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A ditadura das minorias pseudo democráticas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 19.02.13

 

O que se está a passar neste momento, com hordas organizadas de pseudo democratas a manifestarem-se em todo o lado onde aparecem ministros, nomeadamente Miguel Relvas, é uma distorção do direito à indignação e da liberdade de expressão. Este governo foi escolhido livremente pelo povo, em eleições livres. Isto que se está a tentar fazer, é a ditadura de uma minoria autoritária que assume a vontade de uma maioria que, quando é chamada a decidir, decide de outra forma.

 

É vergonhoso. Não gosto do governo ou do Ministro. Mas isto é o contrário do debate democrático. Miguel Relvas fez mal em tentar alinhar na brincadeira. Não só fez uma triste figura como isto não é uma brincadeira.

 

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publicado às 19:27


9 comentários

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De ACÁCIO LIMA a 19.02.2013 às 21:25

COMENTÁRIO AO POST "A ditadura das minorias pseudo democráticas"

Acompanho a Autora do post e anoto que o Direito de Manifestação não pode obstar ao Direito de Expressão.

Felizmente também outros Democratas se exprimem no mesmo tom e recomendo a leitura de

http://maquinaespeculativa.blogspot.pt/2013/02/a-espuma-dos-dias-que-nos-afoga.html,

um texto de Porfírio Silva.

Bom Noite.
Saúdo a Autora pelo Seu Sentido de Oportunidade e Coragem Política

ACÁCIO LIMA
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De JOÃO CRUZEIRO a 22.02.2013 às 02:34

Cara Sofia

Antes de mais desejo sublinhar que, durante o Governo do PS , o seu blogue tornou-se um local que passei a frequentar , na medida em que os seus textos se caracterisavam pela isenção e equilíbrio de que se revestiam os seus comentários sobre aquele governo .
Com efeito , como todos sabemos , uns com prazer e outros ( como eu ) com profunda indignação e revolta, os Media exercem uma influência avassaladora sobre os juizos que se fazem acerca dos principais factos políticos . Por outros palavras , o Pluralismo que a Constituição "exige " para os Media está longe de ser praticado , o que coloca os Partidos de Esquerda , e em particular o PS , numa clara e revoltante inferioridade mediática , frente aos comandos editoriais favoráveis à Direita , com as suas hostes de comentadores e jornalistas , escolhidos " a dedo ", para difundir e proteger as ideologias e partidos de Direita e Centro- Direita , quer estando na oposição quer estando no poder . Portugal é , pois , na minha opinião , uma democracia adulterada pela MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA, controlada pelo poder económico e pelos partidos com que este se articula .
Usando um exemplo extraído das competições desportivas , onde os erros propositados dos árbitros e as decisões de bastidores favoráveis a um ou dois clubes mais poderosos constituem o conhecido caldo de cultura dos climas de violência que se observam nos recintos desportivos , eu compreendo que as situações que centenas de milhares de famílias sofrem em Portugal , no domínio do desemprego , da perda das suas habitações, da miséria e pobreza crescentes , dos cortes financeiros na saúde que vão gerando o crime político das mortes prematuras de centenas ( ou milhares ? ) de "cidadãos " , da redução das prestações sociais que se refletem na miséria , na fome , no abandono escolar , da eliminação dos apoios às empresas mesmo das que ainda são viáveis , da redução drástica de rendimentos registada no corrente ano com o confisco dos pensionistas e os novos impostos sobre os trabalhadores em geral , todas estas medidas estão a criar um ambiente social explosivo de que , felizmente ,ainda só tivemos sinais ténues que os "media " realçam com o propósito de , ao condená-los , tentarem prevenir situações de violência verdadeiramente graves por parte de jovens , de desempregados e de idosos , em situação de desespero que os levarão a praticar actos , esses sim ,que atentarão contra a segurança pública , o património alheio e também a própria vida dessas pessoas desesperadas e desorientadas arrastando , no suicídio ,os seus filhos , tragédias que já se começam a verificar também em Portugal .
Face ao que se está a passar é importante reduzir rapidamente os vários factores e motivações que explicam não só os protestos mas situações muito piores que poderão vir a ocorrer .
É este meu alerta que , com a experiência social e política vivida , por mim e alguns de nós , desde os anos 40 do século passado, venho transmitir para a sua reflexão .
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De Sofia Loureiro dos Santos a 23.02.2013 às 17:37

