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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

O indizível susto da democracia (2)

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De novo, a Grécia quer que a escolha do povo decida o seu destino. De novo há um Primeiro-ministro grego que, perante a impossibilidade de cumprir o mandato para o qual se comprometeu, quer perguntar aos cidadãos se aceitam ou recusam a proposta que a Europa lhes está a impor.

 

Não tenhamos dúvidas - esta não é uma Europa democrática. Esta é uma Europa que pretende manter a todo o custo a direita conservadora no poder, fazendo letra morta de conceitos tão nobres como solidariedade, liberdade e democracia, ideias fundadoras da União Europeia (vale a pena ler Pacheco Pereira no Público).

 

A nobreza não paga dívidas e a democracia deixou de ser um valor para passar a radicalismo extremista. Foi assim classificada a escolha eleitoral do Syriza, são assim rotulados os Ministros gregos, é por isso que a direita impõe as escolhas políticas internas para uma suposta ajuda internacional.

 

Pela postura de Passos Coelho e de Cavaco Silva, Portugal coloca-se do lado antidemocrático. Admiro Tsipras e Varoufakis e o seu radicalismo que se revela no respeito pela dignidade do seu País, pela convicção de que é a vontade do povo que prevalece e que o governo pertence a cada um dos países soberanos que fazem parte desta caricatura em que se transformou a Europa.