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Da necessária multiplicação da UBER

por Sofia Loureiro dos Santos, em 29.04.16

taxis 2.jpg

As manifestações a que assistimos hoje, com as marchas lentas dos taxistas nas 3 principais cidades do país são o último grito de uma época que está a desaparecer. A adaptação aos novos tempos pode ser difícil e dolorosa, mas é inevitável. Neste caso em concreto é muito bem-vinda a concorrência a um sector que não evoluiu e cuja imagem está muitíssimo degradada, por responsabilidade própria.

 

Não é impedindo que haja novas formas de angariação de passageiros, outras empresas que se disponham a servir melhor o público, com mais formação, mais profissionalismo e melhor educação, com carros mais limpos e seguros, que não precisam de arranjar trocos, com facturas automáticas e avaliações de satisfação imediatas, que estão à distância de umas teclas de telemóvel e que vão ter com os clientes, que os taxistas podem travar a inexorável marcha da inovação e da tecnologia. Não faltam casos de clientes vigarizados pelos motoristas, pagando muito mais do que deviam, com queixas de indelicadezas e grosserias, recusas de viagens curtas, conversas azedas que não foram pedidas, desaforos e perigosas corridas por essas estradas fora.

 

Se é preciso regulamentar a UBER ou qualquer outra empresa que se regulamente; se é preciso fiscalizar que se fiscalize. Mas a agressividade existente é prenunciadora da inevitabilidade. O que os taxistas deveriam era reivindicar melhor formação, melhores carros, mais profissionalismo, patrões que cumpram os seus deveres quanto aos direitos laborais, implementação de formas de pagamento com cartões electrónicos, facturas automáticas, etc. Mas antes de tudo e mais importante, mais civismo. Esperemos que o governo seja firme e promova a necessária e modernização deste sector de transportes.

 

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publicado às 14:50


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