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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Da indispensabilidade do voto

 

 

 

A nomeação de Maria Luís Albuquerque para Ministra de Estado e das Finanças foi mais um dos colossais erros de Passos Coelho. É difícil perceber tanta falta de sentido político, ou de incompetência. A oposição não existe mas o governo está sempre em perigo de implodir, pelas incríveis opções que vai tomando, isto independentemente das políticas que defende e implementa.

 

Maria Luís Albuquerque tem cada vez menos condições para continuar no cargo. É um massacre diário e ninguém aceita as suas justificações, que são imediatamente desmentidas por outras declarações e por documentos escritos.

 

A apatia e o descrédito que se avolumam entre os cidadãos, fazem perigar a noção do que é viver em democracia. As próximas eleições autárquicas serão um teste à nossa resistência, à nossa vontade de ser livres, à nossa revolta silenciosa.

 

O voto é a nossa melhor e mais potente arma. Não são as redes sociais, os jornais, as televisões, as viagens de táxi, as conversas ao café, na praça ou nos supermercados, não são as homilias de Marcelo Rebelo de Sousa, José Sócrates ou Marques Mendes, as piedosas prédicas de António José Seguro, a permanente má disposição dos líderes do BE, passado e actuais, ou a litania de Jerónimo de Sousa, por muito importantes que sejam.

 

Somos nós, com o nosso voto, que temos o poder. Apenas temos que o assumir. É verdade que não sabemos em quem votar, não ouvimos ideias que nos animem, não vislumbramos alternativas. Mas elas existem sempre, nem que seja na afirmação da vontade de contribuir, de participar, de mostrar que não desistimos de viver democraticamente, por muito difícil e imperfeito que seja o sistema.

 

É preciso votar.

 

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