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Cada um cumpre o destino que lhe cumpre. / E deseja o destino que deseja; / Nem cumpre o que deseja, / Nem deseja o que cumpre. [Ricardo Reis]
Arriscando algum comentário de quem cada vez se sente mais perdida no meio das várias revelações sobre o sistema financeiro e o sistema político, o que se tem passado com o tipo de resgate ao BES condicionado pelo BCE, escassos dias depois do Banco de Portugal ter concedido um empréstimo ao banco à beira de implodir, demonstra bem a incapacidade e a impossibilidade das instituições nacionais poderem tomar decisões sobre os problemas do País. Os centros de decisão estão na Europa e tudo se passa por trás dos eleitores.
Não vejo o Primeiro-ministro nem o Presidente terem a coragem de dizer seja o que for. Segundo o governador do Banco de Portugal, o testa de ferro desta solução, estivemos na iminência de uma crise sistémica, mas nenhum daqueles que foi eleito para resolver os nossos problemas se deu ao trabalho de aparecer a esclarecer, a serenar, a dar confiança, a explicar.
Há realmente muita coisa a mudar no nossos sistema político e uma delas, que todos se recusam a discutir por cobardia política ou falta de interesse, é a submissão política não democrática que das instituições dos países membros aos organismos europeus sem mandatos eleitorais.
Não sou contra a Europa mas sou contra esta Europa.
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