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... se calhar é mesmo talvez...

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.02.15

chef.png

 O terceiro jurado pronunciou-se apenas 2 dias depois e fez desaparecer a dita tarte a alta velocidade. Pelos vistos deixa-se comer bastante bem. O que me animou bastante, pelo que vou disponibilizar (palavra bastante em voga) outra receita de doce, com a qual despachei a segunda abóbora que tentava passar despercebida entre os projectos (palavra também na moda) de licor, o que se tornava difícil pela magnitude da mesma.

 

Mais uma vez recorri a um blogue vizinho, cuja sobrevivência na culinária está mais assegurada que a minha, para me inspirar - misturar a abóbora com gengibre, mas em vez de gengibre cristalizado ou fresco (a minha primeira ideia), decidi utilizar em pó, como tinha visto noutra receita à solta na rede internáutica.

 

Portanto para cada quilo de abóbora (já descascada, sem pevides nem fios), 650 g de açúcar, 2 laranjas pequenas (ou uma grande, a raspa e o sumo), 2 paus de canela, 1 colher de sobremesa de gengibre em pó. Deixei tudo a cozinhar um bom bocado; quando a abóbora já estava mole reduzi a puré com a varinha mágica (retirando primeiro os paus de canela), e deixei mais um bocado até fazer ponto de estrada.

 

Devo confessar que não é fácil perceber se o ponto já está de estrada, se é só caminho e se já caramelizou, principalmente com a compota triturada. Mas enfim, não me tenho dado mal. Pode sempre colocar-se um termómetro ou um pesa-xaropes - utensílio de que muito ouvi falar mas que me é totalmente desconhecido.

 

O doce é bastante bom e já resta pouco enfrascado. Para a terceira abóbora ainda não sei o que arranjar. Devo dizer que também já utilizei o que sobrou da anterior para fazer tarte - eu adoro tartes. No fundo a ideia é a mesma - 500 g de abóbora descascada, 400 g de açúcar, 3 ovos, 100 g de farinha, casca de 2 limões, 1 vagem de baunilha e 2 colheres chá canela em pó: abóbora e açúcar ao lume com a vagem de baunilha (aberta ao meio e raspada, adicionando a vagem e o conteúdo raspado) e a casca de limão (também ralada); triturar e juntar a farinha que se bateu com os ovos e a canela; tudo para dentro da massa (das pré confeccionadas), que entretanto se colocou na forma e forno, durante 20 a 30 minutos. Pode polvilhar-se com açúcar e canela, mas não é preciso.

 

E pronto, com a auto-estima um pouco mais recomposta, vou manter estes domingos de grande azáfama entre tachos e panelas, em velocidade espampanante.

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publicado às 19:34


4 comentários

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De ACÁCIO LIMA a 08.02.2015 às 21:12

Este curso de "Doçaria" obriga-me a uma enorme contenção para não subir a glicémia e agravar a diabetes.

Isto do "pesa xaropes", é de todo essencial para a "profissionalização".

Boa Semana.

ACÁCIO LIMA
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De Sofia Loureiro dos Santos a 12.02.2015 às 20:32

Algo me diz, Acácio, que a profissionalização está longe...
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De Cristina Loureiro dos Santos a 10.02.2015 às 23:00

Adoro estes artigos! Poem-me sempre bem disposta :)
Apetece-me sempre transcrevê-los e comentá-los linha a linha :D
Fico sempre com água na boca.

Obrigada.
Beijos.
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De Sofia Loureiro dos Santos a 12.02.2015 às 20:32

Obrigada.
É bom que também te apeteça comê-los... Até porque tenho que fazer larga distribuição de tanta criação.

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