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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Muitíssimo apressados

 

 

Ouço vários comentadores, membros de partidos da oposição e próximos do PSD e CDS, a esgrimirem argumentos e a trocarem notas, afirmando que não foram as políticas de austeridade seguidas pelo governo que justificaram o êxito da última semana (extensão dos prazos das maturidades e regresso a Os Mercados). Chegam mesmo a afirmar que esta operação estava mais do que garantida, quando há poucos dias se vaticinava a muito próxima queda do governo, por incumprimento da almejada promessa de regresso a Os Mercados, em Setembro.

 

Obviamente que não foram as políticas deste governo que estiveram na génese desta boa notícia como não foram as políticas de Sócrates que motivaram as péssimas notícias, em 2011. Mas são mesmo boas notícias, mesmo que sejam apenas um sinal, mesmo que sirvam apenas para animar um pouco o moral do país. E não podemos ignorar que o governo e os partidos da coligação souberam gerir politicamente estes factos, de forma a darem a entender que isto é o prémio alcançado pelas boas políticas implementadas e que, tal como tinham prometido, estão a salvar Portugal.

 

O PS tem obrigação de desmontar as manobras e desconstruir esta narrativa, dizendo como se faz de modo diferente. Não basta repetir expressões como medidas para o crescimento económico, combater o desemprego, estado social, etc. É urgente conhecer o pensamento do maior partido da oposição sobre as políticas sociais e económicas, qual a sua visão das funções do estado e como sustentá-las, como pretende apostar na qualificação e no conhecimento, como devolver a esperança a quem, diariamente, desiste do país.

 

O PS tem obrigação de se preparar para governar e de ser uma verdadeira alternativa. Enquanto António José Seguro estiver à frente do partido, Passos Coelho arrisca-se a manter-se no poder, mesmo com o rebuliço dentro do próprio partido e na coligação. Estamos mesmo muitíssimo apressados.

 

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