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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Quarenta anos depois

 

 

 

Ao ver documentários sobre a revolução dos cravos em Portugal, e de tudo o que se lhe seguiu, quando se consegue comparar a sociedade existente antes e depois de Abril, não me restam dúvidas de que este é um País diferente e que estas são gentes particulares.

 

E ainda bem. Para os saudosos de revoluções e de grandes reivindicações bombásticas e bombísticas, de armas de fogo e pedras, de cercos a assembleias e legitimidades outras que não as eleitorais, é muito importante que se lembrem do que aconteceu e do que poderia ter acontecido, entre banhos de sangue, desmantelamento social e substituição de uma ditadura por outra de sinal contrário.

 

Quarenta anos depois, com todos os problemas que existem, estamos num país democrático, livre, aberto ao mundo e habituado às diferenças, às minorias e aos direitos humanos. É isso que temos que defender e manter. Não nos esqueçamos que a mediocridade, a mesquinhez e a falta de ambição e valores democráticos são a raiz da destruição das comunidades.

 

E é por isso que o slogan continua actual - 25 de Abril sempre!