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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Da misantropia

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Pode ser que sim, pode ser que esteja com um ataque de misantropia e que o meu tédio seja imenso e se estenda a vários géneros. Mesmo assim ainda não estou completamente enclausurada.

Vou vivendo a minha vidinha, espreitando as notícias, confesso que com a dita melancolia e muita desesperança, de vez em quando com sobressaltos e aumento de frequência cardíaca, afundada nas análises e nos compromissos vários que vou somando, mesmo querendo diminuí-los, omnipresentes treinos, algumas opíparas refeições, confecção de licores e experimentação de receitas de bolos.

Enfim, nada de queixas nem de lamúrias. Aproximamo-nos a largos passos das legislativas e, diga-se em abono da verdade, os debates e as entrevistas até têm sido civilizados, o que é muito bom sinal e decorre de alguns dos protagonistas e da descompressão a que se assistiu na nossa vida política, após estes 4 anos de Geringonça e de Presidente Marcelo.

Gostaria muito que a abstenção fosse menor que a que se tem verificado, mas não tenho grande fé. As sondagens que dão muitos votos ao PS e muito poucos ao PSD podem induzir à não participação eleitoral. Não estou assim tão convencida da irrelevância e incapacidade eleitoral de Rui Rio. Acho que tem feito muito boas entrevistas. Mas eu sou aquela que nunca acerta, portanto estarei, muito provavelmente, enganada.

Nunca conseguirei entender a razão de tantas páginas escritas sobre o pedido de maiorias absolutas pelos líderes partidários. É um enigma. Como se alguém votasse mais ou menos num partido por lhe ter sido pedido que se lhe desse uma maioria absoluta. E o raciocínio de não votar para impedir a dita maioria também me parece abstruso, pois no limite, esse partido até poderia perder.

O que é preciso é votar e estar atento a fenómenos populistas de direita e de esquerda, para não alimentar projectos mais ou menos totalitários, travestidos de boas intenções. E vigiar as inúmeras manipulações que se preparam ou que já estão em acção. Acreditemos que o voto ainda é aquele que traduz o nosso pensamento e a nossa vontade. Pelo menos a 6 de Outubro.

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