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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Nem só de Baleizão...

Minas de Riotinto

 

... se bebe um belo vinho, mais branco que tinto o de Catarina, mais tinto que branco o de Mértola, Herdade da Bombeira, com rótulo a condizer com o lombo de bacalhau assado com pimentos.

 

Durante o dia, por terras de Andaluzia iguais às do Alentejo, com oliveiras e um sem fim de terra seca e amarelada, passámos por parques eólicos onde poderia imaginar inúmeros e gigantescos moinhos de vento, e por campos de painéis solares, num deserto de casas e de gente, igual ao do Alentejo.

 

Como igual a paisagem das Minas de Riotinto, apenas mais esmagadora na sua dimensão. O escuro da água no fundo da albufeira dos cortes, da cor do cobre, uma irmandade ibérica em tudo o que na paisagem nos mostra uma forma de viver. Mesmo assim diferentes, na língua e na pacatez da hora da sesta que não existe assim em Portugal.

 

Por ver ficou o rio que deu nome ao lugar, o Rio Tinto pela existência do minério, mesmo ali ao pé, mas fora da nossa rota. Como também o artesão de Vila Verde de Ficalho onde as casas brancas não nos revelaram a sua oficina.

 

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