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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Tardam

 

Mais uma vez a justiça faz política. Em todos os jornais a notícia das últimas escutas mediáticas, para arrastar na lama o Primeiro-ministro. As empresas de comunicação são compradas por empresas angolanas. A informação na mão do poder económico na mão de um poder político ditatorial, que não tem qualquer respeito pela liberdade de expressão.

 

Num ano todos os pressupostos mudaram: de uma crise causada pelos governos socialistas, passámos a uma situação que só se resolve na Europa; de uma intervenção externa procurada por toda a oposição de direita e por quase todos os comentadores e economistas da nossa praça, passámos a um país intervencionado e abdicado de soberania e independência; de um memorando de entendimento que era o programa do governo, até pouco ambicioso, passámos a ter um governo que se clama sem alternativa perante as exigências em que já não se revê.

 

Com um PS sem qualquer brilho ou solução, sem um Presidente que sirva, pelo menos, para ouvir e entender a voz do povo, encurralado na sua própria pequenez e enredado na gestão dos vários ódios que alimentou, arrastamo-nos sem qualquer perspetiva de futuro.

 

Para quando a implosão do PS para podermos ter eleições com alguma hipótese de alternativa política? Para quando a implosão do PSD e do CDS? Tardam a apresentar-se os homens e as mulheres acordadas e alertas. Aqui e na Europa.

 

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