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A nova Ministra da Saúde

por Sofia Loureiro dos Santos, em 17.10.18

marta temido.JPG

Nuno Ferreira Santos

Público

 

Se tem propostas polémicas é bem vinda. Com algumas delas concordo, já há bastante tempo. Espero que as possa colocar mesmo em prática.

 

É urgente mudar e adaptar o SNS às novas realidades. Já o era há uma década, agora é ainda mais.

 

(17.01.2015)

(...) Continuo à espera que o PS, como partido que procura uma maioria absoluta para governar este desgoverno, proponha uma reforma, reestruturação, ou outra qualquer palavra que tenha um significado semelhante, com as seguintes prioridades:

  1. Investir nos cuidados primários de saúde – descentralizar o sistema deslocando a porta de entrada dos doentes para os seus centros de saúde, afastando-as do sistema hospitalar;
  2. Prover esses centros de saúde com meios de diagnóstico de rotina, próprios ou contratualizados, para que possam tratar e seguir doentes com patologias crónicas;
  3. Prover os centros de saúde de consultas de especialidade por especialistas, que possam acompanhar os doentes na comunidade, em vez de terem que sobrecarregar os hospitais, incluindo pequenas cirurgias, estomatologia, oftalmologia, etc, para que permitisse a saudável e indispensável convivência interdisciplinar com os médicos de medicina geral e familiar;
  4. Rever e providenciar para que as carreiras de enfermagem e de técnicos de diagnóstico e terapêutica possam assumir determinadas funções que, ao contrário de retirarem competências aos médicos os ajudam e os preservam para actos e funções que só eles podem fazer, com a respectiva formação e recertificação de competências;
  5. Rever e reestruturar as redes e os serviços hospitalares, começando por definir as prioridades de atendimento e de serviços oferecidos, com base no conhecimento das patologias e realidade/ dimensão das populações – investir em centros de estudo epidemiológico, estatístico, como o registo oncológico nacional, etc.
  6. Reajustar e renovar os quadros de recursos humanos, em todas as vertentes, mantendo uma estrutura que permita a formação dos mais novos e a optimização e eficiência do funcionamento dos serviços
  7. Alterar as remunerações do pessoal de saúde, com uma avaliação do desempenho real e rigorosa, adaptada a cada área e a cada função, motivando e premiando o mérito
  8. Apoiar e incentivar a formação contínua, a recertificação e a acreditação dos serviços e dos profissionais, numa cultura de verdadeira aposta na qualidade – redução dos riscos. (...)

 

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publicado às 21:58


3 comentários

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De Anónimo a 17.10.2018 às 22:54

Acha que isto é um desgoverno? Minha querida: cara ao Sol,Passos e Gaspar nos contemplam !!!
Ssi um Orçamento Rectificativo!
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De Anónimo a 17.10.2018 às 23:05

Li mal,peço desculpa,a transcrição é de 2015... Temos que fazer fogo...oral,sobre tudo o que mexe e não nos agrade...e mesmo assim é o que se vê!
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De Ana Albuquerque a 12.11.2018 às 02:21

Também eu estou há muito tempo à espera que as intenções passem à prática e se invista de facto e de uma forma séria nos cuidados primários de saúde, a começar pela descentralização e por dotar os centros de saúde de equipamentos que possam responder de uma forma rápida e imediata aos problemas dos utentes. Meios de diagnóstico que possam dar resposta às urgências, sem ter que ir para o hospital e consultas de especialidade por especialistas que possam acompanhar os doentes e satisfazerem as suas necessidades sem que estes tenham necessidade de se deslocarem ao hospital.
Eu estou neste momento a viver em Olhos de Água, concelho de Albufeira e nem imagina as dificuldades que existem para poder solucionar um problema tão simples como engessar um braço partido, por exemplo, o centro de saúde não consegue responder a esta situação porque não tem aparelho de RX, aliás não tem nada, a não ser médicos, alguns, com muito boa vontade e disponibilidade mas perfeitamente impotentes face às diversas situações que se lhes deparam. No Algarve predominam as unidades privadas, uma pessoa que não tenha ADSE e precise de ir ao hospital, seja por uma urgência ou a uma consulta de especialidade tem que ir ao Lusíadas e paga bem por isso. O centro de saúde não tem resposta para os utentes do SNS e as pessoas têm de ir a Faro.
Unidades de Internamento em Albufeira não existem. Um dos motivos que tem contribuído para a crescente degradação e rotura do serviço de urgência do Hospital de Faro, na óptica dos profissionais nele envolvidos, foi o encerramento das unidades de internamento de alguns Centros de Saúde Albufeira incluído, que dispunham de camas de rectaguarda para onde eram transferidos os doentes do HCF em recuperação, ou em fase terminal. Enfim, poderia estar aqui a enumerar os muitos problemas que existem ao nível dos cuidados de saúde mas seria fastidioso.
Um abraço, Sofia e força para continuar esta luta.

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