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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Spaghetti Bâle

 

Está frio e escuro. Tarde de sábado invernosa, boa música e boa disposição, enrolada numa manta e divertindo-me.

 

Já que estamos em altura de escolhas e concursos, seguindo a excelente prestação deste blogue naquele que é já uma tradição natalícia da blogosfera nacional, e que tantos e tão sofisticados prémios distribui aos felizes vencedores, lanço aqui outro desafio: pretende-se eleger a peça mais estranha, maravilhosa, inútil ou genial de mobiliário que conseguirem descobrir.

 

A minha contribuição foi difícil de decidir, mas aqui está ela. A união do descanso à leitura e à natureza, tudo num cadeira que pode ser de jardim, sala, corredor ou sala de espera.

 

 Pablo Reinoso: Spaghetti Bâle

 

Neve

 

Gelo e dilato os pulmões, uma imensa vontade de voar, uma imóvel nostalgia seca-me o rosto. É necessário este vento agreste, esta imensidão de nada, sem que se ouçam aves ou árvores, apenas a voz dos nossos sentidos. Aqui o tempo pesa na solidão do vazio, nos abrigos das mãos de neve, nos mantos que se aquecem de luz.

 

Azul e branco, branco e azul, a morte pendura o casaco e espera.

 

Eduardo Gavín

 

Aos meus companheiros bloguistas, que não nomeio, peço um olhar para esta encosta de neve. Serão assim os vossos dias de invernia tristeza ou de gelada paixão? Aqui vos espero e ouço.