A discordância é livre, mas concordar com Crato neste ou noutro caso é concordar com a destruição da escola pública, com a desqualificação da qualidade da educação, com o despedimento de professores que não estão a mais. (MLRodrigues)
Com todo o respeito, discordo da concordância. A greve é uma arma na mão dos cidadãos para lutar pelos seus direitos. Foi com ela que se lutou, por exemplo, pelas oito horas de trabalho. Com sangue. Se uma greve não prejudica nada, nem ninguém, não tem eficácia. E julgo que sabe, que prejudica, em primeiro lugar, quem a faz. "Prejudicar" alunos é a mesma coisa que prejudicar utentes de transportes, ou doentes que perdem a operação. Numa democracia não pode haver prejudicados de primeira e de segunda.
PS. A greve aos exames no tempo de Maria de Lurdes Rodrigues fez-se contra a regulamentação de horas não lectivas, se quiser por motivos meramente corporativos. Mesmo discordando da sua actuação na altura, não se pode fazer qualquer comparação com os motivos da greve actual.
Nação Valente, os sindicatos dos professores, nomeadamente a FENPROF, que é sempre o mais activo, são das forças mais conservadoras e corporativas que a nossa sociedade civil tem. O Mário Nogueira, como líder do sindicato há muitos anos, já gastou todas as motivações credíveis e toda a boa vontade de quem alguma vez lhe deu ouvido. Considero a actuação destes sindicatos muito nociva ao verdadeiro interesse da escola pública, e não é só agora que o entendo.
Os professores, tal como todos os cidadãos, têm todas as razões do mundo para fazerem greve. Só que o objectivo desta greve, tal como das outras anteriores a esta, é fazer oposição ao governo, a este como a todos os que o precederam. É legítimo, não digo o contrário, mas não estou de acordo e acho que não dignifica a luta dos docentes (os que verdadeiramente o são) a manutenção destes líderes. Estes assuntos deveriam ser encarados com seriedade e honestidade intelectual, coisas que não reconheço a Mário Nogueira.
De A ficção do chá das cinco com Crato a 14.06.2013 às 18:25
Há aqui qualquer coisa que escapa.Mas a responsabilidade pela situação não cabe por inteiro a Crato e ao governo que legisla desta forma terrorista?E depois são os sindicatos e o cansaço da Sofia Santo que estão na berlinda?Mas a referida senhora não saberá que são oito sindicatos que decidiram o que decidiram?Com a frontalidade necessária direi que estes assuntos deveriam ser encarados com seriedade e honestidade intelectual, coisas que não reconheço a Sofia Santos com base única e exclusivamente diz aqui
Até são mais de 8 estruturas sindicais. Algumas pertencem à FENPROF. Independentemente disso, e por uma estranha coincidência, todas aceitam a orientação e o discurso de Mário Nogueira. Hoje como no tempo de todos os outros ministros da educação.
De A ficção do chá das cinco com Crato a 15.06.2013 às 02:51
A má fé é má fé.E a má fé tem coisas como esta.Afirmar que as oito estruturas sindicais são controladas pelo Mário Nogueira ou pela Fenprof revela um claro sintoma de perseguição, de má fé como se disse e de desconsideração por quem é independente da Fenrpof.Ao menos Nogueira tem coerência coisa que quem assim toma a parte pelo todo não tem.A Sofia Santos está de acordo com Crato e percebe-se porquê.A Sofia Santos é a outra face de Crato a tentar justificar-se para os crimes que este governo faz, enquanto se escuda na mais primária argumentação.Por isso temos o país como temos.
De A ficção do chá das cinco com Crato a 15.06.2013 às 03:03
E a justificação para S.Santos apoiar Crato é por causa do Nogueira .Estranha coincidência diria a Sofia Santos.Eu não digo isso porque acho que a afirmação é desonesta. Mas lastimo que se discutam pessoas e não ideias.Que a hipocrisia substitua os princípios.Que o ódio a quem ousa lutar seja o caso de Nogueira ou outro qualquer, substitua o diálogo civilizadoe com argumentação.No fundo,no fundo Crato tem admiradores secretos nos mais insuspeitos sítios.Uma pena. Mas também uma vergonha.
De ACÁCIO LIMA a 15.06.2013 às 11:42
COMENTÁRIO AO POST "DOS CICLOS GREVISTAS AOS EXAMES"
01- Esta greve, dos Docentes, da FRENPROF, tutelada pelo PCP, via Mário Nogueira, sendo uma forma de Protesto à atuação do atual Governo, queira-se ou não, está longe de contribuir para sedimentar e urdir uma Alternativa Sã e Escorreita, ao atual Poder.
