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Das demonstrações banalizadas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 26.12.17

marcelo.jpg

Expresso

 

Tanta palavra, tanto abraço, tanto afecto, tanto amor, tanto mel, tanto amasso, tanto sorriso, tanta lágrima. Tudo se banaliza, até o que de mais íntimo e genuíno temos. E tudo acaba por perder significado e importância.

 

O Presidente da República transformou-se no fiel da balança dos afectos e dos compromissos – tudo o resto se lhe compara, o tom, os olhares, a voz, a compaixão – ele é sempre o melhor e é com ele que todos se têm de medir.

 

Depois de uma irrelevância de Presidência protagonizada por Cavaco Silva, pelo azedume, pela escassez de empatia, pela arrogância e pelas intervenções rancorosas, Marcelo arrisca-se a desfazer aquilo que o transformou num excelente Presidente, pelo constante transbordar de discursos, comentários, aparições e avaliações. É, de facto, uma pena e um desperdício.

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publicado às 10:21


2 comentários

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De Anónimo a 26.12.2017 às 10:31

Ao princípio era, de facto, preciso bastante, para compensar o que faltara durante uma década, mas a continuação do fluxo começa a revelar que o excesso não só não é circunstancial como se revela cada vez mais excessivo.
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De Sérgio Ambrósio a 26.12.2017 às 14:21

Concordo inteiramente com o texto

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