem a perguntas dos jornalistas. Ontem assim aconteceu e, a partir dos 32:17, a DGS responde a quem questiona o porquê da falta da cerca sanitária no Porto quando tal já tinha sido pedido.

A resposta, ao contrário do que foi amplamente replicado nas redes sociais, não me pareceu nada desastrada. Apenas foi a resposta a uma pergunta, ainda por cima fundamentada (a pergunta) numa carta que teria sido enviada por Rui Moreira ao MAI.

Não se pode pedir transparência e verdade aos responsáveis das Instituições e exigir que não respondam às perguntas politicamente incómodas. Pode e deve criticar-se aquilo que, tecnicamente, impede uma análise rigorosa da situação, como os problemas da colheita de dados para reporte, por exemplo. Pode e deve criticar-se a DGS por incongruências e inconsistências.

No entanto aquilo que Rui Moreira fez é inaceitável seja em que circunstâncias forem. Rui Moreira não tem que aceitar nem deixar de aceitar a autoridade da DGS. E se ontem alguém houve que não esteve à altura das suas responsabilidades foi precisamente o Presidente da Câmara do Porto, que resolveu assumir o papel de vítima numa situação em que apenas deverá imperar a avaliação do que poderá controlar o melhor possível, o avanço do contágio do vírus. Tal como aconteceu em Ovar.

Já agora convém perceber que as previsões de picos e de planaltos e dos momentos em que poderão acontecer dependem da evolução da epidemia e isso, como de resto tudo o que diz respeito a esta situação, tem uma reavaliação e reajustamento diários.

Graça Freitas está cansada? É natural, estamos todos. Eu estou particularmente cansada de tantos especialistas em COVID-19 que pululam na nossa sociedade. Apesar de tudo, as coisas até não estão a correr mal, pelo menos por enquanto. Assim se reconhece fora do país mas nós, como de costume, preferimos denegrir-nos.

(vale a pena ler este texto de Tiago Barbosa Ribeiro)

Da política em tempo de COVID-19

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Mensagem do Presidente da República ao País sobre a declaração do estado de emergência

Marcelo Rebelo de Sousa quis retomar a iniciativa política após a sua auto infligida quarentena um bocado extemporânea, que muitos louvaram e outros criticaram por não se justificar nas circunstâncias em que ocorreu.

Nesse sentido, e sempre com o Expresso como porta-voz oficioso, lançou-se imediatamente a imensa e irreversível emergência de decretar o estado da dita, dando ressonância à resistência do Primeiro-ministro.

Após o Conselho de Estado, e depois da amplificação da vontade do Presidente da República em decretar o Estado de Emergência, a decisão tornou-se irreversível até pelo alarme social a que se assistia. A atitude de António Costa só podia ser a de apoiar o Presidente, tal como aconteceu com o Parlamento, numa demonstração de grande responsabilidade institucional e de coesão entre os vários órgãos de soberania e poder.

Marcelo assumiu a responsabilidade e assumiu o protagonismo, essencial em tempo da crise já instalada e da que há-de vir, até porque as eleições presidenciais aí estão.

A convocatória a Mário Centeno para ir a Belém, com o Expresso a propagandear que Marcelo queria garantir que Centeno não abandonava o barco, imediatamente seguida pela insinuação de que teria sido a reunião com o Presidente a convencer Centeno a ficar e a assumir a sua responsabilidade, são exemplos gritantes de notícias plantadas. No mínimo essa insinuação é ofensiva. Nunca Mário Centeno assumiu que ia abandonar o governo e seria um suicídio político se o fizesse numa altura destas.

A confiança nos nossos governantes é essencial para que possamos atravessar esta grave situação. É indispensável que o escrutínio continue, através dos órgãos próprios e do jornalismo, ele próprio um órgão de controlo dos poderes quando não se transforma numa correia de transmissão de um qualquer projecto político, com é o caso.

Não quero ser mal interpretada. Como já aqui referi considero que no meio de tanta desgraça temos a felicidade de contar com um Presidente, um Governo e um Parlamento, com especial destaque para Rui Rio que tem tido uma postura de grande responsabilidade. Por isso me custam estas manobras, que me parecem dispensáveis.

Ou se calhar não. Pelo menos há um arremedo de que a vida continua.

E tem mesmo de continuar.

SARS-CoV-2 - distribuição etária – prevenir e proteger

Neste momento, a grande diferença entre as infecções confirmadas em Portugal e Espanha é a distribuição etária. E também por isso, e se calhar exactamente por isso, a diferença entre as respectivas mortalidades - 1,1% e 6,1%.

