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Bloqueio Institucional e político

O Chega que já chegou

por Sofia Loureiro dos Santos, em 27.03.24

Parlamento.jpg

Dignidade

 

O dia de ontem, na Assembleia da República, foi o início de uma caminhada para o abismo na credibilidade e na qualidade dos trabalhos parlamentares.

Tudo foi mau: modos, atitude, grosseria e, mais grave que isso, o total desrespeito pelo papel dos deputados e do Parlamento. A globalização do Trumpismo, do achincalhamento, da falta de sentido de Estado e de Serviço Público ficou bem patente com as decisões e contra-decisões dos deputados do Chega. Excepção foi a dignidade com que António Filipe conduziu os trabalhos.

Será o mote para uma legislatura de bloqueio. Até às próximas eleições.

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publicado às 17:07

O Povo é soberano

por Sofia Loureiro dos Santos, em 10.03.24

projecoes 2024.jpg

A Democracia a funcionar. Gostemos ou não, o Povo pronunciou-se de forma inequívoca.

Esperemos que todos estejam à altura das suas responsabilidades.

A chegada de um partido de extrema direita à esfera do poder não é, infelizmente, uma surpresa. Não há maiorias nem à esquerda nem à direita. É possível um governo?

Que os líderes dos partidos democráticos defendam a Democracia. É o principal.

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publicado às 20:48

As declarações de que necessitamos

Por uma questão de higiene

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.02.24

attitude.jpg

Attitude

Seda Eyüboğlu

 

Que os líderes políticos dos partidos democráticos, que aceitam o regime pluralista, o primado da liberdade, da igualdade e da são convivência entre indivíduos, que defendem a separação entre poderes, declarem, inequivocamente:

Nunca, seja por acção ou por omissão, deixaremos que o partido de extrema-direita CHEGA possa ser a solução para um governo, independentemente de ser apenas com acordos e apoios parlamentares ou integrante do próprio executivo.

Por uma questão de decência.

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publicado às 11:46

Village of Secrets

por Sofia Loureiro dos Santos, em 17.02.24

village of secrets.jpg

Muitas vezes me questiono sobre os valores morais, a decência, a mudança dos mesmos e das suas definições ao longo dos séculos, o que é aceitável em 1500, 1900, 1940 ou 2024, de como, no século XXI, tantos comportamentos assustadores e inimagináveis começam a reaparecer. Como foram possíveis, no último século, e como estão eles a renascer?

A relatividade com que, hoje, se fala dos direitos, liberdades e garantias, a falta de sobressalto quando se ouvem líderes políticos defenderem atitudes, comportamentos, leis, que há uns anos nos pareceriam dignos de gente louca, terrorista ou criminosa, mostra bem que somos os mesmos, a mesma massa humana, e que tantos séculos de evolução pouco mudaram a nossa mente.

Mas na verdade, as pulsões da intolerância, da xenofobia e do racismo mantêm-se, por vezes mais abertas por vezes mais escondidas. O que permitiu às sociedades ocidentais fenómenos ditatoriais e de escravização das minorias, dos diferentes, a forma como rapidamente o anti-semitismo cresce e se espalha, como gente comum se torna em gente mesquinha, medrosa, criminosa (a tal banalidade do mal), é aquilo a que vamos assistindo, ciclicamente, ao longo da História.

Porque os sentimentos humanos, a generosidade e a solidariedade, o respeito pelo outro, a empatia e a compaixão, a certeza de que há atitudes, pensamentos e valores que são certos e que devem ser defendidos a todo o custo, mostram-nos que somos amálgamas imperfeitas mas que há sempre aqueles que são justos, mesmo com risco da própria vida.

O livro Village of Secrets - Defying the Nazis in Vichy France, é a história de muitos heróis simples e discretos, gente que, mesmo com as dificuldades da ocupação, com a fome e o roubo a que permanentemente estavam sujeitos pelos ocupantes alemães, aqueles que se negaram a colaborar com a regime de Vichy, numa comuna francesa junto à fronteira com a Suíça (Le Chambon-sur-Lignon), fizeram das suas casa, quintas, hotéis, cafés, escolas, caves, dos seus amigos, conhecidos, familiares, um exército civil de resistência, de esconderijos e refúgio para judeus, criação de identidades falsas e arquivos de nomes verdadeiros de crianças, juntamente com impressões digitais, para que, na esperança de um fim mais feliz, fosse possível aos milhares de martirizados que ajudavam, recuperarem o mínimo da sua identidade familiar e cultural.

Não nos enganemos. Podemos ser os libertadores e os algozes. Aquilo a que vamos assistindo pelo mundo, à destruição da decência, a criação de verdades e de factos alternativos, o desatar dos nossos mais baixos instintos, auguram o regresso da escuridão. Felizmente há sempre alguma luz. Que não a percamos de vista.

