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Do orgulho

por Sofia Loureiro dos Santos, em 17.12.18

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Aprovado por unanimidade

 

 

VOTO N.º 660/XIII/4.ª DE PESAR PELO FALECIMENTO DE

GENERAL LOUREIRO DOS SANTOS

 

É com profundo pesar que a Assembleia da República assinala o falecimento do General José Alberto Loureiro dos Santos.

 

O General Loureiro dos Santos era considerado um dos mais notáveis militares da sua geração, cuja distinta carreira o levou aos cargos de Vice-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e Chefe do Estado-Maior do Exército. Também na política, teve papel de relevo ao desempenhar o cargo de Ministro da Defesa Nacional nos IV e V Governos constitucionais.

 

Nascido a 2 de setembro de 1936, em Vilela do Douro, no concelho de Sabrosa, Vila Real, concluiu com distinção os estudos secundários em 1953, tendo ganho o prémio nacional de melhor aluno dos liceus, e ingressou na Escola do Exército, onde se formou em Artilharia.

 

Combatente na Guerra Colonial, o General Loureiro dos Santos participou na Revolução de Abril, tendo assumido o cargo de secretário do Conselho da Revolução, e foi um elemento ativo no processo de transição para a democracia em Portugal.

 

Doutrinador com vasta obra publicada, o General Loureiro dos Santos foi um dos grandes mestres da moderna escola de Estratégia em Portugal, com um papel fundamental no moldar do pensamento militar do pós-25 de Abril e na definição teórica da política externa portuguesa.

 

O General Loureiro dos Santos lecionou no Instituto de Estudos Superiores Militares, do qual fez parte do conselho científico, e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) — no qual foi membro do Conselho de Honra. Era também membro da Academia das Ciências de Lisboa e do Conselho Geral da Universidade Nova de Lisboa, como personalidade externa.

 

Foi membro fundador do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, membro do Centro de Estudos Estratégicos do Instituto de Altos Estudos Militares, membro do Grupo de Reflexão Estratégica do Ministério da Defesa Nacional e participou na Comissão de Revisão do Conceito Estratégico de Defesa Nacional em 2012.

 

Como comentador de assuntos de estratégia, segurança e defesa, o General Loureiro dos Santos era presença frequência nos meios de comunicação social, tendo granjeado a admiração do grande público.

 

Reunida em sessão plenária, a Assembleia da República lamenta profundamente a morte do cidadão ilustre, do militar exemplar e do pensador ímpar e endereça à família, aos amigos e ao Exército português as mais sentidas condolências. Palácio de São Bento, 21 de novembro de 2018.

 

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

 

Outros subscritores: André Pinotes Batista (PS) — Lúcia Araújo Silva (PS) — José Manuel Carpinteira (PS) — Lara Martinho (PS) — Maria Conceição Pereira (PSD) — Ivan Gonçalves (PS) — Wanda Guimarães (PS) — Santinho Pacheco (PS) — Francisco Rocha (PS) — José Rui Cruz (PS) — António Sales (PS) — Ricardo Bexiga (PS) — Ana Passos (PS) — Norberto Patinho (PS) — João Marques (PS) — Sofia Araújo (PS) — Rui Riso (PS) — Cristina Jesus (PS) — Odete João (PS) — Maria Augusta Santos (PS) — Joana Lima (PS) — Ana Sofia Bettencourt (PSD) — Luís Pedro Pimentel (PSD) — Carla Sousa (PS) — Carla Tavares (PS) — Maria Manuela Tender (PSD) — Luís Leite Ramos (PSD) — Eurídice Pereira (PS) — Edite Estrela (PS) — Paulo Pisco (PS) — Luís Vales (PSD) — António Costa Silva (PSD) — Susana Lamas (PSD) — Nilza de Sena (PSD) — Elza Pais (PS) — João Gouveia (PS) — Regina Bastos (PSD) — Margarida Mano (PSD) — Maria Germana Rocha (PSD) — Alexandre Quintanilha (PS) — Berta Cabral (PSD) — Pedro Pimpão (PSD) — Sandra Pereira (PSD) — Sara Madruga da Costa (PSD) — Ana Oliveira (PSD).

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publicado às 11:42

Intrusos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.11.18

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Jonathan Callan

 

Os óculos abandonados sobre a secretária, os papéis cobertos de anotações, números e letras ilegíveis, os jornais espalhados pela mesa, uma manta, o pijama passado a ferro e dobrado, a sensação constante de que vai aparecer à porta um vulto quase sem espessura, quase transparente, o som da voz ainda forte, a silabar os nomes. Os despojos, os artefactos que representam os dias, as pequenas tarefas quotidianas, os gestos que fazem o ritual de viver, o alimento do corpo e do espírito. Uma casa que repentinamente se despiu e esfriou, recolhendo os intrusos que devassam sem querer um santuário.

 

Papéis e livros, livros e papéis, assim se vai construindo uma história, uma tão exígua amostra de tantos anos de mudanças, vitórias, dúvidas, derrotas, pensamentos elevados e mesquinhos, amores e desamores, alegrias e tristezas, companhia e solidão. Tão pouco resta de nós, tão pouco significativos e importantes somos à luz do que nos julgamos.

 

Não é fácil encarar a ausência definitiva. Temos que esperar o dia em que o tempo faz as pazes para conseguirmos aceitar a nossa própria incapacidade de esquecer.

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publicado às 19:47

Hoje

por Sofia Loureiro dos Santos, em 17.11.18

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Há sempre uma hora que tememos e que sabemos inevitável, aquela que teremos que viver. Todas as árvores morrem e o meu pai, qual árvore de tronco rijo, com as raízes bem presas nas suas convicções e na bravura do que conseguiu, partiu com o silêncio e a certeza do dever cumprido.

 

Foi muitas coisas, tantas como tanto já disseram e escreveram, mas para além de todas as coisas foi um homem honrado que honrou a sua vida e o seu País. Foi um modelo e uma razão, um exemplo e uma inspiração, com todos os defeitos e qualidades que todos os pais têm aos olhos dos filhos.

 

Por isso, hoje, sabendo que ninguém será nunca insubstituível, tenho a certeza de que, para mim, ele não é substituível.

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publicado às 19:06

Miguel Portas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.04.12

 

 

Miguel Portas foi um homem que sempre lutou por aquilo em que acreditava. Tinha uma força que lhe vinha das suas profundas convições. Serviu o País em vários momentos e em várias circunstâncias. Devemos-lhe uma merecida homenagem.

 

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publicado às 21:45

Maria José Nogueira Pinto

por Sofia Loureiro dos Santos, em 06.07.11

 

 

Maria José Nogueira Pinto era uma mulher de fibra, com uma intervenção importante na vida política portuguesa. Independentemente das opções políticas de cada um, Portugal perde precocemente alguém de cuja presença precisava.

 

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publicado às 19:05

António Feio

por Sofia Loureiro dos Santos, em 30.07.10

 

Tal como disse José Pedro Gomes (em baixo, aos 3 minutos), António Feio fez muito pelo teatro. Tanto que hoje, devido ao António, à noite vai haver teatro a passar na RTP1, na SIC e, ao domingo, na RTP2,  coisa raramente vista.

 

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publicado às 22:15


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