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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Meu amor, meu amor

 

 

Alain Oulman & Ary dos Santos

canta Amália Rodrigues

 

Meu amor meu amor

meu corpo em movimento

minha voz à procura

do seu próprio lamento.

 

Meu limão de amargura meu punhal a escrever

nós parámos o tempo não sabemos morrer

e nascemos nascemos

do nosso entristecer.

 

Meu amor meu amor

meu nó e sofrimento

minha mó de ternura

minha nau de tormento

 

este mar não tem cura este céu não tem ar

nós parámos o vento não sabemos nadar

e morremos morremos

devagar devagar.