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publicado às 16:13

A Visita dos Candidatos

Legislativas 2024

por Sofia Loureiro dos Santos, em 17.02.24

visita dos candidatos.jpg

Há muitos anos, mais precisamente 47, houve um concurso televisivo que se chamava A Visita da Cornélia.

Vários pares de candidatos aos prémios tinham que fazer provas, das mais diversas, sendo avaliados por um júri, que dava notas.

Temos, agora, a renovação deste género de consursos - A Visita dos Candidatos. Os júris são diferentes, consiante os meios de informação, mas tudo o resto é semelhante. Os candidatos cumprem as provas, cada vez mais histriónicas e disparatadas, mas o espetáculo tem que continuar.

candidatos legislativas.jpg

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publicado às 11:59

O Estado da Justiça e da Democracia

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.02.24

demissao tancos.jpg

Público - 12/10/2018

 

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Público - 07/01/2022

 

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Público - 10/11/2022

 

absolvicao corrupcao.jpg

Público - 15/02/2024

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publicado às 21:21

Entrudos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 13.02.24

entrudo xisto gois.png

Entrudo - aldeias do xisto de Góis

 

É mesmo um Carnaval, ao que vamos assistindo.

Em vésperas de eleições, os bailes televisivos são feios, cacofónicos, inúteis, tristes, dispensáveis. Nem as máscaras são novas, nem bem feitas, nem vistosas. Apenas velhas, defeituosas e assustadoras.

Ouvem-se palavras e ideias, palavras sem ideias e ideias verdadeiramente inomináveis. Parece que, de repente, todos nos transformámos em gente grosseira, sem princípios nem valores, de uma estreiteza de vistas difíceis de compreender.

De tudo se faz tábua rasa - militares e paramilitares a fazer greve e filiados em partidos? Por que não? Ameaças de boicote às eleições? Qual o problema? Criminalizar os imigrantes sem autorização de residência? Os malandros que nos andam a tirar empregos e a islamizar?

As guerras na Ucrânia e israelo-palestiniana? Não têm interesse nenhum. O que é importante é o leilão das medidas, sem qualquer base estratégica, sem qualquer noção do que se quer, do rumo e do investimento (não só financeiro) que se entende melhor para o futuro.

Infelizmente, o Entrudo não acaba amanhã. Estaremos em corso sem paragem pelo menos até 10 de março. Em Portugal, nos EUA, na Europa. Mais tarde ou mais cedo, virá a Quaresma.

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publicado às 11:31

A democracia encontrará um caminho

por Sofia Loureiro dos Santos, em 12.11.23

Jurassic Park

Os acontecimentos da última semana em Portugal, em que um Parlamento eleito há cerca de 1 ano, com uma maioria absoluta que suporta um governo, é dissolvido por causa da queda do mesmo, são muito preocupantes.

António Costa pede a demissão após as diligências resultantes de investigações a membros do seu governo, envolvidos em supostos casos de corrupção, assim como a existência de suspeitas relativas ao seu próprio comportamento, por ter sido mencionado em escutas telefónicas.

O Presidente aceita a demissão, resolve dissolver a Assembleia da República e marcar novas eleições, mantendo o governo e o Primeiro-ministro em funções, até à aprovação do OE para 2024.

Era mesmo necessário que fosse António Costa a assegurar o governo, já demitido? Não seria possível a Ministra Mariana Vieira da Silva, Ministra da Presidência, ou qualquer outro dos Ministros, assumir o governo até às eleições?

O comportamento e a morosidade da Justiça em todo o nosso período democrático não é de molde a tranquilizar ninguém. Seja qual for o desfecho, o facto é que houve uma intervenção da Justiça no normal funcionamento das Instituições.

Não havia alternativa às eleições antecipadas. Resta-nos esta esperança: a democracia encontrará um caminho (*).

(*) Life finds a way

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publicado às 10:45

Ataque à democracia brasileira

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.01.23

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TSF

 

No Brasil a democracia treme. As regras do voto livre, da aceitação dos resultados eleitorais, da sã convivência entre as várias alas políticas, a tolerância e o respeito pelas Instituições são cada vez mais uma miragem.

Como nos EUA, os camaradas de Trump seguem-lhe o exemplo.

A extrema-direita pulula e tende a clonar-se. A polícia assiste, impávida, aso ululantes terroristas internos.

Como isto tudo é dolorosamente conhecido. Como tudo isto é assustadoramente premonitório.

O viver democrático está a deixar de fazer sentido para muita gente.

Tempos de chumbo.

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publicado às 20:43

Brasil

por Sofia Loureiro dos Santos, em 01.11.22

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O próximo Presidente

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publicado às 11:57


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