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Cada um cumpre o destino que lhe cumpre. / E deseja o destino que deseja; / Nem cumpre o que deseja, / Nem deseja o que cumpre. [Ricardo Reis]
Apesar de André Ventura ter apelado desesperadamente para o adiamento das eleições presidenciais, com o argumento de “que se lixem as eleições”, Portugal demonstrou que a democracia não é alguma coisa que se possa menorizar. Ns difíceis condições que tanta gente está a sofrer, as eleições decorreram com uma afluência assinalável, em que o esforço e a cidadania de quem votou e de quem ajudou a votar ensinou a este populista que a democracia não se adia.
António José Seguro venceu e venceu bem. Tem uma legitimidade reforçada pelo expressivo número de votos conseguidos. O seu discurso de vitória foi muito bom. Foi apaziguador, assertivo e esperançoso.
Finalmente, este Presidente disse, tal como a sua mulher, aquilo que é óbvio e lógico, mas que uma bafienta mole de gente não aceita: na República Portuguesa é eleito um ou uma Presidente e não um casal presidencial; a Constituição não contempla Primeiras damas, esse epíteto ridículo e reacionário.
Grande satisfação pela declaração de Margarida Maldonado Freitas - "Sou farmacêutica e não primeira-dama" e do Presidente recém-eleito - "Respeitarei sempre aquilo que forem as suas decisões. (...) A minha mulher é uma empresária independente, é uma mulher com vida própria e respeito isso".
O regime democrático foi reafirmado e celebrado da melhor forma possível – elegendo o nosso Presidente.
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