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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Já votou?

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Aqui está uma bela oportunidade para se cruzar com pessoas que há muito tempo não via, fazer uma bela tertúlia no café, tentando salvar o mundo, ou aproveitar para dar um passeio a pé, que está um dia lindo!

Da auto-indulgência

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O desenvolvimento das teorias e noções sociais que vêm o indivíduo como o centro do mundo, na nossa sociedade ocidental, fez aumentar exponencialmente a auto-indulgência. A publicidade alimenta e alimenta-se dos slogans que promovem a satisfação individual e que centram nela a melhoria do mundo. Fazer bem primeiro a si próprio depois ao outro.

 

A realidade é que estamos cada vez mais egocêntricos. O primado da preocupação pelos outros e da entrega aos outros foi substituída, colocando o indivíduo como a sua principal prioridade. Cada vez mais arranjamos justificações para não cumprirmos o que não nos diga estritamente respeito. Não ter tempo e precisar de tempo para si próprio é a mais recorrente. Por muito real que seja a confusão e ruído nas nossas vidas, implicando a necessidade de recolhimento e fuga, não podemos refugiar-nos nesse alheamento no que diz respeito à vida colectiva.

 

Não há razão, justificação ou desculpa para não votar. É um acto de cidadania ao nosso serviço e ao serviço dos outros, é uma escolha que define a nossa sociedade. Está em causa uma ideia de comunidade, de relação entre povos e indivíduos.

 

Para quem ainda não sabe onde votar: enviar um sms para o número 3838 com o seguinte texto:

RE espaço número do CC espaço data de nascimento no formado aaaammdd

Ex: RE 1234567 19820803

ou ir ao portal https://www.recenseamento.mai.gov.pt/

 

Votar é uma obrigação moral.

A (des)amada Europa

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Ninguém se interessa pelas eleições europeias, nem os próprios candidatos ao Parlamento Europeu, pois não falam dela. Não falam da enorme importância destas eleições, onde o perigo da organização de uma ala que se propõe destruir por dentro os ideias europeus é real e assutador.

 

Numa altura em que espreitam os populismos de todas as cores, os justicialismos, a desregulação dos direitos sociais, do trabalho, a escalada da xenofobia e dos racismos, a inacreditável saga arrastada do BREXIT, a crise da Catalunha, tudo nos deveria alertar para a importância da Europa como espaço de democracia, respeito pelas minorias e pelos direitos humanos, tolerância e direitos sociais. Pelo contrário, trocam-se acusações estapafúrdias e sórdidas, de forma a que qualquer pessoa que queira ouvir qualquer coisa sobre a Europa, desliga de imediato.

 

Pode ser que os cidadãos se mobilizem, apesar das campanhas e das tristes figuras a que temos assistido. Espero sinceramente que sim.

 

A Europa ainda é um projecto de paz e tranquilidade. Façamos dela uma realidade e apostemos na democracia. Todos a votar, sempre, com alegra e responsabilidade.

HISTÓRIAS DE LX

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“Groselha, na esplanada, bebe a velha,

e um cartaz, da parede, nos convida

a dar o sangue. Franzo a sobrancelha:

dizem que o sangue é vida; mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

na terra onde nasceste e eu nasci?”

 

Alexandre O’Neill, in ‘De Ombro na Ombreira’

 

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Não deixem para os últimos dias.

Estes espectáculos costumam esgotar depressa.

 

Da abjecção - não pode valer tudo

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candidato Rangel

 

Acabo de ouvir o candidato Paulo Rangel a associar este governo e a sua negligência em relação ao SNS ao aumento da taxa de mulheres na gravidez e/ ou parto.

 

É absolutamente irresponsável fazer, neste momento, qualquer tipo de acusações, pois não se sabe, sequer, se este é um aumento pontual ou uma tendência que se irá manter; quando a escassez de dados e as opiniões de quem sabe desta matéria (tal como aconteceu com o aumento das mortes neo-natais) aconselham cautela e indicam como provável causa o aumento da idade das mulheres que engravidam.

 

Este é um assunto demasiado importante e grave para se usar desta forma obscena. Não pode valer tudo. Mesmo para um candidato como Paulo Rangel, isto é surpreendentemente mau.

Contorcionismos

Os partidos da coligação negativa ensaiam vários contorcionismos, da direita à esquerda, para que se desfaça a ameaça de eleições antecipadas.

 

Catarina Martins apela: "O apelo que eu faço ao Partido Socialista é tão simples quanto sensato: mantenhamos o acordo, não temos de votar com a direita, mantenhamos o acordo, mantenhamos a forma de respeitar todos os trabalhadores de uma forma gradual, como já tínhamos decidido, como já tínhamos votado em conjunto".

 

Jerónimo de Sousa psicanalisa: "fixado numa eventual maioria absoluta".

 

Assunção Cristas faz uma pirueta: "Para nós a decisão é muito simples: ou o Parlamento aceita as nossas condições ou não aprovaremos qualquer pagamento."

 

Rui Rio... estará a ensaiar um flick flack à rectaguarda?

MÃE

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Mais

Antiga

Empresa

 

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Magia

Abraço

Esperança

 

 

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Manutenção

Atenta

Especial

 

 

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Mole

Águia

Esquece

 

 

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Maior

Alcance

Estoicismo

 

 

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Mesa

Anjo

Eco

 

 

 

 

 

 

(Pablo Picasso)

Demissão do governo

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Expresso

 

 

E fez muito bem. Os partidos de esquerda e de direita terão agora que explicar como e onde vão encontrar orçamento para pagarem a todas as carreiras da função pública que, legitimamente, também querem a recuperação total da contagem do tempo de serviço congelado.

 

E também explicar quando e como vão pagar, porque a ónus está, para já, no governo do próximo ano.

 

Isto é tudo uma tristeza. Fez bem António Costa.