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Populismo e trapalhadas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 31.08.20

trapalhadas.jpg

Marcelo Rebelo de Sousa, fala, fala e fala demais, dizendo o que não devia, metendo-se onde não deve meter-se. A DGS não tem que ser politizada e Marcelo sabe muito bem disso, ou deveria saber.

Por outro lado, se a DGS não tinha que divulgar as orientações em relação à festa do Avante (e, de facto, quem deveria divulgá-las seria o próprio PCP), o governo não tinha que a desautorizar, correndo atrás de Marcelo e de Rui Rio. O populismo a ser o norte e o sul da política portuguesa.

Tanta trapalhada!

Começo a pensar que é mesmo importante que Ana Gomes avance para a Presidência.

 

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publicado às 14:41

Debates e democracia

por Sofia Loureiro dos Santos, em 23.07.20

Estou de acordo com todos os que se opõem à redução dos debates parlamentares quinzenais, em que o Primeiro-ministro e o governo são confrontados com o escrutínio Parlamentar.

O trabalho do Parlamento é legislar e escrutinar a actuação do governo. Um dos trabalhos do Primeiro-ministro é responder aos parlamentares. Este tique autoritário de deixem-no e deixem-me trabalhar é uma submissão ao populismo, muitas vezes denegrido mas abraçado nestes gestos que são bastante significativos do que se pensa da actividade dos deputados.

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publicado às 14:22

O jornalismo a que temos direito (2)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 18.06.20

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Não sei se é por ignorância: só há UMA Ordem dos Médicos, que tem órgãos representativos regionais - a Secção Regional do Norte, a Secção Regional do Centro e a Secção Regional do Sul, cada uma com o seu Presidente, ou por não saber expressar-se por escrito. Para a jornalista Rita Rato Nunes o Presidente da Ordem dos Médicos do Sul (Alexandre Valentim Lourenço) fez declarações retumbantes, pelo que é preciso dar-lhes o devido realce, mesmo dando-lhe uma função inexistente.

Mas o mais cómico, ou dramático, é que esta asneira foi replicada por variados meios de comunicação que, de forma acéfala e sem qualquer juízo crítico, propagam disparates com o maior desplante. Mas incompetentes são os ministros novatos e titubeantes.

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publicado às 22:16

O jornalismo a que temos direito (1)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 18.06.20

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Vale a pena ler esta notícia, escrita por João Pedro Henriques, na sua qualidade de jornalista e não na de opinador.

Começa logo pelo título: A entrada de Leão: retórica hesitante mas os truques de sempre.

Portanto o novo ministro das Finanças está a ser avaliado pelo jornalista – esteve hesitante. Quanto aos truques de sempre já todos sabemos que os políticos são uns aldrabões, e pretendem enganar-nos com truques, mas ainda por cima são pouco espertos, porque recorrem aos de sempre. E o Sr. Jornalista, já rodado nestas coisas de ministros e truques, fareja-os à distância.

Depois continua a notícia - ele é novato e titubeante, sempre ao lado do Primeiro-ministro (pois estaríamos à espera de que estivesse ao lado de quem?), usando as armas dos socialistas (o ataque é a melhor defesa), ele explica como se fosse o elemento de um júri o resultado do exame de um aluno particularmente mal dotado.

É tal a arrogância, a pesporrência, o desprezo e a deselegância que dói ver o DN a abraçar o estilo dominante e modernaço dos pseudojornalistas que pensam que quem os lê está interessado em saber a sua opinião.

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publicado às 21:49

Mário Centeno

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.06.20

centeno.jpg

Expresso

 

Na sua estreia parlamentar, em 2015, Mário Centeno foi gozado pela direita. O País ainda estava perplexo com a reviravolta pós-eleitoral, uns esperançosos outros raivosos. O ministro das Finanças era uma pedra chave da Geringonça e, depois de Vítor Gaspar, ter um Ministro peculiar que se estreava na política levantava muitas dúvidas e muitos receios. Sei que foi o que aconteceu comigo.

E no entanto, ano após ano, Mário Centeno foi acertando as contas e cumprindo promessas e previsões, muitas vezes incompreendido mas com os melhores resultados de sempre. Foram cerca de 6 anos memoráveis.

Esperemos que a sua saída não faça regressar o descrédito dos cidadãos no governo. A tarefa do seu sucessor é hercúlea e não há ninguém insubstituível. Mas Mário Centeno merece os nossos agradecimentos e aplausos.

Aguaremos os próximos tempos.

