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Presidenciais - o que está em jogo

por Sofia Loureiro dos Santos, em 16.01.26

tracking poll 15_01_2026.png

A nossa votação no domingo, que tudo indica ser a primeira volta das presidenciais, deve ser feita a pensar na segunda volta.

Para quem é democrata, de direita, esquerda ou centro, a hipótese André Ventura não se coloca, pois defesa maior de tudo o que é indecente, rasca, antidemocrático, xenófobo, racista, etc, está aí concentrado.

Cotrim de Figueiredo, por muito bem apessoado e moderno que seja, não excluiu a indicação de voto precisamente em André Ventura, à segunda volta. Para quem tem dúvidas, basta ouvir estas declarações. Não foram impensadas, até porque afirma que André Ventura parece outro político. É o mesmo que dizer, como disse Hugo Soares, que não sabia escolher entre Trump e Kamala Harris. Há momentos que definem uma pessoa, e este é um deles. Para não falar da sua opinião sobre a IGV que, quanto a mim, é uma opinião salazarenta disfarçada, significando um retrocesso civilizacional.

Gouveia e Melo não desiste de se mostrar como alguém asséptico e puro no que diz respeito à política e aos partidos políticos. Custa-me a entender que se queira ser eleito numa democracia representativa, em que os partidos políticos são indispensáveis, adotando este discurso populista e perigoso. Além disso, Portugal não é um imenso exército e a Presidência não é um lugar de chefia militar, mesmo que o Presidente seja o Comandante Supremo das Forças Armadas. Saberá Gouveia e Melo distinguir ambas as funções?

Restam Marques Mendes e Seguro. São candidatos democratas.

A presença de Seguro na segunda volta é uma garantia de haver alguém que defenda o Regime e a Constituição. Marques Mendes não parece ter hipóteses de lá chegar, a não ser que todos os democratas de direita nele votem. Infelizmente, parece que a nossa direita está engolida pela extrema-direita e pelos seus satélites.

Interessante será ver, caso Seguro passe à segunda volta com Cotrim ou Ventura, quem será o escolhido por Luís Montenegro, ou por Marques Mendes. Será mais um momento definidor.

Por último, não consigo entender a razão da manutenção das candidaturas de Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, com resultados irrelevantes para cada um deles (total de 4,7%), mas que poderão fazer toda a diferença na hipótese de Seguro passar à segunda volta.

A evolução das sondagens, tracking polls, barómetros, etc., não deve desviar ninguém da importância do voto. É preciso que todos os democratas de mobilizem, que ninguém fique em casa.

Atravessamos uma época muito perigosa. Que ninguém se distraia. Que ninguém se demita da sua responsabilidade.

O meu voto será Seguro.

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publicado às 11:11


1 comentário

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De Manuel da Rocha a 16.01.2026 às 19:29

Uma coisa engraçada:
TODOS, OS ELEITORES, QUE VOTEM ANDRÉ VENTURA, assumem-se com burlões, e burlados!!!!
O candidato passou 60000 horas, a querer ser primeiro ministro. Negociou, com Paulo Portas, apoiá-lo, para a Presidência, com 13 milhões, de euros e 10000 milhões, de perfis, em redes sociais, a apoiar, a candidatura, Portas, não quis avançar, eis que, nos 196730 congresso, do Chega (já possuem mais actas, que o resto, dos partidos, todos juntos, em toda a sua história), se inventa uma votação, onde estavam 8 conselheiros, mais André Ventura. E lá chamou 500 seguranças, para ir, ao pódio, anunciar que é candidato, porque Pedro Passos Coelho, recusou... em 2021.
E, 100%, da campanha, de Ventura (220000 euros, de salário base, anual, para oficiais de justiça, 95000 euros, de salário base, para polícias, e forças militares, anualmente, impostos, taxas, o Chega escrever 870000 páginas, da nova Constituição, com apoio de 50000%, dos portugueses, por votação online, e outras coisas), não surgiu nada, sobre o cargo, a que se candidata.
Até, o do Livre, fez mais comentários, sobre o ser presidente, que quem deu 98339 entrevistas, nas redes sociais (99,9999999% dos seguidores, nem notaram que a mesma roupa, aparece em 98000, dessas entrevistas).
É preciso perceber, porque é que 33%, segundo as sondagens, votam, em alguém que defende: Pena de Morte, para crimes político, amnistias para burlões e fraudes e retirar, a possibilidade de votar (ou trabalhar, para o estado) a qualquer mulher, com, mais de, 40 anos, que não tenha 3 descendentes (foi aprovado, com 98,9%, no congresso, do Chega, a 19 de Abril, de 2018, em Beja, proposto por Rita Matias, na altura, presidente da Juventude Chega Santarém).
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De Sofia Loureiro dos Santos a 31.01.2026 às 10:05

Após remover um comentário de um anónimo, grosseiro e insultuoso, inadvertidamente apaguei outro. Com as devidas desculpas reproduzo:

Votar em quem apoia burlões, em que ganha 500000 euros, no mínimo, doado por fraudes fiscais, é bom? Aconteceu, em Braga, que 70%, da Juventude Chega, foram detidos, por serem suspeitos de 98,16 milhões de euros, em burlas online e fraude informática (os 3 suspeitos, de terem sacado 136000 euros, de subsídios, da segurança social, hackeando a app, para alterar os IBAN, foram expulsos, do partido, numa acta, com data de 15 dias antes mas, com 8 números, acima da acta anterior, assinada, no mesmo dia, da detenção). E o que disse, o supremo líder "São inocentes, até prova em contrário." Pena é que o multi milionário (comprou um novo carro, para oferecer a uma deputada, do Chega, como prenda de casamento, no valor de 623000 euros) só pede isso, para membros do Chega... se não forem, a ideia dele (e sua) é: "São culpados, até me pagarem 650000 euros."

De Manuel da Rocha a 16.01.2026 às 19:35

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