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Médicos e SNS

por Sofia Loureiro dos Santos, em 08.07.12

 

 

O Ministério da Saúde e o Ministro Paulo Macedo desdobram-se em apelos, discursos e declarações de grande disponibilidade para o diálogo, para a abertura de concursos, até para as revisões salariais, depois de terem estado meses sem honrar os compromissos que tinham assumido na altura da desconvocação da greve às horas extraordinárias, mantendo, no entanto, propostas ambíguas e pouco consentâneas com as propaladas nos media. Repentinamente há reuniões marcadas ao domingo, numa tentativa de evitar uma greve que, depois da desastrada alusão à requisição civil, fez extremar a posição dos sindicatos.

 

Apesar das tentativas do PCP para instrumentalizar a paralisação, que Paulo Macedo e Passos Coelho não se iludam - esta é uma greve que surge em defesa de condições de trabalho e salariais, é claro, mas também da dignidade profissional, da qualidade assistencial e da equidade e igualdade de acesso ao SNS. É uma greve política, sim, porque defende princípios consagrados na Constituição, aquela que o governo não se importa de suspender para ir além da troika.

 

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publicado às 17:45


1 comentário

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De ACÁCIO LIMA a 09.07.2012 às 10:22

01- O post ,“Médicos e S.N.S.”, coloca no Posto de Comando a “PEDAGOGIA”, explicitando bem, mas sucintamente e numa boa hierarquização as questões, o que motiva e justifica a prevista greve dos Médicos.
02- O que está em causa é a defesa da “Saúde Pública” e a “Dignidade Profissional, da Qualidade Assistencial e da Equidade e Igualdade de Acesso ao SNS”, questões que não são autónomas e estão imbrincadas.
03- O texto da Autora preenche bem, ainda, os quesitos da Agit-Prop, de cativar e não hostilizar os que, pela lógica do protesto grevista, são afetados.
04- Esta prevista greve diferencia-se das demais havidas no último ano, bem como dos protestos continuados, pois está para além de motivações corporativas e de motivações de ética perversa, caso da greve da CP, em torno de apagamento de comportamentos ilícitos, pondo em causa os Serviços Mínimos previstos no quadro da DEMOCRACIA.
Esta prevista greve questiona a opção ideológica neoliberal do atual Governo e a postura subserviente face ao grande patronato internacional, que vai dominando, via, entre outros instrumentos, as Agências de Rating.
05- A prevista greve dos Médicos constitui um salto qualitativo no protesto, e é o Governo e as políticas seguidas por ele, globais e de detalhe, como um todo, que são questionadas.
06- A Autora do post, num anterior texto, também ela, anotou a amalgama de misturar greves distintas, promovendo o descrédito da ferramenta “GREVE”, básica para os TRABALHADORES.
Ontem o “porta voz” do reacionarismo nacional, o Prof. Marcelo, lá veio à estocada, nesse mesmo tom, numa “salomónica”- grifado- intervenção, verberar os Médicos, para na magia, pseudo admoestar do Ministro, tentar ilibar , de facto, o Ministro P. Macedo, o carrasco do Estado Providência.

Termino na heterodoxia declarando o meu apoio aos promotores e organizadores desta prevista greve. estando solidário com os Médicos. Esta é uma GREVE POLÍTICA como a Autora do post assinala.

Bom Dia.
Boa Semana.
Cordiais e Amistosas Saudações de Muito Apreço de
ACÁCIO LIMA

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