Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Dos inconseguimentos de Seguro

 

Aproximam-se as eleições europeias. Alguém sabe o que defende o PS para a Europa, quais as políticas de combate ao desemprego, de manutenção da sustentabilidade do estado social, de incentivo à economia?

 

Alguém sabe o que pensa o PS sobre o fim da assistência financeira, para além da abstrusa proposta de tribunais especiais para os grandes investidores estrangeiros, para além de reabrir os tribunais que este governo fechou? Alguém sabe quais os protagonistas dos próximos combates eleitorais, quais as prioridades, os objectivos, o rumo para o país? Alguém sabe qual a estratégia para as europeias, para a legislativas, para as presidenciais?

 

 

O PS transformou-se num partido irrelevante. António José Seguro, tão cheio de apoio partidário, não tem ninguém credível para surgir como líder para os vários confrontos eleitorais. É natural, pois não tem pensamento. Vive entre a negação da governação socrática e a preocupação de ser populista. Dentro do PS há muitas vozes críticas, mas nenhuma que arrisque romper o status quo.

 

 

O PSD e o CDS preparam-se para vencer as eleições europeias e as legislativas. Para as primeiras não precisam de ter mais votos, basta-lhes ficar muito perto do resultado do PS para que a derrota do maior partido da oposição seja estrondosa, num país desgastado, deprimido e sem esperança. Para as segundas a campanha está em marcha – tudo melhorou, desde o desemprego à economia, passando pelas reformas do estado, até já se pode falar em moderação de impostos em 2015 - coincidência das coincidências.

 

A anorexia e adinamia à volta das supostas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril mostram bem o valor que esta geração política dá ao momento fundador deste regime. Uma maçada a cumprir e que gasta dinheiro, a juntar aos funcionários públicos, aos devaneios culturais e à socializante mania de ter direito à educação, à saúde, à justiça e à segurança, a uma vida e a uma velhice dignas.

 

E para quando uma tempestade, um terramoto, uma explosão dentro do PS?

 

Comentar:

CorretorMais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.