02- E, é aí, que bate o ponto.
03- Há muito, e tal foi patente, durante Governação Sócrates- Lurdes Rodrigues, nunca os Docentes e a FRENPROF, se preocuparam com as linhas mestras das Políticas Educativas, nem sobre as Diretivas que devem presidir à Pedagogia.
Nunca entenderam que urgia acabar com o Poder Difuso, na Escola, para implementar um novo Poder, articulando a Escola, com as necessidades das Populações, da Comunidade, nomeadamente com o Poder Local e as Estruturas ligadas à Produção e à Distribuição, Estruturas Empresariais.
Docentes e FRENFPROF, unicamente preocupados com o seu intrínseco Corporativismo.
04- Insisto.
Este Protesto, não serve pra sedimentar e urdir uma Alternativa Sã e Consistente ao atual Poder.
05- Não posso deixar de me referir à Forma e ao Conteúdo do Comentário supra, Identificado por “A Ficção do Chá das Cinco com Crato”.
Em matéria sensível, não colhe na Ética Republicana esconder-se no Anonimato.
Perde sentido e idoneidade a acusação, à Autora do post, de “falta de credencias”.
Devolvo à procedência , mas, agora bem arrimado na patenteada ausência da elementar ÉTICA REPUBLICANA.
Bom Dia.
ACÁCIO LIMA
ACÁCIO B. LIMA
ENG. MECÂNICO -CONSULTOR TÉCNICO- ECONÓMICO
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De A Ficção do Chá das Cinco com Crato a 15.06.2013 às 13:54
Mais uma vez há aqui qualquer equívoco
Ninguém falou em "falta de credenciais".Basta voltar a ler e procurar tal termo.Violando mesmo o sentido das aspas,nem sequer o seu significado está expresso.Talvez um pouco mais de atenção ao que foi escrito ou uma melhor interpretação do que se lê.
Também não está aqui em causa a ética republicana. Causa alguma perplexidade a sua invocação como se houvesse necessidade de se bater no peito e reivindicar o que deve ser a habitual postura de qualquer um.Nem vale a pena falar agora no pormenor da ética "republicana", que,embora a compreenda,não me parece pertinente a sua distinção da Ética tout court. Poderia ir mais longe na apreciação mas com franqueza não é este o tema.Cada um parece que tem o seu cantinho,não de ética , entenda-se, mas de corporativismo ético. E logo sou eu que digo isto eu,um Republicano de quatro costados.
Quanto à identificação pedida e à necessária apresentação do cartão de visitas.Aí poderia responder-lhe com o que um grande republicano disse sobre a assinatura por baixo do que se escreve.Como se a assinatura seja mais importante do que se diz.Como se o debate de ideias passasse necessariamente por saber o pedigree de quem o diz.Como se a escrita,sobretudo a escrita do quotidiano,tivesse mais sentido com um nome por baixo ou por cima.A vaidade humana é uma coisa terrível...e estou nesta ultima frase quase a citar o dito republicano.
Porque aqui a questão não é de coragem.É mais funda e mais solene. É mesmo uma questão de princípio. Não há no que disse insultos que se escondam atrás do anonimato.Foi referido até que a resposta dada a Sofia Santos é dada com frontalidade e tendo em conta exclusivamente o que a autora diz neste seu comentário aqui expresso.E a água dos dias deve arrastar inexoravelmente o que à fúria dos dias,temporais e voláteis pertence.
E num aparte amigável e sincero.Não é de boa norma colocar na rede a sua identificação como a faz.Os seus dados podem ser utilizados de forma abusiva.Os seus floreados levaram-no longe de mais,não? E aqui,para evitar maus entendidos refiro-me aos seus dados,não à sua identificação.
Quanto ao conteúdo do que diz no que respeita ao tema vertente.Francamente nada de acordo.Frontalmente em desacordo na óptica e na perspectiva.Mas sabe? Fique com a sua que eu já me alonguei demais para entrar agora nesse tipo de discussão, demasiado complexa para meia dúzia de lugares comuns
Cumprimentos
De A Ficção do Chá das Cinco com Crato a 16.06.2013 às 11:41
Ficou omisso mas depreender-se-á da leitura do que escrevi que, como comunista, o nosso interesse neste conflito é exclusivamente político - o interesse dos afectados pela greve não é importante desde que, com dialéctica, lhe consigamos dar a volta.