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Da simplicidade

por Sofia Loureiro dos Santos, em 07.08.23

emily amalia.jpg

Parece tão simples e lógico. Ditas pelo Papa as palavras têm uma ressonância ligada à fé, aos preceitos dos que pertencem a uma comunidade religiosa.

Mas o que o Papa disse, de uma forma assertiva e, para a Igreja, revolucionária, é exactamente o fundamento do cristianismo e de todos os que olham para a vida e lhe vêm a essência, o que, de facto, importa.

Uma sociedade inclusiva, que olha e toma conta dos que mais necessitam, que não distingue a etnia, a cor, a religião, o estatuto, o poder, seja ele de que tipo for, uma sociedade que dá mais importância ao outro que a si próprio, que divide, que partilha, que é tolerante, que é livre.

Amar e ser amado, fazer alguma coisa por alguém.

Parece tão simples e lógico.

 

IF I CAN STOP ONE HEART FROM BREAKING

 

If I can stop one heart from breaking,

I shall not live in vain;

If I can ease one life the aching,

Or cool one pain,

Or help one fainting robin

Unto his nest again,

I shall not live in vain.

[Emily Dickinson]

 

AL CABO

 

Al cabo, son muy pocas las palabras

que de verdade nos duelen, y muy pocas

las que consiguen alegrar el alma.

Y son también muy pocas las personas

que mueven nuestro corazón, y menos

aún las que lo mueven mucho tiempo.

Al cabo, son poquísimas las cosas

que de verdad importan en la vida:

poder querer a alguien, que nos quieran

y no morir después que nuestros hijos.

[Amalia Bautista]

 

E é sempre tão difícil.

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publicado às 15:51


2 comentários

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De zé onofre a 07.08.2023 às 17:54

Boa tarde, Sofia

Não sou católico, não sou cristão, não tenho qualquer religião e não sou crente.
Contudo vi e ouvi Francisco.
Do que lhe vi e do que ele disse não vi nem ouvi um Homem barricado na sua fortaleza Católica.
Não vi nem ouvi qualquer apelo a uma conversão à sua religião.
Vi e ouvi um homem veemente, sincero, simples que nas palavras e nos actos se dirigia a "todos, todos. todos"
Agora resta-nos, a nós que o vimos e ouvimos pôr, em prática o caminho que os seus gestos e palavras simples e claras, que não se prestam a duas leituras apontam:
1. Os governantes de todo o mundo, que se dizem Católicos, ponham em prática - No mundo cabem todos, menos as armas e a guerra.
2. Os que se dizem Católicos pressionem os seus Governos que aceitem todos, e que a todos ajudem com palavras de paz e não com armas da morte.
3. Aos cristãos das outras religiões que reflictam se as as suas acções estão de acordo com o Evangelho em que dizem acreditar - "deixo-vos um mandamento novo, amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
4. Aos Humanistas que reflictam também se os seus actos estão de acordo com o Humanismo Inclusivo do "todos, todos, todos", ou se o seu humanismo tem rostos diferentes conforme o o Tempo e o Lugar.
Que pelo menos alguns de nós não deixem perder-se no vento e na poeira dos tempos gestos e palavras que nos emocionaram.
Zé Onofre

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