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publicado às 18:48

Traquitana

por Sofia Loureiro dos Santos, em 12.10.19

traquitana 2.jpg

puzzle

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publicado às 12:30

Traquitana ou Carripana

por Sofia Loureiro dos Santos, em 11.10.19

traquitana.jpg

 

Catarina Martins sabia que, sem o PCP, o PS não teria condições para assinar um acordo de legislatura com o BE.

 

O PCP terá que digerir a pesada derrota eleitoral e não faltarão vozes a ligá-la à sua participação na Geringonça. Não é essa a minha interpretação, pois acho que o PCP está a percorrer o caminho inexorável de um partido que assenta naquilo que já não existe.

 

As circunstâncias de 2015 mudaram e são totalmente diferentes. Uma coisa é certa - a solução governativa anterior foi sufragada pelo povo - a mudança na continuidade. Seja Geringonça, Caranguejola, Traquitana ou Carripana, o PS tem mandato para se entender com o BE e o PCP (e o Livre e até o PAN). Espero que todos cumpram a vontade eleitoral.

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publicado às 21:29

Rescaldos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.10.19

resultados 2019.JPG

O povo quer uma nova Geringonça. Não sei se vai ser mais fácil do que em 2015, mas António Costa já nos habituou à sua habilidade política.

Mas o PS tem que olhar bem para dentro de si quando a análise dos votantes mostra que o voto no PS está envelhecido e é de gente pouco qualificada.

Os jovens qualificados têm empregos precários e mal pagos, não conseguem resolver o problema da habitação e não conseguem levar uma vida independente, com qualidade. Os jovens em Portugal revêm-se cada vez menos nas propostas do PS.

O PSD e o CDS tiveram uma pesada derrota. Acho que Rui Rio ainda não percebeu.

A abstenção mantém-se e é muito preocupante, tal como a entrada da extrema-direita no Parlamento.

Tempos complicados se avizinham.

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publicado às 22:33

Das eleições

por Sofia Loureiro dos Santos, em 14.09.19

ICS-ISCTE 13SET19.JPG

Sondagem ICS/ISCTE 13/09/2019

 

A menos de 1 mês das eleições legislativas, todos os esforços devem ser dirigidos ao combate à abstenção. Não há sondagens que resistam à contagem dos votos.

Os debates e as entrevistas têm corrido com civilidade e bonomia o que, quanto a mim, é uma bênção. Mas ainda faltam muitos dias de campanha, de redes sociais e directos pelas televisões, a chamarem sound bites, pelo que não me engano com tão bons augúrios.

A novidade destas eleições são o PAN, levado ao colo pelos media, e o PSD, vilipendiado pelos mesmos media. A verdade é que ninguém tem paciência para ler programas e vale a pena ir lendo o do PAN, que tem tiques de autoritarismo, como todos os que se acham iluminados e donos da verdade, e que se esquece de tantas áreas importantes da governação e da sociedade.

O BE tenta o impossível para crescer, principalmente à custa do PS. A demagogia e o oportunismo político do BE está bem patente na guerra às PPP e nas promessas de nacionalização de tudo o que mexe. Mais tiques de autoritarismo.

Habituámo-nos a pensar que a uniformização era a chave para maior rigor e maior eficiência. Cada vez estou mais em desacordo. As experiências diversas na saúde, na educação, em todas as áreas da sociedade deveriam ser avaliadas individualmente e acarinhadas, caso os resultados fossem positivos. Fala-se muito da satisfação das pessoas mas não se respeitam as suas necessidades e não se aplaudem as iniciativas que vão de encontro a essas mesmas necessidades.

Espero mais manipulação, desinformação e títulos tremendistas nas próximas semanas. É preciso não esmorecer e duvidar de tudo o que se lê e ouve. E depois escolher e ir votar. Votar é o mais importante de tudo. A decisão é sempre nossa.

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publicado às 09:42

Das tempestades que se levantam

por Sofia Loureiro dos Santos, em 09.08.19

Gostava imenso que Roque da Cunha dissesse ao governo e a todos nós como iria convencer os obstetras com mais de 55 anos a fazer urgências (61% em 2017) e os que têm mais de 50 anos a fazê-las à noite. Quais os incentivos, vantagens, condições, etc, que estaria disposto a dar para assegurar equipas legais nas urgências.

 

E também gostava de saber qual a razão porque não estava de acordo com as urgências rotativas na área da Grande Lisboa, uma forma de juntar e optimizar escassos recursos, quando ela foi proposta e infelizmente de imediato retirada, pela ARSLVT.

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publicado às 21:43


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