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25 Abril 2020

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.20

Zeca Afonso & Manuel de Oliveira

 

Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já

Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá

Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar

De espada à cinta, já crê que é rei d'aquém e além-mar

 

Não me obriguem a vir para a rua gritar

Que é já tempo d'embalar a trouxa e zarpar

 

Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, Tiiiiiiiiiiiiii paraburibaie ...

 

A gente ajuda, havemos de ser mais eu bem sei

Mas há quem queira, deitar abaixo o que eu levantei

A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustem

Só nesta rusga, não há lugar prós filhos da mãe

 

Não me obriguem a vir para a rua gritar

Que é já tempo d' embalar a trouxa e zarpar

 

Bem me diziam, bem me avisavam como era a lei

Na minha terra, quem trepa no coqueiro é o rei

A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustem

Só nesta rusga, não há lugar prós filhos da mãe

 

Não me obriguem a vir para a rua gritar

Que é já tempo d'embalar a trouxa e zarpar

 

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publicado às 11:09

25 Abril 2020

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.20

25 abril 2020.JPG

André Carrilho

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publicado às 10:59

25 Abril (1974 - 2020)

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.20

25042020.jpg

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publicado às 10:44

A democracia não está suspensa

por Sofia Loureiro dos Santos, em 19.04.20

Tudo se aproveita para acirrar os ânimos do populismo. A última moda é o pseudo ultraje pelas comemorações oficiais do 25 de Abril de 1974.

Num País a cumprir a segunda renovação do estado de emergência, em que a excepção abre a porta aos desvarios totalitários, é indispensável que as Instituições democráticas permaneçam em funcionamento e que demonstrem que a democracia se mantém e vai continuar, mesmo contra os apelos virais de quem usa o medo para alimentar a raiva contra os representantes eleitos do povo.

O Parlamento está a trabalhar, como todos os que podemos devemos fazer, dentro dos constrangimentos da pandemia. A falta de respeito seria exactamente o contrário. E o CDS, à falta de ideias que o salvem da extinção, cavalga a onda e copia o estilo do CHEGA.

O facto de não podermos ir para a rua comemorar o 25 de Abril só avoluma a importância da cerimónia parlamentar. As comemorações do 1º de Maio, desde que obedeçam às restrições impostas, são absolutamente legítimas e somos livres de participar, ou não, como acontece todos os anos, desde o dia 25 de Abril de 1974.

 

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publicado às 11:22

Venham mais cinco

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.19

Manuel de Oliveira

 

Venham mais cinco
Duma assentada
Que eu pago já
Do branco ou tinto
Se o velho estica
Eu fico por cá

 

Se tem má pinta
Dá-lhe um apito
E põe-no a andar
De espada à cinta
Já crê que é rei
Dàquém e Dàlém Mar

 

Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar

 

A gente ajuda
Havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira
Deitar abaixo
O que eu levantei

 

A bucha é dura
Mais dura é a razão
Que a sustem
Só nesta rusga
Não há lugar
Pr'ós filhos da mãe

 

Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar

 

Bem me diziam
Bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra
Quem trepa
No coqueiro
É o rei

 

José Afonso

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publicado às 22:02

Liberdade

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.19

25 abril sempre.jpg

 

Nada de palavras objectos ou flores
apenas olhares e sorrisos
o toque do carinho que nos liberta
neste dia igual e único
a que nos aconchegamos devagar
sem nunca nos despedirmos.

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publicado às 14:18

Discursos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.18

mbl.png

 

Gente jovem a discursar, a dizer bem e alto o que cumpre dizer, em nome da Liberdade e da Democracia, comemorando o 25 de Abril.

 

Refrescante o discurso de Margarida Balseiro Lopes. Ainda bem.

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publicado às 16:21

De Abril

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.18

25abril.jpg

25 Abril de 1974 - Largo do Carmo

Eduardo Gageiro

 

 

De Abril o brilho dos olhos nos cravos

armas flores e meninos espantados

liberdade perfumada para escravos

despertados pelos sonhos renovados.

 

Tantos anos que passaram num só dia

tanto tempo concentrado de ternura

desde sempre com a voz da poesia

para sempre com um cravo à cintura.