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El País

 

casos portugal 23 03 2020.JPG

DGS

É absolutamente crucial tentar impedir que a infecção se generalize a lares de idosos. É essencial que os mais velhos tenham a noção exacta do risco acrescido.

Prevenir e proteger é o mais importante.

COVID-19 em Portugal - hoje

A evolução da infecção por SARS-CoV-2 em Portugal tem seguido uma curva ascendente, como se previa e acontece em todos os outros países do mundo. No entanto, para já, tem corrido melhor do que algumas previsões.

Embora seja muito cedo para perceber se a tendência se mantém, é importante registar este facto.

Não podemos entrar em pânico e devemos continuar a nossa vida, o melhor que podemos, sem alarmismos mas com muito cuidado e muito senso, ouvindo e seguindo as indicações da DGS e do governo.

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Em termos de evolução do número de casos confirmados, ela tem uma curva exponencial, com uma percentagem de aumento de novos casos de 25%, já há 2 dias.

 

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A taxa de letalidade é (hoje) de 0,88%.

 

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Se observarmos as curvas de previsão da evolução do número de casos de Buesco - mais optimista (aumento de 30% de casos/dia); mais pessimista (aumento de 39% de casos/dia) - e de Aguiar-Conraria (usando os cálculos da última função exponencial que calculou), percebemos que a real está abaixo de qualquer das outras.

 

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Se analisarmos os desvios percentuais é mais visível essa diferença.

 

Boas notícias que devem ser olhadas com reserva: é cedo, mas é encorajador.

Pode ser que a Primavera nos traga melhores notícias e, principalmente, uma enorme resiliência. Nese momento é disso que precisamos. E de bom humor e de solidariedade. E de serenidade. 

A emergência de continuarmos

Para enfrentar esta pandemia temos que estar municiados de várias coisas - prudência, calma, consciência, responsabilidade e, acima de tudo, não ceder ao medo nem ao alarmismo.

É preciso continuar a viver e a trabalhar, com as precauções e as limitações inerentes e, diariamente, actualizadas pelas entidades oficiais. Mas se caímos na irracionalidade, pedindo medidas drásticas cujos efeitos no controlo da infecção são bastante discutíveis, ao contrário das certezas quanto à devastação económica e social que se lhes seguirão, podemos estar a condenar os cidadãos, em Portugal e no mundo, a anos de empobrecimento com consequências difíceis de gerir.

A declaração do estado de emergência é uma medida grave e sem precedentes que, a ser tomada, poderá ter que ser renovada de 15 em 15 dias, numa escalada de paralisação do país e das vidas de todos que nem sequer imaginamos. Por isso espero que os nossos governantes, a começar pelo Presidente da República, não cedam ao instinto do medo, à tentação de agradar aos múltiplos comentadores especialistas em epidemiologia e virologia que pululam por todo o lado, anunciando certezas e insultando quem tem dúvidas quanto à pertinência desta medida.

Todos somos poucos para esclarecermos e acalmarmos a natural ansiedade que nos assalta. Cabeça fria e coragem para ser lógico, racional e anti-populista, é o que se nos pede, sem excepção.

À altura das circunstâncias

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DN

 

Estou a ouvir a conferência de imprensa com a Directora Geral de Saúde - Graça Freitas - e com a Ministra da Saúde - Marta Temido. Tal como eu, todo o país tem tido os olhos postos nestas duas mulheres.

Felizmente. Serenas, rigorosas, respondem calmamente às perguntas e vão dando conselhos e dicas para que possamos guiar-nos no meio da floresta de desinformação e ruído criminosos que ecoam por toda a parte. Este é um tempo de responsabilidade, dos nossos dirigentes políticos e nossa. Todos temos que estar à altura da situação.

Neste momento o mais importante é conseguirmos acalmar os nossos medos e ansiedades e destrinçar, de entre o emaranhado de notícias que nos chegam pelo facebook, pelo whatsApp, por email, pelo telefone, através de alguém que é amigo e ouviu de um amigo de outro amigo, as histórias mais descabeladas e disparatadas. Há de tudo, desde artigos científicos a demonstrar que os anti-inflamatórios como o ibuprofeno pioram a infecção, até às gravações de telefonemas de supostos médicos a dizerem que há milhares de infectados e de mortos.

Temos que ter confiança nas entidades de Saúde, nacionais e internacionais, cruzar informação, procurar em sites fidedignos como o da DGS, OMS, da ECDC, da CDC, etc. E se não tivermos a certeza perguntar e tentar esclarecer a veracidade antes de divulgar.

