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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Dieppe

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Em Dieppe o dia começou frio mas foi clareando pela tarde. Vimos o Sol a aparecer e a azular o céu, o que deu outras cores a todas as casas do porto. Muitos barcos, muita gente a passear, muito borbulhar de vozes, muitos cafés e muitas brasseries. Como era hora de almoço regalámo-nos com umas moules marinières e à la crème, acompanhadas de cidra e de cerveja.

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Depois deambulámos pela praia onde, em 19 de Agosto de 1942, houve uma tentativa de desembarque dos aliados, predominantemente com tropas Canadianas – operação Jubileu, que foi completamente repelida pelos alemães, tendo havido um enorme massacre: dos cerca de 8000 homens 1800 morreram. O comportamento dos locais foi perfeitamente neutral até perceberem o desfecho da operação quando passaram a colaborar com os alemães, na captura dos canadianos que tentavam fugir.

 

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Não é difícil imaginar o horror, mesmo olhando para aquela praia quase deserta, a enorme quantidade de militares a tentar desembarcar os equipamentos, a serem metralhados e bombardeados sem conseguirem avançar, amontoando-se uns em cima dos outros. Tenho lido várias vezes que se tratou de um teste ao desembarque na Normandia, talvez como forma de justificação de uma operação que correu tão mal.

 

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Entretanto, e já com Sol, começámos a ver um comboio de barcos todos engalanados com flores e bandeiras a encaminharem-se para o mar. Foi-nos explicado que era a fête de la mer. Não consegui encontrar a explicação nem a génese deste costume, que é bem o retrato de um domingo em paz.

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Maréchal, nous voilà!

Andre Dassary

(1941)