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O isolamento do PS

por Sofia Loureiro dos Santos, em 12.11.12

 

O Bloco que saiu da Convenção deste fim-de-semana é igual ao que entrou na Convenção. Populista, demagógico e incapaz de perceber que não é apostando na desorganização social, na revolta do povo e na desestruturação da sociedade, que conseguirá aumentar a sua votação e chegar ao poder, para implementar ninguém percebe muito bem que tipo de governo, regime ou soluções.

 

O Bloco de Esquerda, que teve 5,17% nas últimas eleições, sente-se no direito de condicionar a posição do PS, que teve 28,05% também em 2011, em relação ao cumprimento dos compromissos que este assumiu junto do FMI, da CE e do BCE, nada mais nada menos que rasgar o memorando de entendimento, para se dispor a um compromisso que possa servir de base a um futuro governo de esquerda.

 

O BE (e o PCP) sabe, ou deveria saber, que isso é uma irresponsabilidade, que não tem viabilidade nem representatividade eleitoral para impor tal solução ao maior partido da oposição. Até porque uma plataforma mínima não pode começar por obrigar o PS a renegar o que é, e ainda bem, a sua história de garante de um país civilizado e capaz de honrar os seus compromisso internacionais.

 

A Convenção do Bloco demonstrou, mais uma vez, que em Portugal não é possível ao PS fazer coligações de governo à esquerda. O Bloco de Esquerda continua a condenar o PS e o país aos governos minoritários ou a governos de direita.

 

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publicado às 21:50


6 comentários

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De Irene Pimentel a 12.11.2012 às 22:15

É isso mesmo, Sofia, estou revoltada, mesmo se não esperava nada dali. O triunfo da direita mais extremista é assim possível, e diria mesmo, obra dessas pessoas do B.E. Só porque querem mais uma dúzia de votos (para fazer o quê, pergunto?), estão dispostos a contribuir para o enterro do País. Não têm perdão. E que apoio têm nessa tarefa da "comunicação social". Talvez a sirtuação social dos dirigentes desse partido explique tudo. Realmente nunca serão eles as primeiras ou seguintes vítimas deste governo.
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De ACÁCIO LIMA a 12.11.2012 às 22:53

Volto a estar em plena sintonia com o exarado neste post, sobre a Convenção do BLO-CO.

Cito: "O Bloco de Esquerda continua a condenar o PS e o país aos governos minoritários ou a governos de direita".

E, cito Irene Pimentel: "Não têm perdão".

Saúdo a Autora do post e não posso deixar de saudar Irene Pimentel, com este seu Comentário, também.

Boa Noite.
Bom Serão.
Boa Semana.

ACÁCIO LIMA




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De pink a 13.11.2012 às 09:30

Começo a acreditar na vocação de alguns para a tal claustrofobia democrática...

Cada partido tem o direito de definir a sua estratégia política,sem que seja insultado,reprovado, anametizado.

Sou socialista e confrange-me que a noção de democracia seja tão abastardada.
Irene Pimentel tem as suas dificuldades.
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De pink a 13.11.2012 às 09:31

ANATEMIZADO,CLARO!
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De Irene Pimentel a 13.11.2012 às 13:12

mas que noção de «claustrofobia democrática»!
não será «claustrofobia» impossibilitar a crítica política?
Anda muita gente a tentar calar outros tantos
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De Sofia Loureiro dos Santos a 13.11.2012 às 21:28

Pink, a sua noção de democracia é que me dá que pensar - se não concordamos com a estratégia de alguns partidos, então estamos a insultar os outros. Tal como a noção de democracia do Bloco de Esquerda - e do PCP, não esqueçamos - é deveras estranha: o eleitorado não tem razão porque vota noutros partidos; portanto subvertem-se os resultados eleitorais tentanto convencer, pelo cansaço e gritaria mediática, que a minoria é que é esclarecida e vanguardista.

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