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Da pausa antes do furacão ou Da continuidade dos pântanos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 19.07.13

 

Muitas vezes tenho criticado António José Seguro. Pois desta vez cumprimento-o. Fez exactamente o que era exigível para com o país. Esteve à altura dos acontecimentos quando decidiu tentar o acordo e por se ter negado a assiná-lo.

 

As medidas vetadas pelos partidos da maioria são, por isso, um compromisso que assume perante os eleitores - serão algumas das medidas que defenderá quando e se chefiar o governo saído das próximas eleições.

 

Se fosse coerente e patriótico, o governo apresentava de imediato a sua demissão ao Presidente. Infelizmente não podemos contar com isso. Caberá a Cavaco Silva a decisão de dissolver a Assembleia da República já ou de aprovar o governo remodelado e proposto por Passos Coelho e Paulo Portas. Se o fizer, também Cavaco Silva perde o resto da credibilidade que lhe restava e que recuperou ligeiramente, no meu entender, como é óbvio, com a sua polémica decisão.

 

Continuamos a aguardar.

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publicado às 20:44


1 comentário

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De ACÁCIO LIMA a 19.07.2013 às 22:42

COMENTÁRIO AO POST " Da pausa antes do furacão ou Da continuidade dos pântanos"

01- A minha apreciação global da situação abordada no post , não vai exatamente no mesmo sentido.

02- O chamado “Acordo de Salvação Nacional”, proposto por Cavaco Silva, mais não foi que uma tentativa para prolongar a governação neoliberal, acorrentando o Partido Socialista a ela.

03- Como se compreende, deveria começar por aí, a denúncia dessa “Salvação Nacional”.

04- O entendimento necessário era outro: As bases para “Renegociar as oito versões do Memorando”.

05- Numa base de um outro “consenso”, não perverso, estribado em:

- reconhecimento do deficit de qualificações;

- reconhecimento dos desequilíbrios financeiros;

- reconhecimento das desigualdades de rendimento;

- reconhecimento de alguns custos excessivos, nomeadamente de custos de contexto.

06- Seguro não parece ter interiorizado estes quesitos.

07- Cavaco Silva prolonga a crise, gastando o último cartucho para manter no poder as forças de direita.

08- Pela via adotada, Seguro, fugiu à pedagogia, e gerou leituras erradas.

Tratou-se de um erro tático, poupando o Chefe do Conservadorismo Reacionário.

Cavaco Silva visou sempre “entalar” o Partido Socialista, coresponsabilizando-o na deriva neoliberal.

Deixo mais duas notas:

- Em boa verdade Seguro, inflete posições temendo a cisão do seu próprio Partido.

- Com calma, tirar-se-ão as devidas ilações, e o Partido Socialista encontrará a Estratégia que faça face à Mutações registadas na última década e acabará por ajustar a sua “Declaração de Princípios”.

Este post serve bem par estimular um aprofundamento da reflexão, que a complexidade da crise política múltipla, impõe.

Cordiais e Afáveis Saudações e Votos de umas Reparadoras Férias de

ACÁCIO LIMA

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