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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

O triste fim do Sr. Meireles

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Pois o nosso maravilhoso Sr. Meireles, fogão arduamente procurado e profusamente utilizado, por carinhosas e empreendedoras mãos, avariou-se ao fim de 5 anos.

 

Um pouco espantada por tão precoce doença (a chama do forno não prendia), tentei, durante cerca de 1 mês, encontrar alguém que nos pudesse arranjar o fogão, mais precisamente o forno.

 

Fui à internet em busca do site dos fogões Meireles, que nos indica 2 casas no distrito de Lisboa que prestam assistência à marca. Telefonámos para um deles que, qual Saúde 24 dos fogões, de imediato diagnosticou o mal – era uma peça partida que seria necessário pedir à marca; logo que tivesse a peça comunicaria. Estamos à espera desde 26 de Janeiro.

 

Depois de 2 semanas recorremos de novo à internet e ligámos para uma outra casa, que também pode prestar assistência à Meireles. Veio de imediato um senhor, que investigou as entranhas do forno e disse que era necessário comprar uma peça que estava partida; logo que tivesse a peça comunicaria. Honra lhe seja feita, não cobrou a deslocação e telefonou ontem para informar que a peça custava €150. Com os €75 da deslocação e da mão-de-obra, ficava-nos o arranjo em €225, quando o fogão tinha custado cerca de €300.

 

No entretanto tentei por diversas vezes contactar com a própria Meireles, para reclamar da assistência e saber quais as alternativas. Depois de emails sem resposta e telefonemas com mensagens gravadas, deixando nome e telefone, consegui chegar à fala com uma senhora muito indisposta, que me disse que a marca dava 2 anos de garantia e que o problema era das empresas que prestavam assistência. O facto de serem recomendadas pela própria marca não a impressionou e não a fez assumir qualquer tipo de responsabilidade na questão.

 

Ficamos pois esclarecidos. A decisão que se impunha era mesmo substituir o fogão por qualquer outro de qualquer marca, com a excepção da Meireles. Por muito que queira consumir produtos de grandes empreendedores portugueses, esta postura é tudo menos motivante.

 

Recorremos a uma loja de electrodomésticos na Estrada de Benfica, das raras que ainda sobrevivem. Hoje mesmo vieram instalar o fogão novo e levar o triste e amado Sr. Meireles, com apenas 5 anos de distintos serviços (o meu fogão anterior durou 25 anos).

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