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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Duodécimos

 

Não tenho nada contra a distribuição dos subsídios de férias e de Natal por todos os meses do ano. Na realidade esse dinheiro deve ser encarado como parte da remuneração mensal e não como um prémio a dar aos trabalhadores, de 6 em 6 meses. O que acontece é que a entidade empregadora se substitui aos trabalhadores, obrigando-os a uma poupança forçada e disponibilizando-lhes essa poupança 2 vezes por ano. Ou seja, a entidade empregadora fica com o correspondente a 2 meses de ordenado (cerca de 14% da remuneração anual) nos seus cofres, em vez de ficarem nos cofres dos trabalhadores.

 

Por isso não consigo perceber a rejeição, por parte dos trabalhadores e da oposição, da distribuição dos subsídios em duodécimos. O que é essencial é que esse dinheiro seja distribuído e não suprimido, tal como o governo decretou, primeiro para os funcionários públicos, depois para os do sector privado. Contra isso sim, deveremos lutar incessantemente. Agora acho muito bem que o distribuam todos os meses. A minha poupança deve ser por mim decidida, não pela minha entidade patronal.

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