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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Oposição democrática

 

Teixeira dos Santos, quanto a mim muito bem, chamou a atenção para a responsabilidade do PS na aprovação do OE para 2012.

 

O acordo que o PS negociou e assinou com a Troika a isso o obrigava. Neste momento, após o que já se conhece da lei do OE 2012, o PS está desobrigado dessa responsabilidade.

 

As medidas aí inscritas, assim como os seus pressupostos, nomeadamente as derrapagens do défice, cuja responsabilidade seria do anterior governo, já foram escalpelizados por várias pessoas que demonstraram a falácia dos argumentos. Já nada disto tem a ver com o memorando. Tem a ver com a matriz ideológica, a impreparação, o voluntarismo e o populismo deste governo, bem espelhados numa das medidas entretanto já decretada, em que o Estado aumenta o financiamento às escolas privadas.

 

Portanto, a preocupação de Teixeira dos Santos já não tem cabimento. Para este tipo de medidas o governo tem o apoio parlamentar dos partidos da coligação – PSD e CDS. O PS não pode senão votar contra.

 

A revolta social é inevitável. O que deveria ser impensável é lerem-se e ouvirem-se vozes que, em vez de credibilizarem e valorizarem a actividade política, assumem um populismo desenfreado, defendendo a criminalização de anteriores governantes. O populismo só alimenta mais populismo, e já temos o porta-voz da Associação Nacional de Sargentos, António Lima Coelho, a interpretar o que é a vontade do povo e a ameaçar desobediência ao poder executivo, o que é intolerável.

 

Nem o PS pode alienar e apagar a sua marca de governação, naquilo que de positivo e de negativo teve, nem se pode agora recusar a liderar a oposição democrática a este governo.

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