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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Dos ganhos e das perdas

 

Têm-se multiplicado as explicações oficiais de como, afinal, não foi assim tão grande a derrota do PSD.

 

Foi mesmo uma colossal derrota. Perdeu câmaras, perdeu votos, perdeu apostas em câmaras emblemáticas e importantes, perdeu por más escolhas, perdeu porque tinha que perder.

 

O PS ganhou muito mais do que eu esperaria que ganhasse. Ainda bem, pois é indispensável que se afirme como uma força política alternativa. Também não faltaram explicações de como, afinal, não tinha sido uma vitória assim tão completa.

 

Foi mesmo uma grande vitória, sem brilho nem glória para António José Seguro, que até na hora de cantar os feitos se apaga, sem conseguir mobilizar os descontentes ou até os já rendidos.

 

Foi também uma grande noite para o PCP e uma negríssima noite para o BE, que se relegou à sua insignificância. Em Oeiras, o espelho de uma sociedade que acha que os meios justificam os fins.

 

O CDS lá se aguentou, bastante melhor do que merecia. o que não augura nada de bom para a saúde da coligação.

 

António Costa continua a corporizar a esperança de quem votou em Lisboa e de quem, em todo o resto do país, votou contra esta maioria que nos governa.

 

Correu bem. Falta a vaga de fundo apra mudar as coisas dentro do PS. Porque dentro do PSD vão mudar. Rui Rio já se perfila e a solidão de Passos Coelho é bem evidente.

 

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