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Nagasaki

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.08.20

nagasaki.jpeg

Nagasaki

Nota: O autor desta fotografia é controverso.

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publicado às 12:05

I Grande Guerra (1914 - 1918) - Nunca esquecer

por Sofia Loureiro dos Santos, em 11.11.19

Somme_July_1916.jpg

Somme (Julho/1916)

Grande Guerra

remembrance-day.jpg

11 de Novembro de 2019

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publicado às 14:27

100 anos depois

por Sofia Loureiro dos Santos, em 11.11.18

armistício 2.jpg

11 de Novembro de 1918

Assinatura do Armistício em Compiègne

 

armistício 1.jpg

 Imperial War Museum

 

100 anos.png

11 de Novembro de 2018

 

 

Levantados da lama

do fragor dos corpos

da explosão do mundo

levantados do inferno

que tão bem costuramos

e sofremos vamos

acumulando chuvas

e ventos desleixando

rios e cantos

refazendo cautelosamente

o lodaçal para que

nos enterremos

de novo na lama.

 

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publicado às 17:23

Pombos de guerra

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.07.18

Cher_Ami.jpg

Cher Ami

 

 

Na era das comunicações digitais, globais e internáuticas, em que a comunicação é instantânea e os segredos deixaram praticamente de existir, causa-nos uma enorme estranheza a utilização de pombos como mensageiros, ainda por cima em tempo de guerra, em que as informações são extremamente sensíveis.

 

E, no entanto, os pombos (especificamente uma determinada raça, os homing pigeons) foram importantíssimos para o esforço de guerra, em todos os lados do conflito, pela capacidade única de conseguirem regressar a um local de onde partiram (homing) por aquilo a que se chama magnetorecepção (capacidade de detectar um campo magnético para estabelecer coordenadas de altitude, direcção e localização). Há registos da utilização dos pombos como mensageiros militares desde o império romano.

 

Nas I Guerra Mundial um pombo (o Cher Ami) foi condecorado com a Croix de Guerre, pelos valorosos serviços prestados na Batalha de Verdun. Na II Guerra Mundial a Dickin Medal foi atribuída a 32 pombos.

 

Mesmo neste século ainda há notícias de pombos usados em comunicações militares. É extraordinária a capacidade do Homem em colocar a natureza ao seu serviço, transformando os animais em extensões das suas necessidades.

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publicado às 16:16

A poesia na Grande Guerra

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.07.18

gassed.jpg

Gassed

John Singer Sargent

 

All a poet can do today is warn. That is why the true poet must be truthful

Wilfred Owen

 

poesia é um dos grandes testemunhos da I Guerra Mundial. Muitos dos poetas eram jovens que combateram e morreram nas batalhas ou como consequência delas. A poesia foi um meio de expressarem o seu medo, a sua fúria, a sua tristeza, a sua vulnerabilidade. Transformaram-se nas vozes das consciências dos povos, pela sua comovedora sinceridade e honestidade, numa linguagem que se desligou de artificialismos formais e nos aproxima do sofrimento, da amizade e da solidariedade.

 

Muitos foram os que publicara os seus poemas durante a Grande Guerra, havendo inúmeras antologias já do pós-guerra.

 

IN FLANDERS FIELDS

 

In Flanders fields the poppies blow

Between the crosses, row on row,

    That mark our place; and in the sky

    The larks, still bravely singing, fly

Scarce heard amid the guns below.

 

We are the Dead. Short days ago

We lived, felt dawn, saw sunset glow,

    Loved and were loved, and now we lie,

        In Flanders fields.

 

Take up our quarrel with the foe:

To you from failing hands we throw

    The torch; be yours to hold it high.

    If ye break faith with us who die

We shall not sleep, though poppies grow

        In Flanders fields.

 

John Mccrae

 

 

THE DEAD

 

These hearts were woven of human joys and cares,

      Washed marvellously with sorrow, swift to mirth.

The years had given them kindness. Dawn was theirs,

      And sunset, and the colours of the earth.

These had seen movement, and heard music; known

      Slumber and waking; loved; gone proudly friended;

Felt the quick stir of wonder; sat alone;

      Touched flowers and furs and cheeks. All this is ended.

 

There are waters blown by changing winds to laughter

And lit by the rich skies, all day. And after,

      Frost, with a gesture, stays the waves that dance

And wandering loveliness. He leaves a white

      Unbroken glory, a gathered radiance,

A width, a shining peace, under the night.

 

Rupert Brooke

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publicado às 15:06

Da incerteza das certezas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 14.04.18

trump putin.png

 

Depois do embuste que levou à guerra no Iraque, de que já aqui falei mais de uma vez, como nos podemos sentir seguros perante a afirmação de Macron sobre as provas do uso de armas químicas pelo regime Sírio?

 

Que elas foram usadas, parece não haver dúvidas. Inaceitável e muito suspeito é o facto da Rússia vetar investigações independentes, patrocinadas pela ONU, impedindo que as decisões sejam totalmente suportadas por provas colhidas por uma Comissão que não esteja manipulada por qualquer das partes.

 

Mas tudo isto me angustia e alarma. A credibilidade dos actores políticos é nenhuma e qualquer passo dado pode desencadear tempestades impossíveis de controlar. Infelizmente, as Nações estão pouco Unidas e a força que têm para se fazerem ouvir é nenhuma.

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publicado às 16:31

Das cautelosas cautelas do PCP

por Sofia Loureiro dos Santos, em 21.04.17

pcp chechenia.jpg

 

 

O PCP só tem certezas quando se trata dos desmandos dos EUA, dos seus aliados capitalistas e opressores do povo trabalhador. Quanto à Rússia e aos seus amigos e protegidos, tudo são dúvidas existenciais e cautelas adicionais.

 

Será que há uma perseguição contra os LGBT na Chechénia? Será que estão a colocar pessoas em campos de concentração devido à sua orientação sexual? Será que a Coreia do Norte é uma democracia? Será que o regime Sírio tem armas químicas e as pode usar contra o seu povo? Será?

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publicado às 16:58

O uso das armas químicas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.04.17

O facto de se condenar o uso de armas químicas na Síria não é o mesmo que aplaudir o ataque dos EUA. A rapidez com que já se concluiu que tinha sido Bashar al-Assad o responsável, aceitando a intervenção dos EUA sem mais explicações e à margem das Instituições internacionais, recorda o que se passou com a manipulação informativa aquando da guerra do Iraque, nomeadamente com a evidência de existência das armas de destruição maciça. Não podemos, no entanto, escamotear que houve, de facto, um horrível ataque com armas químicas.

 

Mas a estratégia do PCP de tentar desviar o assunto que se discute com outros horríveis pecados do adversário, desculpabilizando os seus aliados, é também conhecido, arcaico e desonesto.

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publicado às 11:35

Do arcaísmo ideológico ainda vivo

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.04.17

O PCP continua a manter as suas costumeiras características de uma cegueira ideológica arcaica. Inacreditável que, perante um inqualificável crime de guerra na Síria, com a utilização de premeditada de armas químicas, não se tenha juntado ao voto de condenação no Parlamento português. Pelo contrário, condena os EUA pelo bombardeamento que se lhe seguiu.

 

É lamentável e incompreensível.

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publicado às 22:02

Da inutilidade das palavras

por Sofia Loureiro dos Santos, em 04.04.17

siria.jpg

 

 

Não há já palavras nem indignação que nos ajudem perante tantas e tão repetidas atrocidades. Talvez o silêncio seja a única forma de respeito que sobra. O que não significa que aceitemos.

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publicado às 21:58


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