João Cruzeiro, obrigada pelo seu comentário.
Concordo consigo em relação à manipulação dos media por forças políticas e por movimentos corporativos, nomeadamente o dos próprios jornalistas, e ainda pela incompetência e ignorância de muitos profissionais. Concordo ainda que o clima de tensão que se vive é devido à política desastrosa deste governo e da maioria que o apoia. Mas nada disso pode justificar o atropelo da vivência democrática. Pelo contrário, mais importante é que os actores políticos e institucionais se demarquem firmemente de pseudo manifestações espontâneas e de derivas totalitárias. Nada pode justificar o impedimento seja de quem for de se expressar, por muito que não concordemos com o que diz e o que faz. Assistimos ao cerco aos ministros de Sócrates, por sinal muito compreendido pelos actuais cercados. É um péssimo e preocupante sinal que, neste momento, António José Seguro faça declarações em que é, manifestamente e objectivamente , evasivo a condenar estas situações. Populismo de que se arrependerá rapidamente, quando chegar a vez dele.
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De joão Pedro Lopes a 23.02.2013 às 10:23

Viva

Este governo não foi escolhido pelo povo, em eleições livres.
O que foi escolhido pelo povo foi outro governo, aquele que olhos nos olhos com uma criança (uma adolescente, vá...) garantiu que nunca retiraria o décimo terceiro mês aos portugueses.
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De Sofia Loureiro dos Santos a 23.02.2013 às 17:41

João Pedro Lopes, esse argumento não colhe. As eleições foram livres e foi este governo que o povo escolheu, tal como foi este o Presidente eleito livremente. E é pelo funcionamento democrático das instituições - Parlamento e Presidente da República - que este governo deve continuar ou cair. Não foi assim com o governo de Sócrates? E, já agora, aponte-me um governo que não tenha traído promessas eleitorais.
Era muito bom que no dia das eleições todos se lembrassem de ir votar.
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De João Pedro Lopes a 24.02.2013 às 10:01

Sofia e Acácio

As eleições foram sem dúvida livres, e habitualmente há promessas que ficam por cumprir.
O que me parece diferente neste caso é que, ao contrário dos 150.000 empregos não criados no governo anterior (o que pela sua natureza é mais uma manifestação da intenção de implementar uma política que o favoreça, o que acho que aconteceu, com as opções pelas energias, tecnologia, formação), aqui não houve alteração de circunstâncias que levassem a uma tão radical quebra de promessas, ainda por cima tão concretas como a que referi no comentário anterior.
Se formos rever as afirmações que levaram à não aprovação do PEC IV (já chega de sacrifícios e impostos altos...) e a prática actual, podemos (ou não, claro) concluir que foi um plano mentiroso que foi posto em acção, com os resultados conhecidos.
Eu sei que isto são lugares comuns, mas é assim mesmo que penso.

Cumprimentos
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De ACÁCIO LIMA a 23.02.2013 às 17:53

Poderia informar qual o seu entendimento de "Eleições Livres"?

Bom Fim de Tarde.
Bom Domingo.

ACÁCIO LIMA
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De Sofia Loureiro dos Santos a 23.02.2013 às 18:17

A quem pergunta, Acácio, a mim ou a João Pedro Lopes?
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De ACÁCIO LIMA a 23.02.2013 às 18:33

Lamento ter usado mal o posicionamento do meu comentário, obviamente reportando a J. Pedro Lopes.
Erros no uso informático.

Bom Fim de Tarde.

ACÁCIO LIMA

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