E temos que viver segundo os nossos valores universais de solidariedade e de compromisso com o outro, com o próximo, com os nossos próximos - pais, mães, filhos, amigos, vizinhos, conhecidos. Ajudar no que pudermos como ir ao supermercado ou à farmácia, esclarecermos o que soubermos, uma e outra e ainda outra vez, cumprirmos rigorosamente os preceitos da higiene e prevenção e não entrar em pânico.

Não invadir nem sobrecarregar os serviços de saúde, sempre, mas agora mais que nunca, é imperativo e decisivo. Não ir aos hospitais, às urgências, aos centros de saúde, a não ser que seja absolutamente indispensável. Temos que nos manter em casa e tratarmos o que pode ser tratado, recorrer à linha de apoio SNS24 - 808 24 24 24, aos nossos médicos, mas não inundar os serviços de saúde com o que se pode resolver de outra forma.

Temos tido uma liderança forte e serena - um Presidente como Marcelo Rebelo de Sousa, um Primeiro-ministro como António Costa, as duas mulheres que já referi. Temos um SNS público com gente competente, generosa e motivada, uma Segurança Social que nos pode apoiar. No meio deste enorme problema, temos motivos para confiar. As medidas estão a surgir, de forma proporcional às necessidades. Se tiverem que ser mais restritivas, não tenho dúvidas que serão tomadas.

A comunicação social é crucial. Se há uma oportunidade de o jornalismo recuperar credibilidade e importância (que nunca deixou de ter) é esta, desde que sejam, de facto, o paradigma do rigor e da informação, onde poderemos esclarecer as nossas dúvidas e acalmar os nossos receios. Também a eles se exige um enorme sentido de responsabilidade.

E vamos manter o país a funcionar. Depende de nós. E nós estaremos à altura.

A responsabilidade (também) é nossa

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A pandemia de COVID-19 aí está. Todos somos responsáveis pela sua contenção e mitigação.

Nada de entrar em pânico, ir a correr para supermercados e farmácias e esvaziar prateleiras. Isso é totalmente desnecessário e que desencadeia os nossos piores instintos.

Prepararmo-nos sim, informando-nos em sites fidedignos, seguir com atenção o desenrolar dos acontecimentos, cumprir rigorosamente todas as indicações das entidades de saúde, adaptarmo-nos e sermos solidários.

Lavar as mãos bem e muitas vezes, usar lenços descartáveis, espirrar e tossir para lenços ou cobrindo a boca e nariz com o braço, ficar em casa caso se esteja doente.

E, principalmente, não sobrecarregar os serviços de saúde - as outras doenças não fazem intervalos. Sabemos das nossas maleitas e devemos tratar delas sem ir a correr para os serviços de urgência. É a mais correcta conduta sempre, mas agora mais importante que nunca.

E nada de acreditar nas pseudo-ciências pseudo-naturais e pseudo-saudáveis. Não há salada de quinoa nem sumos detox que destruam o vírus. Comer e dormir bem, fazer exercício físico, apanhar sol, arejar a casa, são regras do bom viver e deixam-nos mais bem preparados para enfrentar quaisquer agruras.

E nada de acreditar nas teorias da conspiração, disseminando pseudo-informações pseudo-secretas de laboratórios chineses ou americanos, ou mesmo extraterrestres, onde se fabricariam estes vírus. A realidade ultrapassa sempre a ficção e a natureza sabe perfeitamente desafiar-nos.

Os jornalistas e a comunicação social têm uma responsabilidade acrescida. Contenção, rigor e informação antes de noticiar são fundamentais. O alarmismo e os títulos tremendistas só acrescentam ruído e confusão.

Calma e solidariedade. Estejamos atentos aos nossos familiares e amigos. Se alguém não pode sair de casa outro alguém pode levar-lhe mantimentos e medicamentos. Se não podemos falar pessoalmente, há telemóveis e skypes. Se mão podemos ir para o cinema, há vídeos, televisão e internet. E podemos redescobrir o indizível prazer de ler um bom livro.

Temos que perceber que dependemos uns dos outros e que se falhamos a uma pessoa podemos desencadear uma cadeia de falhanços em dominó. Nada de pânico.

A mediatização da arrogância

Uma das coisas que me deixam mais perplexa é a total ausência de autocrítica. Se isto é grave para qualquer um de nós, é ainda mais grave em responsáveis por entidades tão importantes como a SPMS.

A extraordinária atenção mediática que se deu a Henrique Martins aquando do seu afastamento, o que levou o Expresso a patrocinar até o seu poema de despedida, dá muito que pensar.

