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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Prece

 Amália Rodrigues

 

Catarina Wallenstein

Pedro Homem de Mello & Alain Oulman

 

Talvez que eu morra na praia

Cercada em pérfido banho

Por toda a espuma da praia

Como um pastor que desmaia

No meio do seu rebanho.

 

Talvez que eu morra na rua

E dê por mim de repente

Em noite fria e sem luar

E mando as pedras da rua

Pisadas por toda a gente.

 

Talvez que eu morra entre grades

No meio de uma prisão

Porque o mundo além das grades

Venha esquecer as saudades

Que roem meu coração.

 

Talvez que eu morra de noite

Onde a morte é natural

As mãos em cruz sobre o peito

Das mãos de Deus tudo aceito

Mas que eu morra em Portugal.