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Cada um cumpre o destino que lhe cumpre. / E deseja o destino que deseja; / Nem cumpre o que deseja, / Nem deseja o que cumpre. [Ricardo Reis]
Tenho muita dificuldade em me rever numa Europa em que, sem que os cidadãos os tenham eleito ou mandatado para tal, há dois países que se assumem como os chefes incontestáveis de uma união de Estados que se dizem soberanos, dando conferências de imprensa em que sugerem o que a Constituição de cada país deve conter.
A Europa vai-se descaracterizando cada vez mais, tornando supérfluo o acto eleitoral que se cumpre, como um ritual, de 5 em 5 anos, para além da total irrelevância do Presidente da Comissão Europeia e do Presidente do Conselho Europeu. A opinião dos cidadãos não serve para construir ou aprofundar a União, mas apenas para manter uma fachada de democracia europeia.
Angela Merkel e Nicolas Sarkozy já nem sequer se preocupam em manter a encenação. O conceito de União Europeia já não existe.
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