Da emoção dos cravos

Todos os anos, por muito que já as conheça de cor, as imagens do dia 25 de Abril de 1974, as ruas apinhadas de gente e esperança, os soldados, as espingardas, o megafone de Salgueiro Maia, as senhas musicais na madrugada, Posto de Comando do MFA, a alegria dos locutores, o frenesim de quem queria explicar o que se passava, a calma dos protagonistas, todos os anos me emociono.
Não há cerimónias dispensáveis para a celebração de um tempo novo que diariamente se reinventa. O esquecimento e a banalização da liberdade são, simultaneamente, a celebração da mesma e o maior perigo para a sua preservação.