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Cada um cumpre o destino que lhe cumpre. / E deseja o destino que deseja; / Nem cumpre o que deseja, / Nem deseja o que cumpre. [Ricardo Reis]

A nossa votação no domingo, que tudo indica ser a primeira volta das presidenciais, deve ser feita a pensar na segunda volta.
Para quem é democrata, de direita, esquerda ou centro, a hipótese André Ventura não se coloca, pois defesa maior de tudo o que é indecente, rasca, antidemocrático, xenófobo, racista, etc, está aí concentrado.
Cotrim de Figueiredo, por muito bem apessoado e moderno que seja, não excluiu a indicação de voto precisamente em André Ventura, à segunda volta. Para quem tem dúvidas, basta ouvir estas declarações. Não foram impensadas, até porque afirma que André Ventura parece outro político. É o mesmo que dizer, como disse Hugo Soares, que não sabia escolher entre Trump e Kamala Harris. Há momentos que definem uma pessoa, e este é um deles. Para não falar da sua opinião sobre a IGV que, quanto a mim, é uma opinião salazarenta disfarçada, significando um retrocesso civilizacional.
Gouveia e Melo não desiste de se mostrar como alguém asséptico e puro no que diz respeito à política e aos partidos políticos. Custa-me a entender que se queira ser eleito numa democracia representativa, em que os partidos políticos são indispensáveis, adotando este discurso populista e perigoso. Além disso, Portugal não é um imenso exército e a Presidência não é um lugar de chefia militar, mesmo que o Presidente seja o Comandante Supremo das Forças Armadas. Saberá Gouveia e Melo distinguir ambas as funções?
Restam Marques Mendes e Seguro. São candidatos democratas.
A presença de Seguro na segunda volta é uma garantia de haver alguém que defenda o Regime e a Constituição. Marques Mendes não parece ter hipóteses de lá chegar, a não ser que todos os democratas de direita nele votem. Infelizmente, parece que a nossa direita está engolida pela extrema-direita e pelos seus satélites.
Interessante será ver, caso Seguro passe à segunda volta com Cotrim ou Ventura, quem será o escolhido por Luís Montenegro, ou por Marques Mendes. Será mais um momento definidor.
Por último, não consigo entender a razão da manutenção das candidaturas de Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, com resultados irrelevantes para cada um deles (total de 4,7%), mas que poderão fazer toda a diferença na hipótese de Seguro passar à segunda volta.
A evolução das sondagens, tracking polls, barómetros, etc., não deve desviar ninguém da importância do voto. É preciso que todos os democratas de mobilizem, que ninguém fique em casa.
Atravessamos uma época muito perigosa. Que ninguém se distraia. Que ninguém se demita da sua responsabilidade.
O meu voto será Seguro.
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