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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Notas dispersas

 

Vemos, ouvimos e lemos coisas de espantar, algumas dramáticas.

  1. As mortes dos bombeiros nos combates aos incêndios - é tempo de nos solidarizarmos com as famílias e os companheiros, de agarrar forças onde não as há e ajudar as populações. Terá que haver, no entanto, uma reflexão sobre o que se tem passado - onde está a prevenção? A formação é a adequada? Profissionalismo ou amadorismo? É indispensável que se façam balanços e se perceba bem o que deve ser feito para que não se repitam estes horrores.
  2. As inacreditáveis trapalhadas à volta da reorganização das urgências nocturnas na área metropolitana de Lisboa, com afirmações contraditórias, com todos os protagonistas a esgrimirem argumentos na praça pública lançando toda a população em grande confusão, sem saber o que se passa e como vai ser atendida. Também se ouviu esta semana o Bastonário da Ordem dos Médicos pronunciar-se sobre a triagem de Manchester nas urgências hospitalares, levantando a suspeita de falta de segurança dos doentes ao serem atendidos por profissionais menos qualificados do que deveriam. Onde estão os estudos de comparação entre as triagens e classificações de prioridades dos Enfermeiros e dos Médicos, desde a implementação do protocolo em Portugal?
  3. Os EUA preparam-se para invadir a Síria - sem o aval do Conselho de Segurança? E os gaseamentos de milhares de pessoas? São assuntos só deles? E a Europa, não tem nada a dizer? Fernanda Câncio tem razão - é tão fácil perorarmos sobre os nossos códigos de moralidade sem termos que decidir o que fazer.
  4. As eleições autárquicas preparam-se sob a indiferença e o encolher de ombros generalizados - a vergonha da lei de limitação de mandatos a ser resolvida em tribunais, a espera pelo Tribunal Constitucional, que depois é acusado de imobilista e conservador, como estou agora a ouvir alguém do PSD a defender, na SICN, em frente a Gabriela Canavilhas, enfim, o alheamento da sociedade dos rituais e dos formalismos da democracia - um julgá-la-á dispensável.

O melhor é voltar à Rádio Comercial.

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