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Da irresponsabilidade criminosa

por Sofia Loureiro dos Santos, em 06.12.20

vacinas covid expresso.jpgTítulos do Expresso entre 26 e 27 de Nov/2020, por ordem cronológica

 

Vivemos tempos de perigo e populismo. A pandemia libertou fantasmas e o pior que há em nós.

A incerteza, o medo, o nascimento espontâneo de especialistas em virologia, epidemiologia, imunologia, saúde pública, vacinação e estatística, arrebatados e comandados pela enorme necessidade de ter audiências e pelo desnorte dos responsáveis políticos, leva ao descrédito e à desconfiança de quem tenta perceber o que se passa.

O Expresso deixou há muito de ser um jornal sério e de referência, mas vai-se superando a si próprio. O mais assustador é a falta de calma e ponderação de quem vai atrás dos títulos bombásticos e gera ainda mais pânico. Talvez um dia haja várias teses de doutoramento sobre o comportamento dos media na pandemia (refiro-me a esta - COVID-19).

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publicado às 16:47


1 comentário

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De Elvimonte a 06.12.2020 às 23:25

Nota prévia: as vacinas foram uma das descobertas mais importantes da Humanidade em termos de saúde pública e, em abstracto, nada me move contra elas.

Dito isto, veja-se como é calculada a eficiência de uma vacina, de acordo com página do CDC americano intitulada "Principles of Epidemiology - Lesson 3".

«Vaccine efficacy/effectiveness (VE) (...). The basic formula is written as:

(Risk among unvaccinated group - risk among vaccinated group)/ (Risk among unvaccinated group)»

Se, quando se afirma que a eficiência de uma vacina é de 95%, alguém esperava, eu incluído, que 95 pessoas vacinadas em 100 não contraissem a doença, desenganem-se.

Excerto de comunicado de imprensa da Pfizer:

«NEW YORK & MAINZ, Germany--(BUSINESS WIRE)-- Pfizer Inc. (NYSE: PFE) and BioNTech SE (Nasdaq: BNTX) (...) Analysis of the data indicates a vaccine efficacy rate of 95% (p<0.0001) in participants without prior SARS-CoV-2 infection (first primary objective) and also in participants with and without prior SARS-CoV-2 infection (second primary objective), in each case measured from 7 days after the second dose. The first primary objective analysis is based on 170 cases of COVID-19, as specified in the study protocol, of which 162 cases of COVID-19 were observed in the placebo group versus 8 cases in the BNT162b2 group. (...) The Phase 3 clinical trial of BNT162b2 began on July 27 and has enrolled 43,661 participants to date, 41,135 of whom have received a second dose of the vaccine candidate as of November 13, 2020.»

Podia citar ainda comunicados de imprensa de outros potenciais fabricantes de vacinas, com afirmações similares, mas olhe-se para o essencial: em 41135 participantes vacinados ocorreram 8 "casos" de infecção, contra 162 "casos" de infecção em número idêntico de participantes não vacinados.

Ora qual é a probabilidade de alguém não vacinado contrair a doença, sabendo-se que em 41135 pessoas 162 a contrairam? Resposta: cerca de 0,39%.

E, desses 0,39%, qual é a taxa de mortalidade? O artigo científico "Infection fatality rate of COVID-19 inferred from seroprevalence data", Bulletin of the World Health Organization, dá a resposta:

«Across 51 locations, the median COVID-19 infection fatality rate was 0.27% (corrected 0.23%) (...). In people <70 years, infection fatality rates ranged from 0.00% to 0.31% with crude and corrected medians of 0.05%.»

E diz mais:

« If one could sample equally from all locations globally, the median infection fatality rate might be even substantially lower than the 0.23% observed in my analysis. COVID-19 has a very steep age gradient for risk of death [80]. Moreover, many, and in some cases most, deaths in European countries that have had large numbers of cases and deaths [81] and in the USA [82] occurred in nursing homes. Locations with many nursing home deaths may have high estimates of the infection fatality rate, but the infection fatality rate would still be low among nonelderly, non-debilitated people.»

Ora, tanto quanto sei, está prevista a vacinação generalizada nos lares de idosos.

Porque razão as vacinas contra o SARS-Cov-1 e o MERS nunca foram aprovadas? O artigo científico "Informed consent disclosure to vaccine trial subjects of risk of COVID-19 vaccines worsening clinical disease", fornece algumas respostas:

«Vaccine-elicited enhancement of disease was previously observed in human subjects with vaccines for respiratory syncytial virus (RSV), dengue virus and measles [1]. Vaccine-elicited enhancement of disease was also observed with the SARS and MERS viruses and with feline coronavirus, which are closely related to SARS-CoV-2, the causative pathogen of COVID-19 disease.
(...)
It is also similar to the clinical course of COVID-19 patients, in whom severe COVID-19 disease is associated with the development of anti-SARS-CoV-2 serum antibodies [9], with titres correlating directly with the severity of disease [10]. Conversely, subjects who recover quickly may have low or no anti-SARS-CoV-2 serum antibodies [11].»

Aviso "Supplies - 506291-2020 -TED", RU:

«The MHRA urgently seeks an Artificial Intelligence (AI) software tool to process the expected high volume of Covid-19 vaccine Adverse Drug Reaction (ADRs) (...).

Por isso os idosos, lares excluídos, não figuram nas prioridades?

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