Indigente

Recolho os dedos e o pranto
fecho as janelas e o mundo
atenho-me ao morno descanso
empurro-me para o fundo.
A voz que se repetia
nesta roufenha memória
preparava a melodia
de uma demissão sem glória.
Só me falta o arvoredo
como sombra permanente
que abrigará o segredo
da minha morte indigente.