 

De Abril sinto o sal da alegria

um instante de contínuas ilusões

num País que do mundo sobraria

com a alma inundada de canções.

 

É de Abril a cor da mão que te ofereço

o carinho com que planto tanta espada

ao País que tanto sofro e desmereço

na certeza da perpétua madrugada.

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publicado às 14:58

Revoluções

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.04.18

cravos.jpg

 

 

Estamos perto de comemorar o 44º aniversário da revolução do 25 de Abril. Para além dos discursos oficiais, da repetição das imagens e dos sons emocionantes daquela madrugada e daquele dia, era muito importante que quiséssemos e soubéssemos fazer novas revoluções.

 

Uma revolução nas leis laborais, de forma a reduzir a idade da reforma, os horários de trabalho, a torná-los flexíveis e adaptáveis às funções e aos objectivos, incentivando o teletrabalho sempre que fosse possível. De uma assentada, reduzíamaos o desemprego e renovávamos os envelhecidos quadros, dando possibilidade aos jovens de ter uma vida própria e digna, capacitando os mais velhos para outra fase mais livre e descansada.

 

Uma revolução social, capacitando as comunidades de transportes locais, que pudessem recolher e conduzir os seus habitantes entre os supermercados, os jardins, os centros de saúde, etc., formando um grupo de apoio domiciliário para pequenas obras nas casas, para entrega de compras, para ajuda nas tarefas domésticas ou outras de que a população mais idosa cada vez precisa mais.

 

Uma revolução na saúde, deslocando a entrada no sistema para os centros de saúde e para o atendimento ao domicílio, fornecendo os centros de saúde de várias especialidades e vários especialistas, de médicos, técnicos, enfermeiros, assistentes administrativos e operacionais, retirando a pressão dos hospitais que deveriam ser apenas para os casos agudos e de curta duração.

 

Uma revolução na habitação, incentivando a recuperação das casas e proporcionando rendas acessíveis para todos, nomeadamente para quem quer iniciar a sua vida.

 

As pessoas precisam de tempo para praticarem exercício, para prepararem refeições, para acompanharem os filhos e os pais. As pessoas precisam de espaço próprio para construirem famílias, para serem autónomas, para se realizarem como cidadãos. As pessoas precisam de emprego minimamente estável para produzirem, para evoluírem, para poderem aspirar a uma vida condigna, terem filhos, viajarem, usufruirem, consumirem.

 

No próximo 25 de Abril, que tal vir a Geringonça (ou outras engenhocas) com estas ideias ou outras que inovem, que sejam realistas e que nos despertem para a esperança e para a felicidade?

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publicado às 17:27

Dos que morreram pelos cravos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.17

Guerra colonial: 1961 - 1974 (13 anos)

  • cerca de 10% da população portuguesa e mais de 90% dos mancebos foi envolvida na guerra;
  • terão morrido 8.831 militares portugueses, 4.027 em combate
  • embora de difícil contabilização, mais de 140 mil portugueses terão sido afectados psicologicamente

 

Mãe, a guerra

O capitão que quase enganou a tristeza

 

Manuel Alegre & Adriano Correia de Oliveira

 

 

Já lá vai Pedro Soldado

Num barco da nossa armada

E leva um nome bordado

Num saco cheio de nada

Triste vai Pedro Soldado

 

Branda rola não faz ninho

Nas agulhas do pinheiro

Não é Pedro Marinheiro

Nem no mar é seu caminho

 

Nem anda a branca gaivota

Pescando peixes em terra

Nem é de Pedro essa rota

Dos barcos que vão à guerra

 

Onde não anda ceifando

Já o campo se faz verde

E em cada hora se perde

Cada hora que demora

Pedro no mar navegando

 

Não é Pedro pescador

Nem no mar vindimador

Nem soldado vindimando

Verde vinha vindimada

Triste vai Pedro Soldado

 

Já lá vai Pedro Soldado

Num barco da nossa armada

Deixa um nome bordado

E era Pedro Soldado

 

Branda rola não faz ninho

Nas agulhas do pinheiro

Não é Pedro Marinheiro

Nem no mar é seu caminho

 

Deixa um nome bordado

E era Pedro Soldado

E era Pedro Soldado

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publicado às 19:47


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