Vale a pena atentar nas múltiplas explicações, entrevistas e justificações que Henrique Martins se apressou a dar, com inúmeros microfones ávidos por amplificar. Por um lado estava preocupadíssimo com a desorçamentação da SPMS desde 2018, que também afecta a linha de saúde SNS24, tendo tido diferendos vários com o Ministério da Saúde. Por outro lado tinha demonstrado a sua disponibilidade em se manter à frente da SPMS para mais um mandato de 3 anos. Em que ficamos?

Vale a pena ler atentamente o dito poema de despedida. Ficamos a saber que Henrique Martins é "uma vela de pavio forte, que querem apagar".

“Somos todos” velas
Consumo-me.
Consumo-me no que acredito
Consomes-te, dizem-me aflito
O amigo, a família e o corpo
Morto, que não te veja morto!
Mas consumo-me no que acredito
Como vela que arde num devir infinito
Consumo-me no que acredito
Somos como velas
E é vê-las
Que quanto mais brilham e ardem
Quando mais fazer e mostram
Mas incomodam e acedem
Mais iluminam e revelam
Mais põem a nu
O que outros não fazem, não querem
Não gostam, escondem, mentem e enganam
Como velas de pavio forte
Queimamos ao luar
Das madrugadas passadas
A Trabalhar
A escrever, a digitar
A Criar o digital na saúde em Portugal
9 anos acessos, pela força e paixão
Como velas que ardem dentro do coração.
Mas consumo-me no que acredito
Como vela que arde num devir infinito
Sinto hoje a dor do desprezo e da ignorância
A falta de coragem, que nem falta a uma criança
Que sobe ao quarto na noite escura que a vela acesa
Tem por segura
Guerra que levará por diante, iluminando a mente
Até do mais distante…
No mundo vêm se as velas acesas, como a minha
Só na minha terra, a querem apagar
Só na minha terra a querem apagar
Apagar uma vela? Será possível
apagar das cabeças de quem viu a luz?
“É favor apagar a luz!” deve ter sido assim a ordem
Apagar a luz…
A estratégia, a visão?
De médicos a fazerem receitas só com uma mão
No telemóvel.
Doentes a falar com eles no Portal
E todas as receitas sem papel
E plataformas sem fim, e tantas coisas tantas
Que outros vêem como a luz:
Como estrelas que se seguem,
Vieram do Japão, do Brasil,
da Austrália e sítios mil.
Até de outros Ministérios,
Esses que guardam outros tantos mistérios.
Ontem, quis o vento
de repente que a vela se apague
lento e sorrateiro, sem dignidade nem poleiro,
Quis um vento que esta vela
não se consumisse mais
Ironia: Que se poupe…
Assim sobra para outras noites
Outros negros cantos iluminar
- Assim poupas-te! Diz-me o amigo.
Assim fico com pavio para voltar a acender
Talvez noutra terra, noutra instituição
Sempre com mesma força e paixão.
Quis uma decisão críptica, informada na noite escura,
Que esta alma se calasse e não dissesse ao mundo
O que se passa de mal no Estado em Portugal
Somos como velas.
Consumimo-nos no que acreditados.
E eu acredito que é possível mudar PORTUGAL


Alcainça, 5 Março 2020
Henrique Martins

Se tivesse dúvidas quanto aos motivos da não recondução de Henrique Martins, ele próprio conseguiu justificar a justeza da decisão.

Soundbites e informação

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No meio da uma iminente epidemia em Portugal, causada pelo COVID-19, à falta de casos positivos para regalar os alarmismos dos títulos dos jornais, usam-se frases da Directora Geral de Saúde numa entrevista, em que fala de cenários e número de infectados na totalidade do decurso da referida epidemia.

Em tempos de crise, seja ela de saúde ou outra, a informação é a base de todas as decisões e de todos os planeamentos para minimizar os impactos sociais, económicos, etc. O rigor, a serenidade e o sentido de responsabilidade deveriam pautar as linhas editoriais dos media.

Assiste-se exactamente ao contrário. Graça Freitas tem sido clara, serena e esclarecedora. Mas nada a salva, a ela nem a ninguém, da pesca de soundbites para angariar leitores, independentemente da justeza e verdade dos factos.

Estamos preparados? Tal como o resto do mundo com sistemas de saúde organizados, como é o caso do nosso, estamos preparados para nos prepararmos. É sempre assim, com todas as epidemias, todos os anos. A contribuição tem que ser de todos, começando nas Instituições e acabando nos cidadãos. Calma e serenidade, atenção e confiança. O medo é o pior conselheiro e o mais terrível vírus de todos.

Sites informativos e fidedignos:

Direcção Geral de Saúde; Organização Mundial de Saúde

Artigo informativo: The Guardian