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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Concerto de Ano Novo 2017

Gioachino Rossini: Abertura da Ópera Guilherme Tell

 

 Johann Strauss II: Valsa Rosas do Sul, Op. 388

 

 Johann Strauss II: Polca rápida Sangue Ligeiro, Op. 319

 

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Janusz BieleckiParáfrases

 

 Johann Strauss II: Valsa Vozes da Primavera, Op. 410

 

 Mikhail Glinka: Abertura da ópera Ruslan e Ludmilla

 

Johann Strauss II: Nova Polca Pizzicato, Op. 449

 

Johann Strauss II: Valsa Imperador, Op. 437

 

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Janusz Bielecki: Metamorfoses

 

 Johann Strauss II: Polca rápida Sob trovões e relâmpagos, Op. 324

 

  Johann Strauss II: Valsa Danúbio azul, Op. 314

 

 Johann Strauss I: Marcha Radetzky Op. 228

 

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Maestro Sebastian Perłowski

 

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Metropolitana

 

Geringoncemos

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Em vez de segundos, minutos, horas, dias e anos, poderíamos medir o tempo em quantidade e qualidade de momentos de felicidade, nossa e dos demais.

 

A educação judaico-cristã que tive ensinou-me que a verdadeira felicidade é aquela que podemos oferecer ao próximo. O trabalho e a abnegação em prol do outro, tanto quanto possível em silêncio e no anonimato, o esforço para que o outro seja feliz, mesmo que à custa do nosso apagamento ou infelicidade. A sociedade de hoje exalta os valores diametralmente opostos, colocando no centro do mundo e da vida o eu, a satisfação das necessidades próprias, do prazer e da alegria, mesmo que a expensas dos outros.

 

Como sempre, deveríamos conseguir a sageza da moderação, nuns e noutros modos de vida, buscando o equilíbrio entre os dois tipos de vivências próprias e dos outros. No entanto tendo a valorizar mais quem se preocupa primeiro com os outros que consigo próprio e penalizo-me por não conseguir seguir este modelo. Penso muitas vezes nisto e na facilidade com que o nosso ego, sempre enorme, inchado e arrasador, acaba por esmagar e fazer definhar os dos outros.

 

Para 2017 tenho muitos desejos, para aqueles de quem muito gosto, e também para mim, parcos, secretos e egoístas, mas que me dariam uma enorme satisfação. Espero que o nosso País possa continuar a maravilhar-se com o geringonçar desta Geringonça, uma permanente surpresa de negociação, equilíbrio e democracia. Espero ainda mais que se não concretizem os piores prognósticos em relação à saúde da nossa Europa, com as vitórias populistas, de direita ou de esquerda, e a cegueira continuada dos líderes europeus, que não vêm nada nem entendem nada, culpando os cidadãos das escolhas que não tentam perceber nem prevenir.

 

Espero que 2017 seja melhor do que aquilo que, intimamente, tememos.